Live · dez/2020 · 59 min
O Dr. Fábio Luiz Waechter responde, no canal do CAD RS.
O conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.
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boa noite Tudo bem pessoal Cláudia da CF marketing digital PR saúde e nós estamos retornando com as nossas Live O pessoal já estava ream com saudades querendo saber informações sobre muitas patologias que a gente tem falado aqui com excelentes convidados então hoje nós temos aqui o Dr Fábio veter cirurgião do Aparelho Digestivo Boa noite Dr Fábio Boa noite Cláudia boa noite Dr Felipe e o Dr Felipe coles o Dr Felipe vai se apresentar para gente é um cirurgião bariátrico e vai est conversando essa noite com a gente sobre cirurgia metabólica diabetes e as complicações da obesidade sejam muito bem-vindos boa noite Cláudia boa noite Fábio muito obrigado pelo convite para participar dessa Live Meu nome é Felipe kes eu sou cirurgião bariátrico em Blumenal eh eu pratico cirurgia bariátrica e metabólica H aproximadamente 20 anos eu participo de um grupo que nós já operamos mais de 4.000 pacientes nesses últimos anos eh com o os avanços aí da Medicina a cirurgia bariátrica passou a ser encarada também com com do ponto de vista metabólico e é isso que a gente vai explicar para vocês melhor o que que significa cirurgia bariátrica O que que significa cirurgia metabólica quem pode fazer quais os benefícios acho que a gente tem bastante coisa para conversar aí hoje diabetes e as certeza está certo bom vamos começar então a gente teve algumas perguntas porque a gente sempre organiza a Live e coloca à disposição das pessoas para elas perguntarem e tirarem as suas dúvidas então algumas perguntas que estão aqui a gente não consegue colocar todas São perguntas das pessoas são dúvidas mesmo das pessoas Dr Fábio nos fale um pouco do diabetes tipo 2 dos tratamentos do diabetes do diabetes tipo do bem inicialmente Boa noite a todos que estão nos assistindo para mim é uma é uma alegria muito grande a gente voltar com as lives até porque os nossos pacientes todos eles conversam muito sobre os temas que a gente aqui discute e hoje à noite com o retorno das nossas lives a gente volta em grande estilo aí com exper literalmente da da Sociedade Brasileira de cirurgia Bá metabólica que é o Felipe E realmente assim a expertise do grupo do Felipe é uma expertise muito grande assim eu embora eu já faça transplante desculpe cirurgia baleca muito tempo eh também praticamente há 20 25 anos eu estou ficando um pouco velho mas assim ao longo desse tempo todo fui aprender bastante coisas com o Felipe Dr Reinaldo aí em Blumenal que muito me inspiraram para continuar nessa nessa jornada no tratamento dos pacientes com bát trica e e doenças metabólicas mas assim o diabete méritos é uma doença crônica e progressiva que a gente já tem a um conhece bem H há muitos anos E que ela de uma forma muito silenciosa assola literalmente uma uma uma grande quantidade de pessoas na população em geral Imagine que a Organização Mundial da Saúde estima já em mais de 500 milhões de pacientes acometidos por diabetes no mundo inteiro sendo que aqui no Brasil cerca de 14 15 milhões pelo menos de pacientes diabéticos são H são eh tem o diagnóstico dessa doença que é o Diabetes médicos tipo do que esse é o é o foco central da do nosso da nossa discussão hoje à noite então o diabete mé tipo do ele tem tem várias várias causas nessa história toda desde doenças autoimunes a própria obesidade concentração de gordura mas se resume basicamente em um grande argumento que é justamente a resistência a insulina então assim nós temos o hormônio insulina que ele não consegue entrar bem na na nossa célula nesse momento não consegue compensar direito a glicose e aí carada o cara o nosso organismo reconhece essa suposta falta de insulina e faz com que o nosso pâncreas comece a produzir cada vez mais insulina até chegar um momento que o pâncreas não tem a capacidade suficiente de produzir a insulina necessária E aí começa a entrar em falência nesse momento então várias complicações começam a acontecer a primeira delas é justamente o aumento da glicose ela começa de uma forma extremamente silenciosa e Esse aumento silencioso da glicose gera então processos inflamatórios íntimos do nosso organismo em especial nas pequenas as artérias do nosso da que que irrigam os nossos órgãos E esse actimo Então vai começar a Gerar várias doenças que a gente vai discutir agora na na daqu daqui para frente então assim uma doença silenciosa que acomete realmente muitos milhões de pacientes Não só no Brasil como mundo a fora bem o tratamento assim nós temos progredido nos tratamentos medicamentosos nos últimos anos vamos lembrar eh fazem aí seus 40 50 anos que sai pelos 50 anos pelo menos que saiu a a insulina que a gente e conseguiu produzir a insulina e aí consegui dar um alento a esses pacientes com diabete então H conseguir controlar a doença o aumento dessa glicose por sua vez controlar a doença suas complicações do diabete H só que nós ficamos um bom tempo estacionado nesse tratamento então assim era a dieta exercícios físicos emagrecimento e a insulina que ela veio melhorando de qualidade ao longo dos anos e mais recentemente agora então os análogos de um outro hormônio chamado GPU que nos permite então vários mecanismos de controle sobre a obesidade sobre a saciedade e principalmente também sobre a glicose mas o a progressão disso em termos de tratamento de efetividade tem sido muito lenta e muito pequena ao longo do tempo E aí então que começa a entrar a cirurgia bariátrica com as suas a sua principal talvez consequência além da perda de peso que é o controle metabólico isso que a gente vai discutir eu acho que hoje à noite aí e e seguindo Dr Felipe fala para gente por que que esses pacientes com diabetes Eles não conseguem um controle adequado da doença eh o Fábio colocou muito bem a as questões