Live · jul/2022 · 1 h 01
O Dr. Fábio Luiz Waechter responde, no canal do CAD RS.
O conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.
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[Música] Boa noite pessoal tudo bem Estamos aqui com mais uma live do CAD assunto sempre muito interessantes e as pessoas ficam pedindo muito pela Live isso é uma coisa bem bacana então assim é o que a gente sempre fala que o médico objetivo dele é trazer conteúdo é informar e o assunto de hoje ele é muito interessante porque porque a gente vai estar falando com dois profissionais sobre uma doença que acomete muitas pessoas e que as pessoas têm medo que alcance então hoje a gente vai estar conversando aqui com a Ariane que é uma nutricionista especialista em Oncologia e mestre em Patologia e o Dr Fábio vetcher que já é nosso conhecido aqui que é o cirurgião do Aparelho Digestivo do CAD centro de cirurgia digestiva o assunto de hoje o tema de hoje é fiz a cirurgia de retirada do pâncreas E agora o que que muda e quais são os cuidados com a minha alimentação Boa noite pessoal boa noite Boa noite Cláudia boa noite Ariane prazer enorme está aqui com vocês hoje à noite sobre tudo para nossa salada um tema tão importante como é justamente os cuidados após a retirada do pâncreas a gente sabe que a cirurgia do pâncreas ela tem sido cada vez mais realizada Por n motivos mais diagnóstico de lesões precoces de cânceres o aumento das taxas de curabilidade dos cânceres de pâncreas mas mais possibilidades em termos de terapêutica cirúrgica dentro das diversas doenças que acometem o pâncreas principalmente na área de câncer e de cistos de pâncreas então assim a cirurgia pâncreas ela tem sido cada vez mais realizadas principalmente os últimos 10 anos vários limites que eram colocados para cirurgia do pâncreas eram limites como por exemplo invasão de veias ou de artérias que hoje não são mais limites técnicos para a realização dessa cirurgia tanto que nos dias de hoje a gente realiza essa cirurgia também por vídeo lá paroscopia e também pelo robô dependendo a situação de cada um desses pacientes Mas o problema que um dos problemas que vem com a cirurgia do Câncer do pâncreas é justamente o mesmo diria assim de que envolve outras doenças complexas eu vou usar Ariane que está aqui junto como para dar um exemplo da cirurgia de obesidade a cirurgia de obesidade ela Exige uma equipe multidisciplinar que inclui psicólogos nutricionistas fis terapeutas Enfim uma equipe muito grande de profissionais para que a gente possa ter um resultado final no caso do obeso de perda de peso e no caso do paciente com câncer o melhor resultado após a retirada do Câncer então assim a cirurgia do Câncer sempre sempre vai ser uma cirurgia extremamente complexa e que vai envolver uma grande quantidade de profissionais além do cirurgião em si então o resultado não depende apenas do cirurgião é importante os cuidados nutricionais psicológicos fisioterapêuticos endocrinológicos que esse paciente vai precisar no pós-operatório apenas para lembrar o pâncreas ele é uma pequena glândula que se situa no chamado retro peritônio do abdômen na parte de trás do nosso nome ele tem um tamanho é uma como se fosse uma língua comprida ele tem mais ou menos um tamanho de cerca de 25 20 a 25 cm ele tem basicamente duas grandes funções uma de produzir um hormônio que é o chamado pâncreas endócrino que produz os hormônios os hormônios são a insulina e o glucagon e um líquido que é excretado por pequenos dutos que caem são são despejados no duodeno chamado suco pancreático essa e essa parte do pâncreas que produz esse líquido é a chamada função exócrina ou a parte exócrina do pâncreas basicamente Esses são essas são as duas funções do pâncreas bem junto do pâncreas na sua saída nós temos o dudeno o dudeno é um pequeno tubo é um é uma parte do nosso intestino que recebe o alimento já pré-gerido no nosso estômago vai fazer a mistura desse alimento e vai misturar junto o suco pancreático e a bile que a gente recebe do fígado então é justamente na saída deste canal que produz o que traz a secreção exócrina do pâncreas o suco pancreático ali também desemboca o canal do fígado que traz a bile então no duodeno nós vamos ter a mistura de alimentos Billy e suco pancreático justamente para permitir a digestão dos nossos alimentos bem o que que é chamada pâncreatectomia é um leque enorme de se tipos de cirurgia que a gente pode fazer então existe a chamada pâncreatectomia distal ou cor por o caudal em que a gente vai tirar a parte final do pâncreas do corpo e da cauda do pâncreas existe uma outra cirurgia chamada gastro duodeno pancrectomia em que nós vamos tirar a cabeça do pâncreas todo do ordeno parte do estômago e uma parte do intestino delgado chamado jejuno e também existe a pâncreatectomia Total ou seja nós vamos retirar todo o pâncreas desse paciente a principal causa a principal indicação de retirada do pâncreas é o câncer então o câncer maligno algumas vezes até o câncer Benigno também muitas vezes pode ter alguma indicação de panquetectomias o grande exemplo disso nos dias de hoje é o chamado ipmn que é uma sigla neoplasia mucinosa intrapancreática