Vídeo · jul/2024 · 37 min
O Dr. Fábio Luiz Waechter responde, no canal do CAD RS.
O conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.
Transcrição automática
Gerada a partir do áudio, sem revisão: pode ter erros de palavra.
Olá e nós estamos aqui no Conexão médica da CF marketing médico para mais um programa e hoje muito interessante porque quem volta aqui para conversar com a gente é o Fábio Luiz veter cirurgião do aparelho digestivo e a gente vai falar hoje sobre cirurgia da vesícula as que não deram certo como assim Fábio tem nome isso tem tem nome infeliz gente tem nome e isso é uma uma situação que cada vez está acontecendo mais no nosso meio infelizmente a o número de lesões que a gente chama lesões acidentais da Via biliar principal durante a retirada de uma vesículo vem aumentando não só aqui no Brasil mas no mundo inteiro Isso é por conta de vários fatores tenta imaginar que são cerca vamos pegar os Estados Unidos que tem uma estatística melhor de de números quanto a número de cirurgia realizada e número de lesões que ocorrem então nos Estados Unidos a gente tem pelo menos 400 a 500.000 colic stomias ou seja retiradas da vesícula por ano E nós temos pelo menos 0.2 a 1% de lesões de via bilhar por ano então se nós pensarmos que 1% de 500.000 ã eh retiradas de vesículas vão gerar uma uma lesão de via bilhar isso dá cerca de 5.000 casos por ano só nos Estados Unidos então assim isso é um número que vem crescendo nos últimos anos o problema todo é que uma lesão de vi biliar é uma das piores catástrofes médicas cirúrgicas no caso que podem acontecer no abdome de de um paciente então isso é um um fator de muita preocupação nos dias atuais já sempre foi mas vem aumentando cada vez mais ao nosso meio Fábio e me fala uma coisa isso acontece depois que a pessoa já operou que ela já fez a cirurgia da visícula ou isso é uma intercorrência da cirurgia é uma intercorrência da cirurgia mas também tem situações que podem ser como consequência da cirurgia ou seja Ah o processo cicatricial leva uma lesão posterior nós temos os dois tipos a lesão transoperatória E a lesão pós-operatória decorrente de uma estenose cicatricial da Via bilhar então assim sempre é uma situação extremamente complexa de difícil correção com em que poucos cirurgiões Teoricamente ou equipes cirúrgicas TM a condição de realizar esse tipo de cirurgia sabe que esse tema assim quando tu me falaste que a gente eu te convidei para o programa e que tu me falaste sobre esse tema eu fiquei pensando assim mas cirurgia da visícula é uma coisa tão simples a gente faz nem sabe quem é o médico diferente assim de quando a gente vai fazer uma cirurgia de câncer por exemplo que a gente quer saber tudo do médico da equipe exatamente E isso também volta para gente assim toda cirurgia tem risco exatamente toda cirurgia tem risco eh mas eh a cirurgia de da vesícula Embora ela seja uma cirurgia muito tranquila extremamente segura ela é realizada sobre um território extremamente delicado que é justamente a entrada das estruturas que vão para o fígado então qualquer problema que acontece nesta região especificamente é sempre de difícil correção ah taxas altíssimas de complicações e de mortalidade inclusive do paciente ah de mortalidade de mortalidade então para tu teres uma ideia Clara a gente vai conversar mais sobre isso mas assim isso pode ser desde uma cirurgia com um grau de complexidade maior que pode atingir inclusive Um transplante de fígado pode acabar em um transplante de fígado então então algumas vezes a lesão de via bilhar ela é tamanha de tal magnitude que Apenas Um transplante de figra solucionaria este problema é o extremo da intercorrência é o extremo da intercorrência está e me fala uma coisa assim ó H tu falaste da frequência que é muito mais alta do que eu poderia imaginar a gente falou assim quando e quando que ocorre isso como que ocorre isso bem O interessante é é que a gente