Vídeo · jul/2026 · 13 min
O Dr. Fábio Luiz Waechter responde, no canal do CAD RS.
O conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.
Transcrição automática
Gerada a partir do áudio, sem revisão: pode ter erros de palavra.
[00:00] Oi pessoal, bem-vindos a mais uma edição do Conexão Médica. Eu sou a Claudia Flehr e hoje a gente vai falar de um tema que eu tenho certeza que vai tocar muita gente em casa, especialmente mulheres que passaram por gravidez ou por grandes mudanças no corpo.
[00:17] A gente vai falar de diástase abdominal e para isso eu tenho aqui, novamente, o Fábio, coordenador do Centro de Cirurgia Digestiva, CAD RS. Seja bem-vindo, Fábio.
[00:29] Olá, Cláudia. Prazer enorme sempre estar aqui contigo na Conexão Médica.
[00:42] Fábio, agora a gente já tomou um cafezinho, agora a gente vai continuar aqui com a nossa entrevista.
[00:49] Fábio, antes de entrar no tema, eu preciso confessar uma coisa. Quando eu comecei a pesquisar sobre diástase para essa live, eu fiquei surpresa com o quanto eu não sabia.
[01:00] Eu achava que era só aquela barriga que não vai embora depois da gravidez.
[01:06] Mas é muito mais do que isso.
[01:09] Exatamente. E essa é a percepção da maioria das pessoas. A diástase é muito mais do que qualquer estética e a gente vai falar bastante sobre isso hoje.
[01:20] Então, vamos começar do começo. O que é exatamente a diástase abdominal e por que ela acontece?
[01:29] Cláudia, esse tema certamente é um dos principais assuntos dentro da medicina estética e funcional do abdômen.
[01:36] A diástase abdominal é a separação dos músculos retos do abdômen,
[01:41] aqueles músculos centrais, conhecidos popularmente como tanquinho, que todo mundo chama.
[01:46] Essa separação ocorre principalmente por aumento da pressão dentro do abdômen,
[01:52] algumas vezes muito comum após a gravidez, obesidade, grandes perdas de peso e até no envelhecimento.
[01:59] Muitas pessoas acreditam que a diástase é apenas um problema estético,
[02:03] mas ela também pode causar dor lombar, fraqueza abdominal, alterações posturais
[02:09] e até dificuldade para realizar algumas atividades físicas.
[02:12] Estudos mostram que até 30% das mulheres podem apresentar algum grau de diástase após a gestação.
[02:20] Fábio, e quais são as principais causas?
[02:23] A principal causa é o aumento da pressão dentro do abdômen.
[02:26] Na gravidez, por exemplo, existe um estiramento natural da musculatura para acomodar o crescimento do bebê.
[02:32] Além disso, fatores como obesidade, ganho rápido de peso, genética, envelhecimento
[02:38] e exercícios feitos de uma maneira inadequada também podem contribuir para isso.
[02:42] Homens também podem desenvolver diástase, principalmente associados a sobrepeso e hérnias na parede abdominal.
[02:49] Fábio, muita gente acha que é apenas um problema estético. Isso é verdade?
[02:55] Não. Claro que o aspecto visual incomoda muitos pacientes,
[02:59] principalmente mulheres após gravidez e magras,
[03:02] pois há uma projeção do conteúdo abdominal para fora, e isso incomoda.
[03:07] Mas a diástase pode gerar sintomas funcionais importantes,
[03:11] dor nas costas, fraqueza abdominal, dificuldade em exercícios,
[03:15] sensação de instabilidade, piora da postura, desconforto ao levantar peso.
[03:20] E com frequência ainda existe a associação com hérnias umbilicais e epigastas,
[03:24] o que piora ainda mais a situação da diástase dos retos abdominais.
[03:29] Fábio, e quando o paciente deve pensar em cirurgia?
[03:32] Em resumo, a cirurgia costuma ser indicada quando existe desconforto funcional,
[03:38] impacto estético importante ou associação com hérnias.
[03:42] Pacientes que não melhoram com fortalecimento muscular e fisioterapia
[03:47] também podem se beneficiar muito dessa cirurgia.
[03:50] Além da estética, o objetivo é restaurar a função abdominal.
[03:54] Fábio, e hoje existem diferentes formas de corrigir a diástase?
[03:59] Sim, existem técnicas abertas,
[04:02] laparoscópicas e robóticas.
[04:04] A escolha depende do tamanho da diástase, da presença de hérnias,
[04:09] do excesso de pele, da qualidade muscular e do perfil do paciente.
[04:14] Hoje a cirurgia minimamente invasiva vem ganhando muito espaço dentro desse tipo de cirurgia.
[04:19] Como que a cirurgia robótica funciona na prática?
[04:23] A cirurgia robótica utiliza pequenas incisões por onde são introduzidos os instrumentos robóticos.