relacionadas ao diabetes a gente precisa lembrar também que a diabete é uma doença crônica e incurável é a maior causa de cegueira é a maior causa de amputação não traumática é a maior causa de e pacientes em diálise eh no na na idade adulta e a maior causa também de amputações eh essa questão do controle do diabete é muito complexo por quê é o o paciente precisa ter um entendimento Claro em relação à gravidade da doença que ele tem envolve a parte dietética a parte medicamentosa e começa com uma medicação única depois vai tendo associações de medicação e a disciplina do paciente é extremamente importante para ter esse controle adequado e a gente tem que entender que é muito difícil eh a gente ter pacientes extremamente disciplinados em relação a a parte alimentar a parte de atividade física a parte de tomar medicações nos horários adequados estima-se aí que 70% dos pacientes portadores de diabetes tipo 2 eles não têm um controle adequado da doença e isso a longo prazo e como o Fábio bem falou de forma silenciosa vai afetando órgãos alvos como o rim como os olhos como a os os grandes vasos e v vai vai causando uma doença extremamente grave como tendo como consequência a o Diabetes não controlado então a principal situação do diabetes não ser controlado Na minha opinião é a gravidade da doença e a falta de adesão ao paciente a longo prazo a falta de entendimento do paciente da doença que ele tem e que ele tem que seguir rigorosamente a orientação do seu médico endocrinologista É talvez até por ser uma doença silenciosa drout Felipe as pessoas se deem conta de que deveriam ter ter ter tido uma boa adesão ao tratamento que deveriam ter ter saber mais se informar mais sobre a agressividade da doença a gravidade da doença e assim como diabetes ele a diabetes nunca vem sozinho ela vem acompanhada de outros problemas eh como hipertensão arterial des lipidemia com aumento do colesterol do triglicerídeo e são também doenças silenciosas que vão se manifestar no momento que a coisa já está mais grave que a situação já está mais grave que o tratamento é mais complexo acho que é interessante também a gente apontar que e na dificuldade de adesão do paciente a aos tratamentos cada vez mais nós temos um apelo muito grande da mídia tanto mídia social TV facilidade de informações contra a questão gastronômica facilidade de acesso a restaurantes o poder aquisitivo da população aumentou mais então assim isso tudo por um lado é bom mas por um outro lado também dificulta porque as pessoas vivem de emoção e a emoção traz muitas vezes a comida ou sempre tem alguma algum produto gastronômico envolvido na Jada toda o que dificulta Teoricamente a vida do diabético e ô Dr Fábio e me fala uma coisa o que que é a síndrome metabólica ela ela está associada à obesidade e ao diabetes sim a princípio assim a síndrome metabólica vai ser o conjunto então das doenças que dizem respeito justamente à Resistência daquela insulina daquele hormônio que a gente falou agora a pouco então assim Todas aquelas situações que geram resistência à insulina então vamos lá a a própria diabete a obesidade acúmulo de gordura no abdômen especial os homens são os mais acometidos disso geram então a resistência da insulina e essa resistência à insulina esse esse conjunto de complicações da obesidade vai trazer distúrbios E então Eh metabólicos então entre eles a glicose que vai gerar o diabete outro vai ser a dislipidemia como o Felipe falou agora a pouco com aumento dos trigliceres e da do colesterol a o aumento do ácido úrico enfim nós nós vamos ter vários problemas queda das vitaminas então a vitamina D A vitamina B12 que é um outro grande problema que agora nós estamos nos percebendo um pouco mais com o advento do covid aí também então esses pacientes com obesidade também são mais acometidos pelo pela pandemia do covid em especial na na gravidade da doença então isso tudo forma a chamada síndrome metabólica esse conjunto de de de doenças então com resistência insulina isso vai acometer normalmente as pessoas de meia idade em especial os homens ali entre os seus 30 e 50 anos mas uma preponderância ao redor dos seus 50 anos de idade Então à medida que o paciente vai ganhando mais peso também mais complicações vão surgindo Eh que agravam ainda mais essa síndroma metabólica eh Doutor Felipe pois não pode falar é é uma uma situação relacionada com a síndrome metabólica que o Fábio tem uma grande experiência nisso é a questão que por muitos anos Fábio a gente relegou a esteatose hepática como uma doença grave e e a esteatose hepática sempre cursa junto com a síndrome PL metabólica hoje e o Fábio sabe muito melhor que eu disso a esteatose hepática é a principal causa de transplante nos Estados Unidos então é uma outra patologia grave que acaba cursando com diabetes tipo do com cirrose com dislipidemia e que por muitos anos a gente relegou a gente eh não tratou com a devida atenção a questão da esteatose Fábio exatamente a gente não é era chamado o fígado gordo Então ninguém dava BCA no fígado gordo só que o fígado gordo é justamente vamos lembrar que o fígado é a nossa usina de força é Onde se produz todos os nossos as nossas proteínas nossas enzimas enfim os nossos metabólicos em geral e também ajuda na regulação dessa glicose então no momento que nós temos essa nossa Usina prejudicada que nem uma bola de neve quando a gente solta a bola a bola de neve morra abaixo então a o diabete piora a a gordura no fígado que por sua vez piora a diabete que piora a gordura no fígado e é uma situação que não tem cada vez piora mais Essa gordura no fígado Então vai gerar um processo inflamatório que é justamente a a hepatite não alcoólica também conhecida como neche a gente muita gente conhece muito mais pela sigla nest do que que a est hepatite e isso então que nem o Felipe colocou vai evoluir com uma cirrose mas eu acho que o grande fator que a gente tem que ter em