tem tem que ponderar que nenhum cirurgião faz uma lesão dessa por querer isso não existe então seria um psicopata se fizesse esse tipo de coisa então a lesão ela sempre vai ocorrer de uma forma acidental ou inadvertida ou que o cirurgião nem percebe isso é importante também a gente pontuar a maioria das lesões de via bilhar principal decorrentes de uma cirurgia de visícula ou eventualmente até outra cirurgia isso pode acontecer também decorrente de uma cirurgia de estômago de de Colon de do próprio fígado E que acaba gerando uma lesão do do do canal bilar principal ela na grande maioria das vezes ela é detectada apenas nos meses seguintes a essa cirurgia então o paciente ele opera ele tem a alta vai bem para casa ou com quadro um tanto arrastado e que posteriormente apenas vai aparecer a lesão no vi biliar e existe cerca de 20 30% das vezes que vão ser detectados vão ser detectadas essas lesões no transoperatório ou logo imediatamente no pós-operatório então a vasta maioria das vezes a gente vai detectar apenas meses depois e quais são os sintomas como é que vou saber que estou com uma lesão de via bilhar bem quando é ah se detecta isso no transoperatório é visível então o cirurgião ele vai ver a Bine saindo de um canal principal ele vai perceber que houve uma lesão no canal principal da da da da B que vem que que vem do fígado então o canal que vem do fígado que se chama colédoco esse canal mas também pode ser canais Ramos desse Colé como o ramo direito da da Via bilhar ou o ramo esquerdo da vi bilhar no pós-operatório o paciente vai ficar amarelo do olho ou nos exames de controle no pós-operatório o paciente vai manter o que a gente chama de colestase então exames sempre alterados do entre eles a fosfatase alcalina e a Gama GT então o paciente estranhamente mantém exames alterados no pós-operatório sempre temos que desconfiar de uma eventual lesão ou estenose cicatricial por que que eu digo ou estenose cicatricial porque muitas vezes isso não dependeu do cirurgião em si não foi uma lesão direta da Via bilhar mas o processo cicatricial no lado desta via biliar principal acaba gerando uma retração cicatricial deste canal principal da B mas a pessoa não sente dor dificilmente sente dor a manifestação principal dela vai ser o olho amarelo a urina bem escura que a gente chama para efeito comparação tipo coca-cola ou cocô bem claro muitas vezes tangendo aquela pasta de vida acedo mais esbranquiçada está então depois que a pessoa faz a cirurgia ela teve alta foi para casa se ela não perceber porque tem uma revisão que ela tem que voltar lá no médico Porque aí porque aí eu acho que então assim é que vai ser detectado nos exames como é que funciona Fábio exatamente naquelas lesões que vão ser detectadas tardiamente porque as que são detectadas no transoperatório logo imediatamente depois o cirurgião vai perceber como eu disse vai ver diretamente a bly saindo do canal principal e vai ter que corrigir aqui vai ter que corrigir na hora na hora bem isso é uma discussão à parte porque a maioria dos cirurgiões não sabem corrigir isso ou não t condições técnicas Ou nem de estrutura hospitalar para corrigir isso está da em função da complexidade da correção desse tipo de lesão mas quando ocorre no pós-operatório Teoricamente esse cirurgião vai pedir uns exames de revisão 1 2 3 meses depois da realização da cistectomia E aí ele vai perceber que esse paciente tem alteração nos exames laboratoriais ou o paciente já vai vir dizendo Olha eu estou com olho amarelo meu meu xixi está escuro ou o cocô está com cor clara claro que até São sintomas que são perceptíveis para para os leigos exatamente às vezes os sintomas transcendem isso o paciente começa a ter calafrios febres de repetição perda de peso súbita então não consegue tolerar alimentação no pós-operatório começa a ter muito muita intolerância alimentar ou vômitos também são eventuais sintomas que podem cursar