[04:29] O cirurgião controla o robô através de um
[04:32] soli com visão tridimensional e movimentos extremamente precisos.
[04:37] Normalmente utilizamos de 3 a 4 pequenos acessos que são orifícios de aproximadamente 8 milímetros,
[04:44] posicionados em regiões discretas do abdômen, em especial a região do biquíni,
[04:49] tornando-se quase imperceptíveis.
[04:51] Isso permite correções complexas com mínimo trauma e excelente resultado estético.
[04:57] Ah, que bacana! E me diz uma coisa, quais são os principais benefícios,
[05:02] dessa tecnologia?
[05:03] As vantagens são muito relevantes. Menos dor pós-operatória, menor sangramento,
[05:09] recuperação mais rápida, menos trauma muscular, cicatrizes menores e maior precisão cirúrgica.
[05:16] Além disso, muitos pacientes recebem alta no mesmo dia ou até no máximo em 24 horas.
[05:22] E existe um perfil ideal de paciente?
[05:25] Pacientes com diástase importante, hérnias associadas ou desejo de
[05:31] recuperação mais rápida costumam se beneficiar muito desse tipo de procedimento.
[05:35] Pacientes magros ou sem excesso importante de pele são excelentes candidatos.
[05:41] Idosos e pacientes com maior risco cirúrgico também podem se beneficiar pela menor agressão cirúrgica.
[05:47] E me fala uma coisa, quando existe hérnia junto com a diástase?
[05:51] Isso é extremamente comum. Nesses casos, corrigimos a hérnia e a diástase no mesmo procedimento,
[05:58] pois se não corrigirmos a diástase,
[06:00] o risco de recidiva da hérnia é muito significativo.
[06:04] Dependendo do tamanho da hérnia, podemos utilizar telas cirúrgicas modernas
[06:08] para reforço da parede abdominal.
[06:11] Vai depender da avaliação de cada paciente.
[06:14] E qual é a principal diferença entre a cirurgia robótica e a cirurgia laparoscópica?
[06:22] Ambas são minimamente invasivas.
[06:24] Mas a cirurgia robótica oferece visão tridimensional ampliada
[06:29] e instrumentos articulados que reproduzem os movimentos da mão humana
[06:33] com enorme precisão.
[06:35] Isso facilita muitos procedimentos delicados, diminui sangramento, trauma
[06:40] e facilita reconstruções complexas.
[06:43] E como costuma ser a recuperação?
[06:46] A maioria dos pacientes consegue caminhar no mesmo dia com o mínimo desconforto.
[06:50] O retorno às atividades leves costuma ocorrer em cerca de uma hora.
[06:54] Há duas semanas.
[06:56] Como existe menos trauma muscular, os pacientes geralmente relatam
[06:59] menos dor e recuperação mais confortável.
[07:02] E a cirurgia resolve o problema definitivamente?
[07:06] Na quase totalidade dos casos, sim.
[07:10] Os resultados costumam ser duradouros quando o paciente mantém hábitos saudáveis.
[07:16] Mais de 90% dos pacientes mantêm bons resultados estéticos e funcionais
[07:20] a longo prazo.
[07:23] Ah...
[07:23] O pós-operatório...
[07:24] Ele costuma ser muito doloroso?
[07:29] Comparado à cirurgia aberta tradicional, não há comparação, pois o desconforto é
[07:33] muito menor.
[07:34] Principalmente a cirurgia robótica reduz muito o trauma nos tecidos.
[07:39] Isso gera menos dor e menor necessidade de analgésicos.
[07:43] E as cicatrizes?
[07:45] Uma dúvida muito comum.
[07:46] Como que ficam as cicatrizes?
[07:49] As incisões são pequenas e discretas e, em muitos casos, ficam praticamente imperceptíveis
[07:54] após alguns meses.
[07:56] Isso é um dos fatores que mais agrada os pacientes.
[07:58] Fábio, e existe melhora funcional além da estética?
[08:02] Sem dúvida.
[08:04] Muitos pacientes relatam melhora da postura, da estabilidade do tronco e redução da dor
[08:09] lombar e mais segurança ainda para a realização de atividades físicas, além da correção
[08:14] das hérnias quando elas estiverem presentes.
[08:17] Além disso, existe um ganho muito importante da autoestima.
[08:21] A paciente se sente melhor.
[08:22] Já que não há mais aquela projeção.
[08:23] E quais são os principais riscos?
[08:30] Toda cirurgia possui riscos, não tem como dizer que não.
[08:34] Mas hoje a cirurgia robótica apresenta índices muito baixos de complicação.
[08:38] As principais complicações possíveis incluem pequeno sangramento no pós-operatório, alguma
[08:43] infecção controlada e seromas, mas felizmente são incomuns e de fácil tratamento.