cística essa neoplasia esse IPM que é uma espécie de um cisto no pâncreas ele é uma lesão pré câncer e ele tem critérios bem claros e definidos para a gente poder indicar a retirada de parte ou a totalidade desse pâncreas então assim basicamente esse seria um resumo do que que nós vamos sobre o que nós vamos estar falando hoje à noite Qual cirurgia nós vamos estar falando hoje à noite bem no momento que eu tiro o pâncreas eu preciso muitas vezes reconstruir os que são desligados na hora da retirada do pâncreas entre eles o nosso trânsito intestinal a saída do nosso estômago a saída do nosso canal da bile a saída do canal do ducto pancreático quando a gente faz uma pancrectomia parcial ou seja retirada de parte de pâncreas a gente tem que reconectar o restante desse pâncreas no tubo digestivo e todas essas novas uniões essas novas junções um tubo digestivo podem causar desde alterações na nossa alimentação na absorção de alimentos e exigem Cuidados específicos para isso sempre vem a pergunta dos pacientes mas eu vou ter uma vida normal depois de retirar o pâncreas nem que mesmo que eu tire ele totalmente totalmente normal Nós temos um exemplo bem conhecido que ficou notório no mundo inteiro pela da cirurgia de retirada do pâncreas que foi o Steve Jobs se ou da Apple que na época ele foi submetido então uma gastrodou no pancretomia a retirada da cabeça do pâncreas por um tumor do tipo neuroendócrino na época então ali se tornou mais conhecida digamos assim a retirada do pâncreas Mas é uma o dia que já tem décadas de realização e as indicações cada vez vão estão aumentando mais então a vida da pessoa se mantém normal porém essa esse paciente vai ter uma série de cuidados que é justamente isso que nós vamos estar discutindo hoje à noite Pessoal vocês estão estão me ouvindo eu acho que esse é uma boa introdução para a gente poder começar a ver as perguntas que todo todo esses nossos internautas estudantes medicina e pacientes que nos seguem ele nos enviaram ao longo dessas últimas semanas e já estão enviando perguntas porque está acompanhando a Live e colocando essas perguntas eu até quero Esclarecer aqui pessoal que está assistindo a Live vão mandando as suas perguntas eles vão conversando um pouquinho de vez em quando eu atrapalho mas aí eu levo a pergunta de vocês para eles responderem está bom podem mandar as perguntas bem Cláudio acho que podemos seguir vamos lá qual é o papel do Palácio aqui o Fábio do papel do duodeno e o que que ele absorve isso acabei de citar agora a pouco Ótimo então assim ó a gente falou ali dos tipos de cirurgia como que é feita a pancreatectomia certo as principais consequências às vezes eu volto um pouquinho no que vocês falaram porque o pessoal está entrando e aí eu dou um overview ali para ele saberem O que que a gente já falou Quais as principais consequências após a retirada do pâncreas basicamente a gente pode dividir as consequências após a retirada do pâncreas em duas situações primeiro quando eu apenas mexo no pâncreas Ou seja no corpo e na calda do pâncreas eu vou ter um distúrbio da função endócrina exócrina do pâncreas mas eu não vou mexer no trânsito intestinal eu não vou tirar a área de absorção deste paciente então eu vou ter o cuidado em suplementar a função endócrina exócrina mas eu não vou ter perdido a área de absorção bem quando eu mexo na cabeça do pâncreas em que eu tiro todo do deno e um pedacinho do jejum que é a parte inicial do nosso intestino delgado ali eu vou ter perda diária de absorção além da perda de função endócrina e exócrina então daí a importância da multidisciplinaridade da equipe em que nós possamos agregar desde clínicas endocrinologistas e Ariane é o papel fundamental das nutricionistas que vão estar manejando a alimentação desse paciente bacana Olha só Ariane uma pergunta para você Quais os cuidados com a alimentação no diabetes do paciente que sofreu que teve a cirurgia de pâncreatectomia geralmente ele o paciente eles quando eles se submete essa cirurgia ele acaba se tornando ou em algum momento poderia já ser mas ele acaba tornando sim o paciente diabético porque a gente vai ter como Fábio explicou bem essa alteração de produção hormonal endócrina e exócrina do pâncreas que vai fazer com que a gente tenha alterações se torna um paciente diabético o que que são as orientações principais em termos assim eu tenho um paciente que ele perdeu essa função de produção hormonal normal ele seja ele vai ter um déficit lá na produção de insulina ou ele não vai ter uma quantidade adequada da insulina circulante Então a gente vai ter que orientar esse paciente dentro de um contexto de um paciente que precisa controlar a ingestão de sacarose ou seja de açúcar e todos os seus derivados tudo que for preparado for feito ou for adicionado de Açúcar esse paciente precisa ter esse controle além da qualidade dos Carbo que algo que a gente vai ter que cuidar em condições de que o carboidrato em algum momento ele também vai se transformar em açúcar principalmente se ele é um carboidrato simples é aquele que a gente chama de os farinaços brancos os pães brancos bolachinhas essas coisas elas acabam se tornando praticamente açúcara