mente é que o chamado fígado gordo essa esteatose ela é a Bola de Neve é Bola de Neve É o começo da Bola de Neve Néo metabólico Ô Dr Felipe mas sempre se falou dessa relação entre obesidade e diabetes tipo do isso realmente existe quanto mais obeso nós formos mais diabetes Teremos como é que é essa relação é não necessariamente o o aparecimento da obesidade faz com que aumente o risco do diabetes tipo do assim como faz aumentar o risco de hipertensão arterial de acidente vascular cerebral eh mas não necessariamente quanto mais o peso maior incidência de diabetes é sabido por vários estudos Principalmente um estudo é clássico aí relacionado com a questão da obesidade grave e diabetes no estudo do do grupo do Ricardo co no hospital zol do Cruz que não necessariamente os pacientes portadores de obesidade grave grau TR é aqueles pacientes que T um índice de massa corporal entre 40 e 50 eram mais portadores de obesidade como o Fábio falou eh o Diabetes acomete mais homens em idade entre 30 e 50 anos e com obesidade visceral assim como a comete também aquelas mulheres com IMC mais baixo com obesidade grave grau um eh e com também obesidade visceral então não necessariamente existe essa relação de quanto mais obeso é mais mais diabet não a gente tem relação Clara entre obesidade e diabetes mas não o grau de obesidade está associado a à questão do diabeto Ah isso até era uma das coisas que eu ia lhe perguntar que o senhor já acabou respondendo aí para gente mas então para que que serve a cirurgia metabólica como é que ela funciona Deixa eu só colocar uma coisa que eu acho que é bem interessante dentro da da da particularidade que o Felipe estava colocando que é justamente um trabalho americano mostrando a média Felipe da das eh e foi cor corroborado também pela sociedade brasileira de cirurgia metabólica a média dos imcs da do dos pacientes que têm eh diabete aqui no Brasil essa média é de 29,5 ao redor de 29,55 de Mc ao redor disso do Estados Unidos é 31 E aí pasme na Ásia é 24 25 DMC como média para os pacientes de obesidade ou seja não necessariamente o paciente é gordo está ele é obeso Então vamos pegar os pacientes Asiáticos a maior parte deles são considerados até Magos tem o IMC abaixo de 25 E mesmo assim eh correspondem à média dos pacientes com obesidade Eu acho que um dada interessante também é que esses pacientes que portadores de obesidade que por sua vez fazem desculpe portadores de diabetes que como só vez fazem parte da síndrome metabólica eles vão gerar um aumento da mortalidade acho que isso é importante que a gente deixe Claro a síndrome metabólica mata ela tira longevidade Hoje em dia a gente se preocupa muito justamente no aumento da longevidade Então vamos lembrar na década de 50 Nossa longevidade era ao redor do seus 50 55 anos de idade hoje a nossa longevidade aqui no Brasil para um IMC de até 25 tangencia os seus 75 80 anos de ah já na Á é maior ainda e há perspectiva nos próximos 15 e 20 anos de aumento de 5 a 10 anos em termos de longevidade Ou seja a gente vive mais e se a gente vive mais a gente tem mais chances de complicações E aí dentro desse desse cenário digamos assim é importante lembrar a doença cardiovascular que tem a síndrome metabólica como principal vilão da doença cardiovascular ela mata 10% ao ano então a doença cardiovascular relacionada a à diabete doença cardiovascular relacionada a diabetes ela tem uma mortalidade de 10% ao ano segundo a sociedade de Cardiologia Então à medida que a gente vai avançando na idade e nós Man tivermos essas a síndrome metabólica como complicação nós estamos perdendo tempo de vida nós estamos nos ar eu a gente fala tanto IMC mas a que é o índice de massa corporal mas a gente tem que lembrar que o IMC não é a forma mais adequada da gente eh eh apharan que foi um dos precursores da cirurgia barada eh ele junto com dois três colegas cirurgiões americanos eles começaram a fazer as cirurgias bariátricas e para questões de liberação pelos pelas seguradoras eles começaram ver qual qual qual o nicho da população estava mais associado à obesidade e os riscos recorrentes da obesidade E por coincidência um filho do Dr Mason era trabalhava em uma grande seguradora Americana e eles tinham todos esses dados compilados eles viram que aquelas pessoas o índice de massa corporal acima de 35 era os pacientes que vinham a ter complicações e a morrer devido à obesidade então por isso que se implementou o IMC a partir de 35 foi um um não é um estudo científico isso foi eh colocado lá atrás então o o IMC ele não avalia o risco metabólico da pessoa gente idealmente a gente tinha que ver quem tem indicação de cirurgia através da bioimpedância e através do do índice met do do do do do risco metabólico da pessoa a gente usa o IMC porque é a forma mais fácil que a gente tem no Brasil e no resto do mundo Fábio exatamente uma uma harmonização no no isso no linguajar das para homogeneizar mas não necessariamente o IMS é a forma mais correta de se avaliar eh a indicação de cirurgia bariátrica e mesmo de cirurgia metabólica exatamente sim então agora a pergunta para o Dr Felipe Para que que serve a cirurgia metabólica como é que ela funciona os benefícios da cirurgia metabólica é o Eu gosto muito de uma frase Dr Caetano marquezinho que foi presidente da sociedade aí que revolucionou a sociedade brasileira cirurgia metabólica e diz que a gente foi pisar na formiga e acertou tamanguá o o que que aconteceu no passado os pacientes obesos portadores de obesidade que eram submetidos à cirurgia bariátrica eles no pós-operatório Inicial Eles já apresentavam uma melhora do índice glicêmico então começou-se a estudar essa questão do porqu que acontecia isso e se chegou à conclusão que as alterações anatômicas produzidas pela cirurgia bariátrica envolviam a produção de hormônios no trato digestivo que com melhor controlavam os índices glicêmicos e o o a parte da do do do do