também no pós-operatório sim está mas e me diz uma coisa como é que eu sei se essa lesão não é um câncer Boa pergunta Eh porque às vezes o paciente pode vir meio ano depois ou um ano depois de ter feito uma uma retirada de vesículo bem a partir daí a gente tem que fazer exames nesse paciente então todo paciente que tem uma suspeita de via biliar ou a suspeita de um câncer do canal biliar ele Obrigatoriamente tem que passar por um processo de investigação bem apurada deste canal bário Então os principais exames acho que a gente pode falar um pouquinho sobre como fazer o diagnóstico o princip os principais exames que a gente vai fazer são em especial a ecografia a ressonância magnética dos canais biliares que vão nos permitir de diferenciar se isso é uma lesão benigna ou seja cicatricial de uma cirurgia prévia ou eventualmente nós já temos um câncer ali algumas vezes isso aí não é tão simples assim então mesmo como ressonâncias de alta resolução que nós temos hoje muitas vezes a gente tem que pegar e se utilizar de outros exames como por exemplo a colangio eh colangio eh colangio pancreato ografia endoscópica retrógrada é o nome cumprido é o nome cumprido também conhecido como CPRE você faz por endoscopia E aí se vai através do canal da chamada papila de water se introduz um uma uma pequena sondinha nesse canal e se injeta um contraste Além disso eu posso fazer escovados desse canal posso fazer biópsias através desse canal que aí vão me ajudar a elucidar eventualmente ou a diferenciar um câncer de uma lesão digna de viabilidade Ah é muito interessante eu digo assim a gente vem eu achando que é falar de uma coisa bem simples nada é simples em medicina No momento que você faz uma lesão de viab bilhar sempre é complexo sempre difícil resolução e de novo poucas equipes capacitadas para se fazer isso até porque precisa Obrigatoriamente na vasta maioria das vezes eh estrutura hospitalar eu digo estrutura hospitalar com equipamentos lupas microscópio o ti de alta resolução no pós-operatório meu Deus está E por que que ela é considerada ela é considerada então complexa de difícil correção por tudo isso que tu falaste que a pessoa muitas vezes até quando já passou sei lá alguns meses e a pessoa vem não sabe nem o que tem ainda e às vezes a gente nem vai lincar que foi por causa da cirurgia da visícula porque Passaram se meses exatamente é muito interessante mas me fala uma coisa e como ela é corrigida no tratamento Inicial ali que tu falaste no trans operatório e no tardio quando já vem de outros meses bem e resposta também complexa Mas vamos lá Vamos tentar resumir um pouquinho isso quando a lesão é eu como mulher Fábio eu vou dizer para ti o que que já está passando na minha cabeça está o tamanho da cicatriz Ah esse é um outro problema mas vamos começar tentando corrigir o canal está antes a cicatriz bem quando ocorre quando o cirurgião percebe durante a cirurgia a primeira coisa que se tem como regra desse tipo de situação é o cirurgião que faz a lesão não deveria corrigir essa lesão existe n trabalhos científicos na literatura mostrando que esse cirurgião está emocionalmente perturbado E este cirurgião ele na vasta maioria das vezes não tem capacidade técnica de corrigir aquela lesão E se ele tentar corrigir ele vai piorar a lesão então a tentativa transoperatória do mesmo cirurgião tentar corrigir essa lesão vai piorar os custos hospitalares vai piorar os resultados e vai aumentar a morb mortalidade deste paciente Então essa é uma regra muito importante desde desde logo aí tu vai me perguntar mas Fábio E aí o que que o cara faz N bem se ele não tem um cirurgião capacitado no hospital ou se ele não está em uma estrutura hospitalar adequada melhor coisa bota um dreno na região e termina a cirurgia deixa drenar a bile para fora do paciente mas não tenta piorar a Na tentativa de melhorar ele vai acabar piorar a situação Isso já é tema para outro programa que a gente vai falar sobre isso dessa coisa de eh ah o emocional do médico em uma intercorrência ou por que que médico não opera familiar mas a gente vai fazer um programa sobre isso ok bem se ele tiver Digamos que em uma estrutura hospitalar ok que tem um cirurgião afeito a cirurgia de fígado e pâncreas e vivia bilhar ele vai parar a cirurgia vai chamar esse cirurgião e esse cirurgião vai ter toda a capacidade de ali corrigir essa cirurgia que pode ser feita tanto via aberta ou através de uma de uma cirurgia minimamente invasiva quer seja vídeo laparoscopia quer seja agora pelo robô que o ideal que seja através do robô hoje nos dias de hoje ah vamos falar disso bem Ah quando isso é no pós-operatório sempre é importante a gente estudar o paciente melhor então vamos pegar aquele paciente que tu botou o dreno e mandou para uma um centro especializado primeira coisa que esse centro vai fazer vai ser estudar esse paciente estudar por quê Porque boa parte das vezes cerca de 1/3 das vezes esses pacientes não têm apenas uma lesão da Via biliar acabou lesando também uma artéria importante lá dentro normalmente um ramo hepático que vai para o lado direito do fígado está E esse ramo muitas vezes tem que ser reconstruído ou muitas vezes parte do fígado tem que ser retirado junto na correção porque senão ele necrosa está eh Então a primeira coisa que vai se fazer nesse paciente é estudar esse paciente bem uma vez ele estudado aí vai aí sim vai se partir por uma correção em que primeiro nós vamos ter que baixar o que a gente chama de plaqu lar Então as estruturas que entram no fígado Elas têm que ser trazidas para fora do fígado porque o que acontece essas esse processo inflamatório que se instala ali naquela região ele retrai Todas aquelas estruturas para dentro do fígado e se tu tentar corrigir dentro do fígado bem a chance de óbito do paciente é muito grande então a primeira coisa que a gente tem que fazer é trazer essas estruturas para fora do fígado abrir amplamente o canal da B em direção a ao interior do fígado e aí sim derivar isso através de um pedaço de intestino que é isolado e colocado naquele lugar para reconstruir isso Então imagina ão são cirurgias de normalmente 6 8 horas ah essa era a minha pergunta de quanto tempo São essas cirurgias não são cirurgias longas que muitas vezes da mais nós pelo menos dentro da nossa equipe a gente sempre utiliza lupas para isso ã ou algumas vezes a gente é obrigado a utilizar o microscópio tanto para corrigir o canal biliar como para corrigir a artéria vamos lembrar A maioria das vezes esse canal da bile tem 2 3 4 MM Se for em uma em um paciente mais jovem em uma criança em um adolescente então Eh nós estamos falando de estruturas com um 2 MM em termos de diâmetro o que te obriga a usar uma lupa ou usar um microscópio sim agora com o advento do robô facilitou bastante porque o robô nos permite chegar em cima e aumentando a imagem em uma qualidade Espetacular em termos de imagem e trabalhar com microcirurgia com Robô então o robô realmente ele veio para nos ajudar bastante nisso que interessante quando a gente pensa na cirurgia robótica que que se fala muito ah é cirurgia de próstata é no robô cirurgia complexa de câncer sabe o que eu jamais imaginaria uma cirurgia na eu como Lea ah cirurgia de vesícula uma herne ah são cirurgias fáceis aí mas fáceis até que pode dar alguma Coé acente Acra É verdade isso aí então sempre é importante assim na escolha do cirurgião sempre tentar a localizar cirurgiões que estejam e habilitados tenham formação em cirurgia do Aparelho Digestivo em cirurgia geral para que possam fazer uma cirurgia adequada e segura nos pacientes Para justamente evitar situações como essa que a gente está discutindo aqui Fábio e me fala uma coisa essa correção é feita só cirurgicamente ou tem algum alguma outra forma de corrigir sei lá endoscopia não sei Ótima pergunta Cláudio assim assim ah lembra que