assim então são esses cuidados que a gente pede inicialmente para esse paciente que vai ter esse controle que vai ter essa alteração Claro quando a gente entra em um paciente que vai ter um comprometimento maior ou seja ele vai ter um comprometimento da área de absorção que é o Dr Fábio explicou que é uma das um dos tipos de procedimento que o paciente acaba comprometendo uma parte do ordeno e alguns outras partes do intestino isso já implica além desse cuidado a gente vai ter cuidados maiores assim porque é um paciente que vai ter uma absorção diminuída então ele consegue comer normal mas ele vai levar um tempo maior para conseguir se adaptar com uma dieta adequada para conseguir um volume e além de tudo uma consistência mais adequada então a gente às vezes inicia com uma dieta mais fácil uma dieta que é mais fácil do paciente conseguir comer mais macios mais pastosos a gente tenta fracionar mais os líquidos evita com que eles sejam junto com a refeição para não formar muito volume e fica mais difícil do paciente conseguir digerir desculpa além de mais me perdi aqui então assim uma dieta mais fracionada a gente orienta sempre Então tem que comer pouco mais mais seguido porque o volume a capacidade de tolerância do alimento fica menor então Obrigatoriamente mas a gente tem que comer mais seguido em volumes menores com uma dieta mais fácil de mais fácil digestão pelo menos inicialmente Até que esse pós-operatório ele se torna ele vai o paciente vai recuperando a sua condição normal com o tempo mas inicialmente para que a gente não tenha uma perda de peso muito grande para tem uma perda de massa muscular que algo que a gente se preocupa muito hoje porque às vezes esses pacientes vão se submeter a tratamentos depois queimioterapia e outros tipos de tratamento então se ele chegar se ele não tiver uma boa recuperação da condição nutricional já atrapalha ele para iniciar o outro tratamento então a gente tem que tentar fazer com que a gente recupera essa condição nutricional mas também dentro ajustando dentro da condição fisiológica daquele momento assim Não sei se eu deixei claro ou se tu queres mais perguntas é isso a gente vai não acontecer apenas para contextualizar esse paciente que alimentar explicando todo esse cuidado lembrem a maior parte dos pacientes com câncer de pâncreas boa parte desses pacientes com câncer de pâncreas eles eram pacientes hígidos Não tinha nada até o mês anterior a toda essa dieta então eram não eram pacientes que muitas vezes se cuidava com a que tinha uma preocupação com diabetes e passam a ter serem exigidos serem obrigados a Cuidar dessa alimentação desse diabetes do dia para noite após a cirurgia Então essa modificação alimentar muitas vezes é difícil isso não é uma coisa tão fácil daí a importância do grupo todo Até porque não é só uma dieta sabe quem entra de uso de insulina e de outros medicamentos que vai ter o controle então além de ter que a dieta também tem que estar adaptada ao uso da insulina e isso é bem importante assim porque às vezes eu posso até a gente pode até recomendar dieta Mas se não tiver alinhada esse uso a gente sabe que o paciente vai ter complicações não vai fazer hipoglicemia ou vai ter outros desconfortos ou acaba perdendo peso ou não respondo as necessidades então por isso é importante mesmo é difícil a gente tratar esse paciente como por um único caminho ter a equipe toda envolvida para que ele tenha uma resposta melhores perguntas sobre esse mesmo tema que é o que comer depois da cirurgia do pâncreas que é uma preocupação que as pessoas têm a gente tem um paciente tem um pós-operatório ali imediato aquele que ele está dentro do hospital por exemplo E que ele já vai ter um controle mais ou menos adequado como eu falei de uma dieta de mais fácil de gestão onde ele vai ficar se adaptando a isto mas o que que é o ideal assim É que quando vá para casa essa dieta ela permaneça ainda até que isso até que vai ser muito avaliado conforme a condição da pessoa se ela já se sente ela vai vendo a sua tolerância os pacientes que acompanha Acontece muito isso eles vão acompanhando a sua tolerância o que o que consegue em termos de consistência de volume e isso vai sendo ajustado individualmente mas inicialmente o que como é que o paciente tem que ele vai com uma dieta que é mais mais leve ou seja com mais não precisa ser sopas caldinhos ele já pode comer uma comida normal arroz um frango pode tomar o café da manhã normal só que tudo isso controlando a quantidade de açúcar que isso é importante a gente tem que então não usar inicialmente principalmente quem não saiu com que não sai do hospital diretamente com orientação o ideal é que procure inicialmente não usa nada de açúcar e a gente vai adequando conforme tiver um acompanha e que ele evite também alimentos que possam ser ricos em gordura porque a gente também vai ter uma área de absorção ali que às vezes atrapalha e a gordura ela vai complicar então frituras alimentos muito gordurosos que são a bases de creme de leite de nata ou carnes fritas ou muito a base de gordura isso também atrapalha o pós-operatório porque além de tudo ele pode dar pode provocar náusea Pode dar baixa