colesterol do triglicerídeo do ácido úrico então o que que é a cirurgia metabólica cirurgia metabólica nada mais é que a cirurgia bariátrica é uma cirurgia que tem a mesma configuração da cirurgia bariátrica mas que é utilizada para aqueles pacientes com distúrbios metabólicos então a cirurgia propriamente dita é a mesma cirurgia ada naqueles pacientes que TM eh somente a questão da obesidade vamos lembrar o que que significa bariátrico vários pesos e atos tratamento cirurgia variá é aquela cirurgia que trata o excesso do peso então a cirurgia metabólica é a cirurgia que do ponto de vista anatômico é produzid as mesmas alterações que a gente faz em uma cirurgia variá mas que vem a ter resultados metabólicos que vem beneficiar o paciente ao longo do tempo e ela já está aprovada no Brasil a cirurgia bariátrica está aprovada pelo Conselho Federal de Medicina desde 2017 eh e a Sociedade Brasileira de cirurgia variá foi a primeira sociedade incorporar o nome sociedade Brasilia de cirurgia bariátrica e metabólica no mundo todo hoje nós somos a segunda segundo país que mais realiza cirurgia variá no mundo os Estados Unidos realiza em torno de de eh 250.000 cirurgias ao ano a gente deve realizar em torno de 70 70.000 cirurgias ao ano e a gente tem tem que lembrar que a gente opera 1,4 por da população elegível a cirurgia variada uma questão muito legal que o Fábio falou antes ali é a questão da longevidade eh o por que nos países orientais as pessoas vivem menos nos Estados Unidos 41% da população é portadora de obesidade grave no Brasil em torno de 20 a 22% se a gente pegar países como a Coreia como o Japão como o Vietnã 5% da população é portadora de obesidade grave isso está diretamente associado à longevidade da população agora nessa última gestão do Dr Marcos Marcos Leão ele foi lutador aí para tentar aprovar a cirurgia metabólica para que nós possamos oferecer aos pacientes dos planos de saúde então nós podemos fazer a cirurgia metabó hoje no Brasil podemos os planos de saúde pagam os planos de saúde não pagam Por que que os planos de saúde não pagam porque ela não está no rol da da dos procedimentos liberados pelos planos de saúde Então teve uma consulta pública que encerrou dias atrás em que todos nós fomos lá e voltamos para discordar da posição da ins e fazer com que esses pacientes tenham acesso essa ferramenta que vai melhorar a qualidade de vida e aativa de vida dos pacientes a longo prazo FBI Exatamente é isso aí e eu acho que essa é uma luta que tem que continuar é uma uma progressão que está se tendo eh até de uma forma lenta mas pelo menos está havendo uma progressão em termos de tratamento desses pacientes todos e a gente vê na realidade um resumo rápido assim seria que a cirurgia Bari ela começou nós começamos tratando a ponta da da da da árvore digamos assim e agora nós estamos começando a tratar mais o tronco então a cirurgia metabólica ela Visa muito mais a causa o foco dela é muito mais a causa das morbidades as complicações que advém junto com as alterações do peso e da e da do diabete e me diga uma coisa a cirurgia quem é que deve fazer cirurgia metabólica a cirurgia metabólica ela tem indicação apenas para os pacientes diabéticos qual é a diferença nas técnicas como é que é isso Conta para gente aí Dr Felipe bom a cirurgia bariátrica está indicada a cirurgia metabólica desculpa cirurgia metabólica está indicada para aqueles pacientes entre 30 e 70 anos de idade que tem um diagnóstico de diabetes há menos de 10 anos e que tem um diabetes de difícil controle Clínico eh como que é feito o controle Clínico do diabetes através daquele exame do ponto do dedo é glicemia e através de um exame chamado hemoglobina glicada essa hemoglobina glicada ela ela ela ela nos dá o nível glicêmico dos últimos 2 TR meses dos pacientes então naqueles pacientes que estão medicados e mesmo assim vem mantendo hemoglobina glicada acima de sete a gente considera que a doença está fora de controle então esses pacientes em conjunto com o endocrinologista Eles teriam indicação de cirurgia met bólica Porém tem um viés se a gente esperar sempre a questão da doença estar descompensada a gente vai estar deixando de tratar e o Fábio depois pode comentar sobre isso muitos pacientes está que vão estar desenvolvendo a doença microvascular ou macrovascular mesmo com diabetes controlado está e a gente está não oferecendo a melhor ferramenta para eles porque é sabido do do ponto de vista científico e inúmeros trai que mostram que a cirurgia metabólica é controla melhor a doença controla melhor o Diabetes do que a medicação Então a gente tem que a indicação Clara é pacientes com diabetes de difícil de controle mas a gente tem que lembrar que pacientes que também que estejam com controle adequado eles também se beneficiam da cirurgia a longo prazo não é FBI exatamente acho que muito bem colocado Felipe a a eh essa essa resolução inicial do Conselho Federal da Medicina colocando Justamente a indicação da cirurgia metabólica entre 30 e 34.9 35 de de Mc e depois para aqueles pacientes entre 2 e 10 anos que foi colocada inicialmente na resolução de 2017 ela é orientativa na realidade então assim Ah esses pacientes Teoricamente elegíveis com diabete que foi o primeiro Foco da da cirurgia metabólica eh é importante lembrar que à medida que o tempo passou se viu um grande benefício em todas as outras doenças como o Felipe colocou desde redução do do do da dislipidemia então colesterol triglicer ácido úrico enfim mas apesar dela diminuir essa esses números que na realidade é um exame então o o paciente ele faz a o exame tem uma diminuição Clara do colesterol do diabete mas é importante a gente lembrar como o Felipe também colocou que a a o diabete compensado não afasta eventual Progressão de uma outra doença relacionada ao diabetes como doença cardiovascular se o paciente for obeso ele vai continuar com a apneia do sono vai começ continuar com uma Progressão de de demência pela apneia do sono ele vai continuar com a doença cardiovascular e vai ter o seu infarto logo ali adiante então assim a cirurgia metabólica ela também vem para compensar todos esses essas outras complicações que eventualmente podem est progredindo como o filip colocou aqui a a arterosclerose formada nas microart éri leva então a amputação a cegueira ao infarto a demência do paciente então assim até onde a gente tem que levar um paciente apesar de controlado na sua diabete ele continua progredindo nas suas doenças periféricas decorrentes do diabete está essa que é a grande questão que a gente discute nos congressos Qual é o momento qual é o ponto de interferência onde é que a cirurgia melhor se encaixa nesses pacientes porque naquele paciente que tem uma um diabet descolado completamente que já a insulina dificilmente consegue controlar esse paciente ou o paciente não tem aderência ao tratamento esse fica fácil a gente indicar então o paciente não tem aderência eu não consegue controlar Diabetes mas é aquele que tem a diabete controlado mas ele continua com progressão da sua doença decorrente do diabete Vamos pegar um exemplo a insistência renal ah crônica colocando que muitos pacientes muito em listas de transplant Tem até um trabalho do do pessoal também de São Paulo ali do se me engano é do do do do Dr cen também ali da do osal do Cruz que que coloca esses pacientes como diminuição de pacientes de lista de espera para transplante uma vez feitos uma vez submetidos à cirurgia metabólica então assim não é que há uma grande melhora da função hepática Mas permite um alívio da função renal desculpe da função renal Mas permite um alívio dessa função renal e afastamento muitas vezes ess pacientes de uma lista de transplante ou seja assim assim como a hipertensão e a cardiomiopatia dilatada Fábio perfeito exatamente vamos vamos lembrar que eu até peguei um exemplo extremo da da inst renal crônica mas a doença cardiovascular que aí através da sua hipertensão arterial por doença de m microart ela é muito frequente é uma é uma doença comum no nosso meio eh o que eu percebo é que assim a a obesidade ela tem muitas doenças associadas e doenças muito sérias então Eh isso isso faz com que as pessoas se preocupem muito e a obesidade hoje ela aumenta muito também em função dos alimentos industrializados da praticidade para cozinhar e não a qualidade na no que com memos drout Fábio os pacientes que TM diabetes eles não se encaixam nos critérios do cfm E aí não pode fazer a cirurgia porque existem ali os critérios então quem não se encaixa não vai conseguir fazer como é que é isso essa é a grande discussão que a gente sempre tem que eu estava citando agora a pouco então vamos pegar um exemplo bem uma situação bem prática aquele que tem uma progressão da retinopatia diabética ou seja da a perda de visão na na no diabete que mesmo que controlado a doença continua ela continua progredindo o que fazer nesses pacientes ou naquele paciente como o Felipe colocou que tem uma hemoglobina glicada limítrofe ele fica ali com 6,5 7 6 uma hora ele controla outra hora ele não controla isso mantém a evolução das comp ações desses pacientes então ainda que não tenha sido previsto na resolução de 2017 esses pacientes sim na minha opinião eles devem ser considerados paraa cirurgia metabólica ou no mínimo tem que ser colocado esse paciente olha existe a possibilidade de uma cirurgia que tem uma uma chance muito grande de no mínimo permitir que o senhor controle melhor a sua diabete E quem sabe até L livrar das medicações está isso na realidade quem controla quem tem o manejo maior desses pacientes são os clínicos são o pessoal da medicina interna são os endocrinologistas que hoje em dia e eles eh trabalham em parceria como eu posso dizer assim em em em um grupo em uma decisão normalmente multidisciplinar em concordância com os cirurgiões então o cirurgião não não não é o o principal atutor quem é o principal autor é justamente Quem faz o manejo dessa dessa doença e o cirurgião é chamado apenas como um uma uma uma arma um armamentário uma ferramenta para ajudar esses pacientes então Acho sim que ah várias outras situações devem ser consideradas na indicação da cirurgia metabólica eu citei a retinopatia diabética mas poderia citar também a esteato hepatite ou seja aquela gordura no fígado que evolui com fibrose e vai gerar a cirrose nesses pacientes di passagem a principal causa do transplante hoje h e muitas vezes além da cirrose o próprio câncer de fígado todas essas situações que estou citando agora são situações que tiram tempo de vida tiram longevidade das pessoas tiram no mínimo qualidade de vida dessas pessoas um paciente com pouca visão ou um paciente cirrótico com uma barriga d'água que é acite ele tem uma péssima qualidade de vida claro isso não uma não é uma unanimidade ainda mas eu acho que cada vez mais eh aceita por todos o que tu acha é eu vou voltar um pouco mais quando a Cláudia voltou na questão da da da obesidade como doença eh a o existe uma linha muito tênue entre a entre você tratar e ob como doença e como preconceito obesidade é uma doença ponto pois está codificada no código internacional de doenças os pacientes portadores de obesidade não podem sofrer preconceito ser magro não é qualidade e ser obeso não é defeito a gente não pode simplificar a obesidade achando que é só por hábitos inadequados em relação à alimentação como você bem falou a obesidade está associado a mais de 14 tipos de tumor câncer então a gente pode câncer de esôfago de mama de pâncreas de estômago de Colon então tem até glioblastoma está associado a à obesidade então a gente está tratando de uma doença que vem junto com um combo está eh e eu gosto sempre de dar um exemplo eu vou colocar dois nomes aleatórios então Omário está que tem 45 anos de idade que tem um IMC de 42 e que não tem nada não