eu te comentei agora a pouco que essa essa correção sempre deve ser feita em hospitais que tenham capacidade para tratamentos de alta Complex cidade e dentro de dessa capacitação do hospital entra a Radiologia intervencionista e a indoscopia intervencionista então vamos pegar situações bem pontuais para gente poder exemplificar então o cirurgião foi lá ele ele e fez uma lesão o paciente não está bem no transoperatório ele para a cirurgia como o paciente não está bem em vez de seguir a cirurgia ele bota apenas drenos e encaminha o paciente para UTI sempre então a Radiologia intervencionista ela pode através de uma punção percutânea colocar catéteres dentro no canal da bile que vão até o ponto da lesão E passa se AD drenar através desse catéter para fora a gente pode botar esse catéter em aspiração e trazer toda a bile para fora e evitando com que essa bile passe pelo peritônio e forme então a chamada e temida eh eh peritonite bilhar outras vezes a gente pode através dessa radiologia intervencionista colocar H se a a lesão provocou apenas um estrangulamento do canal a gente pode passar um fio guia através desse estrangulamento dilatar esse estrangulamento e botar passar uma prótese isso tem várias situações isso a gente faz Normalmente quando a a lesão ela é Pinha normalmente 1 2 3 mm se a lesão ela é muito comprida Isso serve apenas de forma temporária para tirar o paciente da situação aguda e depois o cirurgião vem e corrige isso definitivamente da mesma maneira isso pode ser feito por endoscopia então se o hospital tem disponível a endoscopia intervencionista o endoscopista vem ele vai pela chamada papila de v ele abre a papila entra com um dreno ou uma sonda e pode fazer os mesmos mesmas intervenções que são feitas de forma percutânea pela radiologia intervencionista então todo esse aparato quer seja por endoscopia qu seja por radiologia vão servir para trazer ao paciente as melhores condições não só de resultado Mas também de cirurgia se for necessária alguma correção cirúrgica depois então sim ah eu te diria a endoscopia assim como a Radiologia intervencionista elas servem parao tanto Minimizar as complicações iniciais pós-operatórias quer seja por drenagem ou por dilatação ou por colocação de prótese como também em situações bem pontuais é importante que se diga isso bem pontuais e específicas e tratar definitivamente esse canal biliar que tem um pequeno ponto de estenose ou de estrangulamento ali é o que tu falaste de tem que estudar o paciente tem que estudar o paciente lembrando que a colocação desse catéter que é seja por endoscopia ou percutâneo não vai tratar a artéria quando se tem uma lesão de artéria concomitante então nessas situações apenas a cirurgia que vai acabar conseguindo dando conseguindo dar alguma solução para esse Doente ah ok e me fala das cicatrizes Fábio Isso aí sempre é um dilema com os pacientes vamos lembrar que a a incidência de cá na vesícula que é a principal indicação da retirada da vesícula é é maior nas mulheres Então as mulheres são as mais afetadas pelos cálculos da visícula e por sua vez como elas são muito mais expostas são as que mais frequentemente sofrem lesões da da viabilidade incrível isso aí tenta imaginar justificar uma paciente jovem com abdômen sarado lá que eh em vez da cirurgia ser quatro furinhos ela vai receber é uma cirurgia com cortes enormes incisões enormes no abdômen que podem ser de lado a lado ou em Jota ou na forma de uma Mercedes enfim que a gente chama a gente vai mostrar inclusive Essas cicatrizes que ela é bem interessante isso é complicado nossa o paciente entrou para fazer uma cirurgia de 10 15 minutos e sai de lá com uma cirurgia de 8 10 horas ou até quem sabe em situações piores com cirurgias de fígado ou ou transplantes de fígado que tem tem que fazer no futuro e faz uma cirurgia uma cirurgia dessas tem que ir para UTI ah na vasta maioria das vezes sim na vasta maioria das