tolerância dieta e isso faz isso compromete aceitação de outros alimentos com o decorrer da dieta assim então uma dieta Branda podemos dizer que seria uma dieta mais adequada sem muita gordura evitar o açúcar e algo que consiga comer assim uma consistência semi sólida digamos pode ser não por exemplo a carne vermelha é uma carne que demora um pouco mais para digerir então talvez precise de mais tempo para conseguir voltar a comer carne vermelha mas às vezes o frango o peixe ovos que vão bem também é uma fonte de proteína boa que que a gente precisa quando para recuperação de massa muscular então isso vai sendo ajustado mas inicialmente é uma dieta mais Branda mesmo assim que não tenha excesso de gorduras e nem Claro alimentos comprado fora essas coisas todas faz tudo isso nem pensar isso tem que evitar nessa fase inicial principalmente o Ariane e me diz uma coisa o paciente ele sempre fica diabético geralmente sim os pacientes que a gente acompanha geralmente sim A não ser que ele Preserve parte da função endócrina mas acho que o doutor fala que pode falar melhor que eu mas acho que se ele não preserva essa função Enoque na dele funcionando normalmente ele sai sim um paciente diabético tchau Doutor Fábio e ele precisa tomar remédio medicação de rotina o que vai determinar a questão da diabetes ou não é extensão da glândula pancreática que vai sair Então quando nós temos uma quanto mais corpo e calda do pâncreas nós tirarmos fora porque a gente tem as chamadas ilhotas e langers são as células que produzem a nossa insulina elas são concentradas da sua maior parte no corpo e a cauda então quanto mais corpo e calda do pâncreas eu tirar mais chances de diabetes eu vou ter então vamos pegar o exemplo contrário Então quando eu tiro apenas a cabeça do pâncreas com o dono então Normalmente sai a cabeça do pâncreas de um pedacinho do corpo e todo o corpo a maior parte do corpo e caldo do pâncreas se mantém então uma parcela significativa ser aquela metade dos pacientes consegue se manter sem diabetes no pós-operatório Quando sai a cabeça do pâncreas quando sai quase totalidade do pâncreas com todo o corpo e calda ou quando sai todo pâncreas bem aí o paciente ele sai diabético já dá cirurgia ele já no primeiro dia de pós-operatório ele já começa a fazer insulina E aí não dá importante quando esses pacientes ficam diabéticos não adianta praticamente nada a hipoglicemiantes orais ele vai ter que fazer insulina mesmo que falta é o hormônio Não adianta eu querer diminuir apenas a glicose eu preciso fornecer o hormônio para esse paciente então o que vai determinar um percentual maior ou menor diabetes vai ser justamente quanto de glândula pancreática vai sair desse paciente isso que vai aumentar as chances ou não de uma diabetes quanto a questão de uso de rotina desses pacientes é rotineiro sempre eles devem usar uma uma enzima chamada pancreatina a pancreatina é o suco pancreático na forma ali utilizada na forma de comprimidos em que a gente pode suplementar então parte daquela secreção daquele suco que era produzido pela glândula pancreática que saiu nem que seja um pedaço dela muitas vezes a gente não tem perda visível ou sintomática no pós-operatório de gordura pelas fezes mas mesmo assim se a gente for medir nas fezes desse paciente é chamada elastase pancreática fecal a gente vai ver que a elastase vai cair vai se manter em níveis baixos mesmo que o paciente não tem esse sintomas e esses pacientes precisam então serem suplementados por suco pancreático através de comprimidos Alguém poderia dizer assim está mais Fábio se ele não sente nada para que que eu vou suplementar suco pancreático ou você se ele tem poucos sintomas tipo apenas gases o que que vai mudar para esse paciente é importante que a gente lembre que junto com a gordura que sai no cocô também sai vitamina sai proteínas sai em cálcio o nosso tubo digestivo Deixa então de absorver vários eletrônicos vários componentes importantes para nossa estrutura óssea muscular e de vitaminas e acaba sendo jogado fora através das fezes Além disso essa instabilização da nossas fezes gera o que a gente chama de disbiose disbiose é o descontrole então da nossa flora intestinal e a disbiose tem várias consequências aí no nosso no nosso dia a dia desde desde o processo inflamatório então ele já disbiose gera processos inflamatórios sistêmicos no nosso no nosso organismo em especial no fígado gera riscos aumentados de câncer gera alterações da nossa mucosa então assim a consequências devido a esta perda de gordura nas fezes basicamente toda vez que a gente tira parte do pâncreas nós vamos ter que cuidar com o diabetes e com a questão da absorção de gorduras e as consequências que essa absorção de gorduras nos traz O que é isso mesmo até foi importante tu falar isso da disbiose porque a gente hoje se fala muito em saúde intestinal e o quanto a saúde intestinal ela ela pode melhorar esses sintomas de algumas ou do indivíduo sadio mesmo que não tem problema nenhum e mesmo de pessoas que estão tratando algum problema ou trazem o Diabetes enfim obesidade outras coisas que hoje a gente tem as possibilidades de usar probióticos por exemplo para a