tem tem nenhuma outra doença ele é ele é portador de obesidade mas ele não tem nenhuma comorbidade e a Maria que tem 33 de Mc é hipertensa diabético tem esteatose hepática quem que a gente tem que tratar a gente tem que tratar aquele que é mais doente e quem que é mais doente é a Maria com seu 33 de Mc e que hoje a gente é cerceado de oferecer o tratamento mais adequado e mais eficaz para ela porque esse paciente não tem acesso à cirurgia metabólica não é Fábio exat esse é um exemplo perfeito e que a gente vê no dia a dia não é exatamente imagina só um paciente com seus 25 30 anos de idade já com mais esteato hepatite uma doença cada vez mais diagnosticada mais frequente no meio E que ele não precisa ter nem os seus 32 33 Mc embora seja mais frequente ali mas vamos lá que ele tem seus 28 27 29 de Mc embora que o Mc não seja um bom parâmetro e o problema todo é que para tratar este paciente não temos uma medicação claramente efetiva ainda para tratar esses pacientes com exerto hepatite alguns apresentam melhor enfim mas eh extremamente discutível o que nós temos que tratar sim é a síndrome metabólica desses pacientes então assim vamos lembrar esse paciente com 30 anos de idade ele vai est fadado ou uma chance enorme do seus 50 anos de idade ou ele ter desenvolvido um câncer no fío ou ele está se óo está a idade é obesogênico esog genica exatamente então esse paciente tem que ser intervido antes então a eu acho que a a obesidade é uma doença sim mas a o diabete a síndrome metabólica ela tem que ser visto também como uma doença completamente separada talvez até como um dos principais componentes dessa obesidade é difícil a gente agora dizer quem ano a galinha sim mas nós poderíamos considerar dout Felipe que a cirurgia metabólica ela representa a cura do diabetes que o paciente de forma alguma não não a cirurgia a cirurgia metabólica é uma ferramenta que auxilia a tornar o Diabetes uma doença mais fácil controle e em que o endócrino vai ter uma forma mais mais controlada de reduzir o número de medicações esse paciente que teria tomar duas três classes de medicações esse paciente vai tomar Talvez uma ou duas mas a cirurgia bariátrica não cura a a cirurgia metabólica não cura o diabetes ele vai evitar o aparecimento das complicações do diabetes ele vai postergar o aparecimento da retinopatia da nefropatia da da da das doenças da macrovasculares mas não é a intenção do cirurgião metabólico bariátrico oferecer a cura ao diabetes a gente oferece uma ferramenta que vai possibilitar um controle mais adequado dessa doença extremamente grave tanto é que esse paciente no pós-operatório ele tem que continuar sendo visto pelo seu endócrino ou pelo seu Clínico assistente não é Fabio exatamente está eh eu acho que Esso é o Esse é o ponto que o Felipe colocou agora esse paciente ele vem em um contexto com seu Clínico com com seu eh seu especialista em medicina interna o seu endócrino na qual ele tem várias doenças a intervenção do cirurgião é uma intervenção na realidade multiforme que vai favorecer esse Clínico a controlar melhor essas doenças todas que é desde a obesidade a des epidemia a enfim a síndrome metabólica que a gente estava falando até agora a pouco Ô Dr Fábio e como é que é feito cirurgia metabólica quais ela é feita por vídeo quais são os tipos de existentes bem existem vários tipos de cirurgi metabólicas preconizadas no mundo inteiro posso dizer assim brincando mais de um mais de uma dezena com a finalidade metabólica mas aqui no Brasil nós temos eh digamos como consenso aceito dois tipos de cirurgia de cirurgias para tratamento da síndrome da da como cirurgia metabólica que é justamente o bypass e o slvio isso considerando a faixa de idade desculpe a a faixa de peso preconizada que é o IMC aquele de 30 e 34 embora que como o Felipe colocou agora a pouco esse IMC é muito relativo a gente tem que pegar o paciente no seu contexto para ver qual ah Quais as complicações que esse paciente tem todo mas de qualquer maneira assim as duas cirurgias que são preconizadas são feitas por vídeo tanto bypass quanto a cirurgia chamada cirurgia de sleeve que é a gast eh gastroplastia vertical ou também conhecido como estômago em Mangueira alguns deram eu achei sempre horrível esse nome mas de qualquer maneira Eh e a recomendação Inicial principal para a a a cirurgia metabólica é a realização da cirurgia do tipo bypass o que Teoricamente o bypass nós seríamos mais fatores de regulação desses hormônios todos que estão alterados na síndrome metabólica acho que é isso Felipe isso muito bem colocado a gente tem uma pergunta olha só tem uma pessoa ela está perguntando o seguinte tem 1,75 não sabe calcular EMC tem 1,75 pesa 110 kg é um homem e ele tem uma hereditariedade a mãe era obesa com muitas comorbidades inclusive o Diabetes Hoje ele tem 50 anos e ele pergunta que já tentou emagrecer de diversas maneiras e o cardiologista sugeriu que ele usasse o SAC senda então então Vamos por partes Então a primeira coisa que eu orientaria esse paciente é que ele vai em qualquer buscador internet e busque coloque lá cálculo do IMC Através disso aí ele vai colocar seu peso e sua altura e ele vai ver que ele tem uma obesidade grau três Quais são as indicações de cirurgia bariátrica as indicações de cirurgia bariátrica são as seguintes pacientes entre 18 e 65 anos de idade pacientes portadores de obesidade há mais de 5 anos pacientes que tenham feito tentativa clínica de tratamento sem sucesso pacientes com IMC igual ou maior a 35 associado a comorbidades E aí entram 21 doenças aproximadamente com diabete pressão alta apineia do Sono artropatia esteatose hip ou IMC acima de 40 Então esse paciente se ele fez tratamento Clínico prévio se ele tem esse obesidade grave grautes ele teria indicação de cirurgia bariátrica eh mas a cirurgia bariátrica não pode ser feita porque o médico indicou porque o Fabi indicou porque o indique cirurgia