vezes acaba indo para UTI com sondas drenos catéteres Então as complicações são muito grandes sobretudo quando a gente não percebe durante a cirurgia quando o cirurgião não percebe durante a cirurgia a lesão E fica vazando bile para dentro do abdômen primeira coisa que acontece é o acúmulo de bile dentro do abdômen que a a gente chama isso de peritonite bilhar a peritonite bilhar ela é avassaladora Ela Liquida com ah a função renal em poucas horas então o primeiro a sofrer é o rim o paciente fica rapidamente séptico porque a bile ela passa a ser contaminada dentro do abdômen o paciente troca muitas bactérias muitas bactérias começam a circular na corrente sanguínea e o paciente logo perde pressão e acaba tendo que ir para uma UTI intubado enfim Enfim então por isso que eu disse antes Toda lesão de viia bilhar sempre é uma catástrofe médica que tem que ser rapidamente corrigida e sempre que possível eh por cirurgiões habilitados naquilo ali para que a situação não se piore ainda mais sim e aí nesse caso a grande vantagem do robô é que mesmo em uma situação extremamente complexa o Claro que tu tem a preocupação em salvar aquela vida mas o que eu digo assim salvou a vida também quero ficar bem imagina uma mulher Então as cicatrizes no robô são menores aí que está a gente consegue através do robô conservar a as cicatrizes a a nível de pequenos furos no abdomen E aí Evita o dano estético e também funcional vamos lembrar que não é questão apenas estética porque incisões como transversais de lado a lado do abdômen ou em Jota ou de cima a baixo elas te restringem o teu dia a dia função muitas vezes esportes eh Além da questão estética toda com certeza é é tanta coisa que envolve isso que a gente fica fico a gente chega a ficar apreensivo quando a gente ouve o teu os teus relatos enquanto cirurgião E quantos dessas coisas também já foram vistas e vividas porque Claro para uma família talvez será que eles falam isso ah foi um erro médico mas dentro de uma sala cirúrgica imagina é a palavra erro médico é uma é uma coisa muito complicada assim erro médico eh teria que ser uma coisa muito mais por desconhecimento uma imperícia do cirurgião então muitas vezes vamos pegar exemplos práticos que acontecem durante a cirurgia muitas vezes a vesícula inflamada está aderida em cima do canal bilhar ela está ada em cima do canal bário pelo processo inflamatório no momento que tu tiras aquela vesícula de cima ali pode gerar um processo inflamatório onde eu tenho processo inflamatório pode gerar retração cicatricial isso depende do cirurgião independe do cirão ou algumas outras vezes quando ele tira aquela vesícula ali de cima fica um buraco na Via biliar literalmente porque aquilo tudo estava grudado então passae ter que corrigir aquele aquela aquele orifício que se fez na Via biliar Isso não foi um erro na realidade isso é decorrente da própria cirurgia então infelizmente eh às vezes eh o paciente muitas vezes provocados por pessoas alheias acabam levando a o desastre a esse tipo de pensamento esse tipo de fala de erro médico sem saber que na realidade aquele cirurgião ele se estressou ele se dedicou ele ele lutou para salvar a vida daquele paciente ele não foi ele que botou aquela doença naquele paciente claro erros sempre podem acontecer Ninguém é perfeito enfim mas a vasta maioria das vezes isso acontece como decorrente do próprio do próprio procedimento do própria situação que acontece durante a cirurgia então a gente poderia dizer assim mas qua seriam as situações que levam a esse tipo de cirurgia a maioria das vezes são aqueles processos inflamatórios Agudos do que a gente chama de empiemas de vesícula então a vesícula ela praticamente necrosa ela se transforma em uma bola de pus ou muitas vezes a vesícula está dentro do fígado a gente chama isso de vesículas intra pática em que o descolamento D dessa vesícula é extremamente difícil porque tu está tirando tecido