gente conseguir melhorar fora intestinal deixar lá mais saudável e a gente conseguir ter uma resposta melhor a gente pega os pacientes por exemplo como tu falaste de não aparecer a gordura nas fezes Mas eles Em alguns momentos fazem diarreia muito desses pertence acabam fazendo diarreia e a gente também não quer essa diarreia porque sabe que ele vai acabar tendo uma perda de absorção perda de nutrientes emagrecimento mais uma vez a perda de massa muscular Então a gente tem alternativas hoje de fazer de modular assa flora intestinal para que ela fique mais saudável claro que isso tem que ser um profissional que indica e não é assim ah eu vim tal lugar me disseram tal lugar eu vou usar não porque isso a gente trabalha com cepas número de cepas de probióticos existe também os prebióticos outras que os probióticos são alimentos que eles vão proporcionar lá a formação o surgimento de probióticos em alguns casos no outros a gente usa direto já ou probiótico que ele é formulado e traz grandes benefícios principalmente nesses procedimentos assim onde a gente tem essas alterações metabólicas digestivas a gente trazendo uma saúde do intestino Então isso é legal de saber também que a gente tem um acompanhamento de uma equipe profissional a gente consegue também melhorar os sintomas do pós Desse pós-operatório e desses transtornos todos que um procedimento ele acaba trazendo aí a gente vai ter o Diabetes como a gente já falou essa alteração da forma intestinal que é desconfortável que a gente traz efeitos ruins assim sintomas diretos imediatos como formação de gases como Fábio falou a diarreia a baixa tolerância alguns alimentos pela própria digestão que fica mais lenta e a gente consegue de alguma maneira modular trazer essa Flora mais saudável para que a gente consiga também melhorar isso e fazer com que seja melhor a tolerância do paciente nesse pós-operatório assim então achei legal a gente falar das virose uma coisa bem importante assim que eu acho que vale a pena chamar a atenção de todos que estão nos ouvindo é com frequência a gente recebe no consultório encaminhado de outros lugares ou de pacientes que foram operados em outros estados enfim que acabam vindo morar aqui na região sul enfim acaba consultando conosco e a gente vê uma preocupação muito grande dos pacientes sempre especial quando são operados por câncer e eles fazerem a quimioterapia no pós-operatório importantíssima a quimioterapia vai ajudar a determinar o prognóstico desse paciente no pós-operatório mas tão importante quanto a essa quimioterapia é justamente a absorção adequada dos alimentos existe em trabalhos na literatura mostrando que se a gente olhar em uma curva de pós-operatório e compararmos a sobrevida dos pacientes com químio contra aqueles que não utilizaram a enzima pancreática no pós-operatório ou levaram a sua diabetes de forma desequilibrada no pós-operatório a gente vai ver que os pacientes que não foram adequadamente controlados no ponto de vista nutricional vão ter uma pior sobrevida então assim não adianta simplesmente a gente se preocupar com a quimioterapia no sentido de tentar matar todas as células tumorais que essa que essa preocupação é sim é própria ela é verdadeira a gente tem que se preocupar com isso mas tanto quanto nós temos que nos preocupar com alimentação e adequado que equilíbrio dessa alimentação e absorção no pós-operatório porque senão a quimioterapia ela não vai funcionar direito ou paciente ele não vai suportar bem a quimioterapia não vai conseguir fazer todos os ciclos que ele precisa fazer de quimioterapia e acaba então tornando o tratamento quimioterápico literalmente ineficaz no pós-operatório Então esse contexto de cuidados pós-crimectomia é importantíssimo [Música] porque às vezes as pessoas eu vejo quando chegam no consultório enfim que a grande que o alinhamento da alimentação seja em função de curar o câncer assim bom então a partir de agora eu não como mais isso não como mais Retiro coisas da minha alimentação e isso vai fazer com que eu também consiga fazer com através da alimentação que eu tenho a cura do meu câncer o que às vezes a gente tem que explicar e eu falo muito isso é que assim a dieta ela é uma terapia associada todas as outras terapias para esse tratamento por exemplo dieta ela vai fortalecer Como Tu disseste bem a quimioterapia o procedimento a condução até emocional mas assim não é não é retirando alimentos ou que as pessoas trazem muito a Então a partir de agora não como mais glúten Não como mais leite ou não porque aí assim eu sei que o câncer que eu vou curar o meu câncer não é importante a gente dizer que a gente isso não existe ainda Existe muitos estudos mas nada ainda que tenha comprovado cientificamente que o glúten é inflamatório que se tirar o glúten da dieta a gente consegue curar o câncer isso não tem seria ótimo se a gente soubesse que só através da alimentação se consegue se conseguir segurar um câncer mas a gente sabe que isso aí não não é uma realidade então a gente assim o que as pessoas têm que entender que é a importância da alimentação é para fortalecer o tratamento e para que a pessoa se sinta para que ela tenha uma condição