variado que deve ser feita porque o paciente entende que aquela é a melhor opção naquele momento para ele tratar uma doença grave que vai fazer com que ele vá assim tenha complicações graves nessa obesidade vai ter AVC o derrame vai ter infarto vai ter complicações decorrentes da obesidade então eu eu acredito está que o SAC cenda vai ter um resultado muito ruim eh em relação à perda de peso esse paciente vai gastar um dinheiro considerável com essa medicação com a lira aglutina para gente não falar nome comercial eh mas ele vai ter um gasto considerável e não vai ter 5% de perda de peso que não vai ser mantida a longo prazo então na minha opinião esse paciente deve pensar e e se informar em relação à cirurgia bariátrica que é o que vai melhorar a qualidade de vida dele e a expectativa de vida dele e vamos lembrar aqui quais são os objetivos da cirurgia variada cirurgia variada ela tem quatro grandes objetivos eu diria a cirurgia metabólica também eh primeiro objetivo fazer com que o paciente tenha uma perda de peso sustentado que a o tratamento Clínico não dá segundo objetivo melhorar as comorbidades resolver a apneia sono a esteatose hepática a a dislipidemia a hipertensão terceiro objetivo melhorar a qualidade de vida e expectativa de vida ele vai viver mais e melhor e quarto objetivo que é consequência desses trê vai melhorar a autoestima cirurgia bariátrica metabólica não é uma cirurgia estética é uma cirurgia terapêutica mas a gente tem que considerar que existe um ganho também relacionado à autoestima Então esse paciente ele tem que pensar seriamente e em realizar cirurgia bariátrica ou metabólica que vai resolver o problema dele a longo prazo perfeito e somaria só o fato ainda que o histórico dele familiar de outras doenças só Bora ainda mais isso aumenta ainda mais a indicação da da cirurgia vária dele então ele é um tratamento como o Filipe colocou definitivo é um tratamento que vai efetivo que realmente vai dar algum resultado nele eh e tirar as outras complicações que eventualmente pode se desenvolver nele ainda Obrigada vamos fazer mais uma pergunta porque o nosso tempo está acabando olha a Live está tão interessante que eu acho que a gente vai ter que repetir hein Dr kesk porque ass passa rápido o tempo estou vendo aqui já 2048 passa passa muito rápido parece Começou agora é mas vamos lá Dr Fábio se as técnicas das cirurgias metabólicas são semelhantes as da obesidade não vou perder muito peso é uma das perguntas também claro embora as técnicas sejam semelhantes O importante lembrar que o foco é diferente uma na obesidade nós temos o o foco de perder peso e através da perda de peso ir compensando as complicações vem junto com a obesidade na cirurgia metabólica o foco muda o foco passa a ser o tratamento em especial o que é mais visto nem mais objetivado o tratamento do diabetes então o que interessa é nós conseguirmos trazer esse paciente com a hemoglobina glicada B regularizamos as taxas de glicemia e insulina desses pacientes Então esse é o objetivo principal da cirurgia metabólica bem na cirurgia metabólica se sabe através de n trabalhos que a perda de peso até porque nós estamos falando de pacientes normalmente com pesos mais baixos e Mcs mais baixos normalmente entre 30 e 35 nós vamos ter uma perda normalmente de 15 a 20 25% meic isso te ferrar Felipe da questão da excesso de peso então não há uma perda tão grande de peso nesses pacientes e sim uma compensação maior das complicações desses pacientes então Normalmente eles ficam em um Mc oscilando ali entre 25 a 28 eh como resultado direto da cirurgia embora eles podem continuar perdendo peso mesmo assim por um tratamento rotineiro de uma nutricionista endocrinologista a tem que lembrar que o paciente ele vai perder uma porcentagem do excesso de peso então a cirurgia mesmo fazendo no IMC mais baixo ele não vai ficar com IMC abaixo de 20 porque ele vai perder uma porcentagem do excesso de peso que ele tem não vai perder em relação ao peso absoluto eh no no dia a dia aí depois de de tantos anos fazendo cirurgia bariat eu vejo que isso é uma ideia que que os pacientes têm Ah não vou perder tanto peso mas infelizmente a nossa realidade é o contrário a quem der gente lidar com um paciente que perde tanto peso que a gente vê no dia a dia é o paciente que não perde tanto peso quanto deveria por inúmeros por inúmeros fatores falta de adesão equip multidisciplinar uso abusivo de álcool eh dieta inadequada relacionada com eh ingesta de alimentos altamente calóricos na forma líquida e pastosa então isso não é o nosso dia a dia paciente que perde muito peso não é o nosso dia a dia sabe isso é uma eu diria que é uma exceção eu posso contar nos dedos de uma mão dos pacientes que eu tenho que eu vi e acontecer isso e mais relacionados a uma técnica que a gente nem faz mais quec opinaram Fábio Exatamente é uma técnica extremamente desnutri então com e com a gastrectomia vertical isso depois que não acontece perder muito peso e ficar desnutrido ou ou muito magro D Felipe e o senhor acredita que nos dias de hoje a cirurgia metabólica deve ser oferecida para alguém que está sendo tratado para o diabetes é a cirurgia metabólica ela deve ser oferecida em comum acordo com o endócrino ou com o Clínico que está tratando o paciente por quê esse paciente ele vai precisar do acompanhamento no pós-operatório do médico que já vem o médico clínico nós cirurgiões não somos os médicos que irão acompanhar esse paciente nós como o Fávio bem colocou nós vamos lá e realizamos o ato cirúrgico e devolvemos esse paciente ao endócrino ao Clínico mas essa ferramenta deve ser oferecida aos pacientes com as indicações que a gente já falou anteriormente com diabetes tipo 2 com Mc ent 30 e 35 com diabetes difícil controle está com menos de 10 anos de doença ou mesmo com aqueles vieses que a gente já colocou anteriormente Eu acho que cabe a nós oferecer esse tipo de paciente