literalmente inflamado podre muitas vezes lá de dentro e junto com esse tecido inflamado o canal da bile também pode estar inflamado então Eh eu sempre digo assim a gente tem que ter muita prudência quando a gente fala na palavra erro Eu acho que é uma palavra um pouco forte demais para isso claro e é muito interessante isso e eu até toquei nesse assunto porque eu digo assim isso é muito importante dos programas que trazem médicos para falarem a gente fala muito que as pessoas vão no Dr Google que as pessoas procuram respostas paraas suas coisas sim não não pode ser em uma enciclopédia porque primeiro cada paciente é único ex a escolha do cirurgião capacitado que tu falaste eu acho que é super importante e que toda cirurgia tem risco então a gente está falando aqui não é de uma cirurgia da vesícula tranquila não é quando acontece o problema exatamente e o o de novo nemum cirurgião vai lá fazer uma lesão na pessoa de forma inadvertida esse cara seria um psicopata de novo então assim tudo vai acontecer em uma situação inad inadvertida em que tu tem um processo inflamatório maior Ou tu tem muitas vezes o paciente tem uma variação anatômica muito grande E que acaba favorecendo a esse tipo de de situação ou durante a cirurgia ou no pós-operatório sim é olha super esclarecedor aí esse programa Bom bom deixa eu te perguntar aqui quando tu falaste que ela pode ser tratada tanto na cirurgia minimamente invasiva que é a cirurgia por víde laparoscopia que a gente já falou outras coisas eu já aprendi olha só então víde laparoscopia que fica os furinhos ali são pequenos purin é um para fazer a cirurgia mas também é uma cirurgia minimamente invasiva quando ela é feita no robô e o robô a a grande vantagem é recuperação mais rápida e o as cicatrizes são menores as cicatrizes ser que nem as da vídeo mas o robô tem a grande vantagem da articulação da mão porque ele funciona como uma mão então na vídeo eu não consigo dobrar a mão eu não consigo fechar a mão a vídeo ela tem um movimento fixo e como se o punho fosse durinho sempre no robô não eu consigo articular a mão eu consigo olhar a cena a cena de vários ângulos então eu trabalho como se fosse uma cirurgia aberta além disso a imagem do robô ela é espetacular ela me permite ver em três dimensões o que na V laparoscopia em apenas duas aí di mas o que que seria a terceira dimensão a terceira dimensão é a sensação de profundidade então eu poder levar a mão e saber que naquele ponto o copo está no caso aqui eu levando a mão agora então eu não preciso olhar tocar e saber que o copo está eu eu olho e sei levar a mão até lá eu eu tenho essa noção de profundidade no robô é a mesma coisa o robô te permite isso Além disso como ele articula a mãozinha do robô e e a imagem ela cresce a ponto quase de tornar se tornar uma lupa de alto grau Ela nos permite fazer microcirurgias com extrema precisão e muita segurança porque o paciente sangra menos sangrando menos complica menos a cirurgia sai mais perfeita então vai ter um pós-operatório muito melhor Exatamente tudo isso evitando grandes cicatrizes no abdome Essa é então o robô veio para acrescentar muito foi um grande ganho tecnológico que a gente teve nos últimos tempos sim é tu já falaste até em outros programas e a gente conversou sobre as cirurgias de câncer e agora a gente fala aí então da do robô em cirurgias que complicam como uma cirurgia da vesícula exatamente está e como que eu sei se a cirurgia foi adequadamente tratada eu tenho que fazer ali o controle após a cirurgia como é que é isso com certeza esse é um paciente que vai ficar atrelado à equipe sempre durante bons anos Por quê Porque ele vai ter que monitorar justamente se essa cirurgia que a gente fez para corrigir a essa lesão não vai cicatrizar a ponto de formar uma nova lesão não então normalmente a gente fica acompanhando a cada 3S 4 meses através de exames laboratoriais bem a gente poderia ir mais adiante além