nutricional porque a condição nutricional ela é muito importante para enfrentamento da doença e do tratamento assim como o acompanhamento do fisioterapeuta para reforço muscular enfim de um acompanhamento emocional todo esse conjunto ele faz parte mas assim que as pessoas porque eu vejo que as pessoas depositam muito a expectativa de que a dieta vai fazer vai fazer a cura da doença e ela não tem esse objetivo ela tem um objetivo de amparar o tratamento de dar um suporte adequado para o tratamento importante a gente Trazer isso gente olha só a gente tem duas perguntas aqui eu vou perguntar do Doutor Fábio a Dona Miriam Ela está aqui acompanhando a gente e ela está dizendo Ela descobriu um cisto em 2007 depois em 2008 ela foi a São Paulo ela fez uma aspiração O médico não quis operar esqueci cirurgia é complexa aí quando ela fez a última Cola ressonância estava com 4,8 aí o médico pediu uma outra aspiração e eu estou entendendo aqui Dona Miriam que a senhora de Salvador aí muito obrigado aí por estar prestigiando a gente nessa Fábio contigo nós temos inclusive uma live própria sobre cistos de pâncreas eu aconselho a dona Mirna ela assistia a nossa Live sobre cisto de pâncreas porque foge um pouquinho do escopo de que nós estamos falando de hoje à noite que é os cuidados pós já operação mas Dona Miriam assim cistos de pâncreas eles têm critérios bem definidos nos dias de hoje então assim os cistos Normalmente eles eles vão quando quando indicado a cirurgia eles vão ter formação de um nódulo no seu interior eles vão ter crescimento em seus tamanhos eles vão ter características Claras de ser um cisto periférico que a gente chama de duplo secundário ou ser um cisto de duplo principal do pâncreas ou muitas vezes ele se multiloculado E essas características desse cisto frente a tomografia ou frente a ressonância vão fazer que a gente tenha mais ou menos agressividade sobre esses cistos quando a gente desconfia que esse cisto pode ser uma lesão pré-maligna a gente passa a indicar então uma Eco endoscopia com punção desse cisto para melhor resolução E aí nós vamos ter cistos claramente com indicação cirúrgica na sua grande maioria das vezes como por exemplo um cisto adenoma mustinoso e que ele tenha um tamanho de três quatro centímetros ou ainda mais mesmo assim algumas vezes pode não ter indicação cirúrgica Então eu preciso ver muito a imagem desse paciente dessa lesão Eu preciso ver as características dessa lesão E tem também os chamados ipmm que a gente falou agora pouco que são pancreática essa esses IPM eles têm critérios extremamente caros nos dias de hoje para a indicação de dia eu aconselharia a senhora justamente discutir as indicações cirúrgicas com o seu cirurgião e por fim nós vamos ter os chamados cistos serosos do pâncreas que esses a princípio não tem indicação cirúrgica salvo raras exceções mas não teriam indicação cirúrgica O cistos serosos do pâncreas então assim há uma há uma um leque bem amplo de vários tipos de cistos do pâncreas a gente tem que conseguir caracterizar especificamente cada um deles nós temos uma live específica disso aconselho a senhora escutar a nossa Live sobre sobre tratamento do cisto do pâncreas Inclusive a gente vai deixar o link dessas lives para que vocês possam assistir Fábio e tem mais uma perguntinha E aí a gente já volta para o assunto dessa Live hoje gente mas assim o Valério ele é do Rio de Janeiro obrigado por estar acompanhando a gente aqui ele tem um cisto intraductal mustinoso de 1,1 cm que não teve alteração em seis meses mas ele perdeu um irmão a um ano atrás com câncer de pâncreas e ele quer operar Então seria a retirada Total ou parcial é a pergunta dele perfeito bem ele tem um sítio onde já definiu um sistinta doctal multinoso isso é um IPM a princípio pela pela descrição dele terei que ver as imagens também mas eu imagino que sejam uma um IBM de duplo principal do pâncreas Então os item menos de ducto principal do pâncreas com um centímetro ou mais e no caso ele teria 1,1 cm tem a princípio indicação cirúrgica mas cuidado Por que que eu digo tem indicação a princípio porque depende muito de posição da onde está se existe algum comprometimento da glândula pancreática ao seu redor como por exemplo essa neoplasia tem invadindo vasos como ver a porta veio esplênica ou artéria hepática ou artéria mesentérica então o cirurgião que vai fazer isso deve avaliar isto com cuidado por quê Porque quando a gente é factível antes de seguir no assunto ele é fatível a retirada sim é factível hoje em dia a invasão de um martelo mandou uma veia não contra indica a cirurgia de maneira nenhuma a gente reconstrói essa veia ou reconstrói essa artéria com a própria veia ou utilizam enxerto inclusive uma prótese então o problema não é a reconstrução O problema é a magnitude da cirurgia que vai ser feita porque porque lembra quando a gente fala sobre o IPM nós somos falando a princípio de uma doença benigna benigna com potencial alto de malignidade então no caso que aparentemente eu não estou vendo as imagens principal com 1,1 cm ele é princípio teria indicação cirúrgica bem se tirar todo o pâncreas ou parcialmente vai depender do tamanho desse cisto