comum acordo com o médico assistente do paciente Fábio concordo plenamente eu acho que essa foi uma das coisas que mudou no no na no tratamento Clínico nos últimos anos os os endocrinologistas eles têm muito mais obsessão e manter a Glicemia desses pacientes equilibrada e no nível mais baixo eles antigamente assim se controlava o Diabetes cada 4 6 8 meses hoje em dia não os Os endocrinologistas eles eh persistem em cima do paciente eles ficam muito próximos desses pacientes eles eu diria assim eles têm uma certa agressividade até em termos de tratamento com esses pacientes e agora com a com a a sedimentação da cirurgia metabólica eu concordo com Felipe ela deve ser ofertada como uma um armamentário para a o tratamento da do do diabetes uma uma das coisas que a gente lida muito acho Felipe não sei se tu concorda com isso é justamente o preconceito em cima da cirurgia porque a gente vem muito da em um histórico de 30 40 anos atrás em que a mortalidade da cirurgia era muito alta em especial na cirurgia bariátrica e hoje se sabe que a mortalidade de uma de uma cirurgia bariátrica uma cirurgia metabólica é extremamente baixa a estimativ semelhante é uma cirurgia de visível Exatamente é um para cada 2000 2200 eh 2000 2200 cirurgias realizadas então o risco é como colocou uma cirurgia de zic uma cirurgia de apense então assim é muitas vezes muito mais arriscado a gente usar altas doses de insulina que geram crises de hipoglicemia no paciente desmaios e até um risco de morte súbita nesses pacientes do que a gente levar um paciente desse a uma cirurgia bariátrica sobre um um tratamento eletivo controlado investigado previamente e um trabalho muito bom do Dr Marco auré Santo do Dr Denis pajek que comparou pacientes na fila de espera do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo eh na fila de espera quando comparados aos pacientes que foram submetidos a cirurgia bariátrica a mortalidade dos pacientes na fila de espera foi 10 vezes maior do que os pacientes submetidos a cirurgia variá ou seja o não tratamento da obesidade é muito mais grave muito mais arriscado do que a cirurgia bariátrica acho que um outro detalhe também importante Felipe assim hoje em dia todos nós junto com a longevidade nós queremos a qualidade de vida então imagina quão um paciente desses emocionalmente com sofre para aqueles que T diabete aos seus 35 35 também não mas aos seus 4050 anos de idade são diabéticos Tipo dois e eles têm mais 30 40 anos de de pela frente que eles querem viver e são privados literalmente de toda todo Paraíso gastronômico que a gente vive nos nos anos 2020 está então a cirurgia metabólica naturalmente sem sem abusos mas ela devolve a qualidade de vida para esses pacientes o prazer do sair de comer e poder fazer as coisas que ele eles gostariam de fazer e não podem fazer em função da sua diabete está então há um ganho também em termos de qualidade de vida muito grande com esses Sem dúvida Concordo totalmente contigo o ganho em relação à saúde qualidade de vida é é é é é estupendo é fantástico o paciente e ele muda o histórico da vida dele é imagina um paciente com diabético com aos 40 50 anos de idade sair de noite comer um cudin de sobremesa e tomar e tomar duas três taças de vinho isso enquanto diabético ele é praticamente criminalizado é a cirurgia Bari possibilita isso de novo Não estou dizendo aqui de maneira nenhuma que ele deve fazer isso de rutina de maneira nenhuma mas isso permite ele ter as suas saídas digamos assim de uma maneira muito mais tranquila sem que ele se prejudique e e como a Cláudia falou essa Live a gente pode desenvolver vários outros assuntos então a experiência grande com pacientes diabético tipo um eh que pacientes diabético insulina independente que não produze insulina eh em realizar a cirurgia bariátrica nesses pacientes e eles passam a usar muito menos insulina e tem muito mais eh facilidade no controle do diabetes após a cirurgia variá metabólica eu acho que no futuro todos nós seríamos cirurgiões metabólicos a gente vai abolir o termo variado vai passar se chamar só cirurgião metabólico concordo plenamente É isso aí é doutores muito obrigada tantas coisas a se falar fá com certeza teremos que repetir acho que muitos assuntos que devem ser abordados tantas informações relevantes que vocês levam para as pessoas leigas que por mais que alguém faça uma busca hoje no Google eu sempre digo nada melhor do que o médico para levar informação então é é super válido a gente fazer essa Live e levar informação de quem é especialista na área eu só tenho a agradecer peço que vocês se despeçam começando pelo Dr Felipe bom foi um prazer participar dessa dessa hora aqui com vocês pena que essa hora passou tão rápido eh conversar de novo com Fábio que é é meu amigo aí de quase 20 anos eh e estô disposição para gente conversar sobre outros assuntos relacionados à cirurgia avariada e metabólica Então como você mesmo falou clud informação é base de tudo e a informação tem que ser feita com ética com ciência com qualidade ó Boa noite para vocês e muito obrigado pela oportunidade boa noite obrigado FIPE foi um prazer enorme est hoje noite com vocês também assim uma mais do que um um prazer de estar com um grande amigo meu e um cara que muito me inspirou sempre na cirurgia barar um exp literalmente aqui no Brasil disso mas também um grande amigo meu que assim nos traz uma experiência muito grande dentro da cirurgia está então assim foi ótimo est aqui eu estou olhando meu telefone de canto de olho aqui eu acho que tem umas sei lá umas 150 100 mensagens aqui acho T perguntas de pacientes mas isso só nos enseja para gente poder fazer uma nova live em breve aí poder discutir mais sobre o assunto acho que a gente
Consulta com o Dr. Fábio
Uma consulta permite relacionar as informações do vídeo aos seus sintomas, exames e histórico de saúde.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634