durante a cirurgia a gente coloca algumas vezes não é sempre mas algumas vezes pequenos tutores dentro dessa união do canal biliar com o intestino que a gente faz para tentar moldar aquilo ali e evitar com que o paciente tenha novas estenoses no pós-operatório então assim todo pós-operatório de uma correção de uma estenose cicatricial ou de uma lesão de via biliar sempre tem que ser acompanhada a cada 3 4 meses com exames laboratoriais são exames simples de sangue através de exames conhecidos como TGO TGP fosfatase alcalina e Gama GT e pelo menos uma vez a cada ano através de um exame de imagem e o grande exame de imem para isso é a ressonância magnética e a colange ressonância magnética dos eh dos canais bantes sim e a pessoa depois fez a cirurgia vida normal aliment ação essas coisas exercício físico vida normal não vida normal vida que segue uma vez corrigido e havendo sucesso na correção o paciente segue a vida normal apesar do susto e põe susto nisso Tu entra em um hospital para fazer uma cirurgia de 20 minutos e fica exatamente imagina aqueles pacientes que acabam em um transplante de fígado É verdade então assim e não é não é simplesmente acabar no transplante de fígado até chegar no transplante de fígado é literalmente uma via cruis porque esse paciente certamente vai passar por várias cirurgias prévias vai ter que entrar em uma lista e enfim muitas vezes com hemorragia digestiva acite porque o fígado perde função forma a chamada barriga d'água o acite então assim é um sempre de novo uma situação extremamente complexa e não tem como prevenir não a prevenção disso tudo é uma técnica apurada adequada do cirurgião que vai operar a vesícula que é a cirurgia Inicial que levou a isso tudo Então esse é o cirurgião que tem que ter sempre uma técnica apurada na cirurgia de vesícula uma técnica Segura que evite que essa lesão possa acontecer e caso e aconteça porque não tem escapatória vai vai acabar abrindo a lesão o a via bilhar E por pelo processo inflamatório enfim ã ele sai corrigir isso aí bem se não sabe corrigir ou não tem a condição técnica não tenta apenas Drena E aí encaminha-se para um centro principal que lá eh um cirurgião eh a feito a cirurgia de fí pân viliar vai então corrigir essa essa situação ali Fábio sensacional e assim ó esse programa ele é visto por muita gente e por muitos médicos também e aqui a fala do Fábio é um alento para médicos jovens médicos que estão começando na cirurgia Olha a grande dica que o Fábio deixa aqui Essa coisa do envolvimento emocional de ter ter tido uma complicação e aí drenar então assim é super válido a tua vinda aqui e a gente é super grato a as tuas falas no programa de conexão médica porque assim além de tu falar para os leigos para as pessoas que acham que uma cirurgia sempre vai ser simples e não pode haver intercorrências tu também traz uma fala para os médicos que estão chegando e isso é super importante então só tenho agradecer o programa onje foi sensacional Não percam toda vez que o Fábio vem aqui com a gente é sensacional muito obrigada bom obrigado pela presença aqui Cláudia sempre é ótimo vir aqui na na conexão médica e poder ajudar não só os pacientes mas também os colegas médicos e a gente vai fazer um conexão mé pessoal trazendo Fábio aqui trazendo alguns pacientes dele que isso vai ser muito legal para as pessoas falarem das suas experiências n eu acho que sim ótimo seria ótimo então até o próximo
Sobre o mesmo tema
Como se busca reduzir o risco de lesão das vias biliares na cirurgia da vesícula?
O que esperar depois da cirurgia de reconstrução da via biliar?
Como é acompanhado o resultado do tratamento de uma lesão da via biliar?
Lesão da via biliar: como avaliar as circunstâncias e o tratamento?
Consulta com o Dr. Fábio
Uma consulta permite relacionar as informações do vídeo aos seus sintomas, exames e histórico de saúde.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634