Aonde esse cisto está e quanto ele compromete do restante do pâncreas então é uma avaliação muito mais técnica que eu preciso fazer baseado em imagens ou no caso o cirurgião que vai avaliar precisa ver as imagens não é uma indicação assim tão simples tipo mais um são dois Obrigada Fábio e agora então a gente segue aqui falando um pouquinho mais de alimentação pré e posse cirurgia de pâncreas Ariane falou um pouquinho sobre os cuidados na alimentação do diabetes do paciente que sofreu a pancreatectomia ela falou um pouquinho também sobre o uso de probióticos e simbióticos no pré e pós-operatório e dessa dieta imunomoduladora pré-operatório ou pós-operatório eu queria que tu falasse um pouquinho mais sobre isso Ariane se é no pré é no pós Por quanto tempo quanto que começa essa dieta pode falar para a gente Ai desculpa o que que é o ideal hoje em dia que que a gente o que que preconizam as diretrizes que o ideal é que o paciente tenha uma avaliação Inicial pré-operatória porque o que que acontece se o paciente se ele chegar por exemplo em uma cirurgia e ele não tiver uma condição nutricional adequada a gente sabe que ele vai ter um pós-operatório uma recuperação pós-operatório é um pouco mais difícil com algumas complicações maiores então o que que se orienta hoje que esse paciente seja acompanhado pré-operatório seja feito uma avaliação por toda equipe enfim ou pelo médico encaminhado por um nutricionista ou por um profissional que que seja capacitado da área e que consiga fazer com que esse paciente tenha um suporte nutricional Inicial isso não período de o ideal seria de 15 dias que antecedem o procedimento cirúrgico Ou pelo menos sete dias antes do procedimento cirúrgico porque a gente consiga ofertar uma barata um um esquema de suplementos imunomoduladores que conseguem melhorar a condição desse paciente para que ele vá melhor para uma cirurgia para que a recuperação dele seja mais adequada então assim o ideal é que seja feito pré-operatório entre 15 ou 7 dias no mínimo de 7 dias que esse paciente tenha esse suporte pré-operatório e que depois no pós-operatório essa mesma esse mesmo cuidado eles seja mantido pelo menos sete dias após esse esse procedimento que ele foi ao qual ele foi submetido por quê Porque a gente garante que ele e os estudos todos desse acompanhamento ele já tem vários inclusive diretrizes já que orientam esses pacientes essas cirurgias que hoje já nem são mais só para as grandes cirurgias Mas até para cirurgias menores de Se orienta fazer esse protocolo de acompanhamento pré-operatório E pós-operatório então assim é para que a gente evite as infecções no pós escritório a condição nutricional mais complicada um paciente que tenha seja mais desnutrido e tem uma dificuldade maior de recuperar sua condição nutricional ou mesmo Clínica no pós-operatório então assim se a gente pegar tem uma gama de indicações que esse paciente precisa O ideal seria que esse acompanhamento fosse feito nesse período assim que que antecede a cirurgia e que acompanham no pós-operatório claro sempre o ideal é que essa com esse todo esse acompanhamento de equipe profissional seja feita pelo menos por um longo tempo porque a gente sabe que existe um período principalmente nessas grandes cirurgias de pâncreas do odeia que envolve outros cirurgias de maior complexidade o acompanhamento sempre existe um tempo maior até porque a gente sabe que existe uma e é como Fábio falou o paciente ele vem e ajuda ele não tem problema nenhum daqui a pouco pousa operatório ele já sai com toda uma readaptação Ele é um paciente que já é diabético agora ele tem dificuldade de alguns alimentos não absorve então assim por isso que se a gente previne isso antes da cirurgia e a gente consegue manter esse suporte depois a gente garante que pelo menos a condução Clínica e a boa resposta da cirurgia ela vai vai acontecer então não sei se eu deixei claro se ficou alguma dúvida eu queria frisar só nisso aí a importância já na primeira consulta do paciente com o seu cirurgião que ele logo inicia a essa dieta imuno modulador a gente sabe como Tu colocaste o que ela ela diminui diminui significativamente as complicações e principalmente as taxas de infecção no pós-operatório mas não pré-operatório é importante a gente lembrar que entre a primeira consulta do paciente e a cirurgia normalmente vai transcorrer algum tempo de avaliação de realização de alguns exames de autorização de convênios de adequação com Hospital localização de horário bloco enfim e esse tempo normalmente vai variar aí de uma três semanas antes da cirurgia e é justamente nesse tempo que a gente não deve perder a chance de fazer uma dieta em mundo moduladora no pós-operatório da mesma maneira Às vezes o pessoal acaba aspas subestimando a importância dessa dieta no pós-operatório e é importante a gente lembrar que mesmo no pós-operatório tardio esses pacientes têm riscos de taxas de infecções entre outras complicações onde a dieta imuno modeladora tem tem um papel importantíssimo projeto eras e o projeto acerto então esses Protocolos de favorecer A cirurgia é uma melhor cirurgia para paciente ele já tem mais quase 20 anos e mesmo assim existe