[08:49] E agora a clássica.
[08:51] O robô opera sozinho?
[08:53] Não, o robô não toma decisões e não opera sozinho.
[08:58] Todo procedimento é comandado integralmente pelo cirurgião.
[09:02] O robô apenas amplifica e amplia a precisão, estabilidade e qualidade dos movimentos realizados
[09:10] pelo cirurgião.
[09:11] Quanto tempo costuma durar um procedimento?
[09:14] Vai depender da extensão da diástase e da presença ou não de hérnias.
[09:19] Mas na maioria dos casos, a cirurgia dura entre uma hora e meia e quarenta minutos,
[09:22] ou até uma hora e meia.
[09:23] E a diástase pode voltar?
[09:29] Pode acontecer.
[09:30] Principalmente em casos de nova gestação, ganho importante de peso ou grandes aumentos
[09:35] de pressão abdominal por alguma outra doença que venha a surgir ao longo do tempo, que
[09:39] o paciente venha a desenvolver.
[09:41] Por isso, acompanhamento e hábitos saudáveis são fundamentais.
[09:45] E existe alguma contraindicação?
[09:50] Pacientes com doenças descompensadas.
[09:53] Muita avançada, sem preparo adequado ou tabagismo importante podem precisar de avaliação
[09:58] e preparação antes da cirurgia.
[10:01] Cada caso precisa ser avaliado individualmente, sobretudo porque frequentemente temos a presença
[10:07] de hérnias associadas.
[10:08] Fábio, e os planos de saúde costumam cobrir esses procedimentos?
[10:13] Depende do caso e do plano de saúde.
[10:15] Quando existe hérnia associada ou comprometimento funcional dos movimentos do paciente, muitos
[10:22] planos oferecem cobertura.
[10:24] Há avaliação individual que vai ser fundamental com cada um desses pacientes.
[10:30] Existe algum preparo especial para essa cirurgia?
[10:33] Sim.
[10:34] O preparo inclui exames laboratoriais, avaliação clínica, orientações nutricionais e suspensão
[10:40] do tabagismo quando presente.
[10:43] Pacientes bem preparados tendem a ter uma recuperação muito mais tranquila e rápida
[10:47] no pós-operatório.
[10:48] O que os pacientes mais comentam após a cirurgia?
[10:49] O que os pacientes mais comentam após a cirurgia?
[10:51] O que os pacientes mais comentam após a cirurgia?
[10:52] A maioria se surpreende com a melhora da postura, a sensação de firmeza abdominal,
[11:00] a redução da dor lombar, a melhora da autoestima e a recuperação mais rápida do que imaginavam.
[11:06] Todo mundo imagina que seria uma grande cirurgia.
[11:09] E na realidade, como eles obtêm alta até no mesmo dia, a recuperação nos dias seguintes
[11:14] é muito rápida.
[11:15] A cirurgia robótica deve crescer mais?
[11:18] Sem dúvida.
[11:19] A tendência mundial é de expansão da cirurgia robótica.
[11:23] Hoje ela já oferece mais precisão, segurança e conforto para os pacientes.
[11:28] É a tecnologia para o bem dos pacientes.
[11:31] Fábio, e que mensagem tu gostaria de deixar para quem sofre com diástase abdominal?
[11:37] Acho que a grande mensagem que deve ficar é que, primeiro,
[11:42] nas diástases abdominais pequenas, a fisioterapia e o reforço muscular
[11:48] auxiliam muito e podem dar um bom resultado estético.
[11:52] Naqueles pacientes em que a gente tem uma diástase dos retos abdominais maior,
[11:59] ou que causam dores, desconfortos, ou em especial nas mulheres,
[12:03] um dano estético muito grande, há correção sem que a gente prejudique
[12:10] a estética do abdômen dessas pacientes.
[12:12] Então, não desista.
[12:14] Não ache que o seu abdômen tem que ficar condenado eternamente
[12:18] com aquele aspecto.
[12:20] Temos correções e correções que são efetivas e com baixo dano estético
[12:25] nos bairros do paciente.
[12:26] Fábio, muito obrigada mais uma vez pela tua participação aqui no Conexão Médica.
[12:32] E eu tenho certeza que para as pessoas que estão em casa,
[12:36] essa conversa ajudou muito. Por quê?
[12:39] Porque entendeu melhor o que é diástase abdominal,
[12:43] como que a cirurgia robótica vem transformando esse tipo de tratamento,
[12:48] e para quem ainda ficou com dúvidas, ou quer sugerir novos temas,
[12:54] deixe aqui nos comentários.
[12:56] E até a próxima edição do Conexão Médica.
13:03E aí
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Consulta com o Dr. Fábio
Uma consulta permite relacionar as informações do vídeo aos seus sintomas, exames e histórico de saúde.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634