uma aderência ainda baixa para todos os trabalhos que já existem as comprovações assim então acho legal a gente trazer para as pessoas que se vai se submeter uma cirurgia cirurgião não falou mas bom mas eu sei que isso é importante que isso possa acontecer e pode pedir para o cirurgião óleo Eu soube disso acho que é importante escutei que isso pode ser melhor para mim discutir isso com um médico e talvez procurar outras informações porque isso com certeza a gente sabe que traz uma condição melhor assim no pós-operatório então é um direito do paciente questionar isso em relação a sua cirurgia bem pessoal e assim ó eu tenho uma pergunta que que é o paciente terá que usar sempre vitaminas no pós-operatório na justiça vai depender muito não quer dizer que isso vai depender muito de área de comprometimento e do quanto a suplementação de vitaminas ela está muito relacionada com a ingestão alimentar ao quanto a pessoa consegue se alimentar o que que a gente sempre preconiza nós como nutricionistas que sempre seja a base da alimentação Ou seja que aquilo que o paciente vá conseguir comer seja a sua principal fonte seja a alimentação de verdade assim que a comida do prato ali o arroz e feijão a carne o seu café da manhã à tarde janta essas coisas é onde a gente preconiza claro vai existir algum momento que a gente pode avaliar a necessidade de ter alguma suplementação Mas isso não é tão simples para a gente conseguir saber de fato é necessário uma suplementação de alguma vitamina por exemplo não de suplementos que a gente tem a gente tem nichos diferentes nós temos ali a gente precisa às vezes aumentar a oferta de proteína que é muito baixa até porque a digestão Está mais lenta até porque é mais difícil tolerar alguns alimentos então talvez a gente precisa sim de uma suplementação de proteína de forma em pó ou líquida alguma maneira que a gente vai achar de acordo com que seja que consiga ser melhor para tolerância do paciente a gente vai usar mas quando a gente fala de micronutrientes que são lá cálcio vitamina D ferro isso tudo vai depender muito para a gente ter essa certeza a gente teria que Teoricamente testar esse paciente ter uma avaliação Laboratorial para a gente saber se de fato existe uma deficiência para que isso seja suplementado E nesse caso Sim a gente vai avaliar a condição de suplementação agora a gente ofertar uma suplementação de vitamina sem ter a certeza ou porque a gente imagina que possa acontecer Às vezes a gente corre o risco de dar uma hiper dá uma vitamina que às vezes pode até ser tóxico tóxica como por exemplo vitamina C A gente sabe que se a gente tem ofertar grandes quantidades de vitamina C e as pessoas tomam Muita vitamina C A gente acaba tendo risco de uma toxicidade mais tarde pelo uso excessivo então assim essa questão das vitaminas elas são muito delicadas Elas têm que ser avaliada individualmente assim e com um profissional porque a gente sabe que tem tem vitaminas a vender em todos os lugares assim Depois da covid então isso ampliou demais assim as vitaminas disponíveis para todas as pessoas Então tem que ser avaliada caso a caso assim não é algo que a gente possa chegar na farmácia e dizer olha eu fiz uma cirurgia e tal e eu vou repor vitamina sei lá BC Não não é assim que funciona a gente precisa de um acompanhamento de alguém que saiba realmente essa necessidade um resumo interessante até para orientar as pessoas que estão nos ouvindo que eventualmente foram pâncreatectomizadas é lembrar assim vamos imaginar uma coisa nós estamos falando de uma cirurgia em que eu tirei apenas a calda do pâncreas um pequeno segmento do pâncreas da cauda que vai ter uma repercussão endócrina exócrina pequena nesse paciente comparando com a do outro lado em que eu vou tirar a cabeça do pâncreas todo do dedo todo jejum então além de um comprometimento endócrino exócrino eu diminui a área de absorção desse paciente e além disso eu perco também a área de absorção quando eu remoto esse intestino devolvendo o trânsito intestinal para esse paciente então assim é como Ariane colocou o leque de cirurgias é muito grande diversidade de indicações essas vitaminas extremamente Ampla e na pancatectomia a gente tem que a em especial a pessoa o especialista da área tem que avaliar caso a caso sempre tentando se respaldar por algum documento o documento seria exames laboratoriais então é um paciente que vai necessitar de um acompanhamento bem próximo muito e muito muito frequente dos seus exames laboratoriais e também de suas vitaminas ótimo eu estou respondendo aqui que as pessoas estão ainda mandando muitas perguntas algumas coisas pedindo os contatos Inclusive a gente está passando Fábio eu queria te fazer uma pergunta que a gente recebeu aqui porque que ocorre a diarreia pós cirurgia do pâncreas dura muito tempo como que pode corrigir ou melhorar isso que é uma preocupação das pessoas também perfeito a diarreia após cirurgia pancreática ela tem várias causas bem tudo inicialmente a primeira o primeiro item que a gente tem que levar em consideração é que tipo de cirurgia foi feita então se eu não mexi no intestino Eu apenas mexi na glândula pancreática como por exemplo uma pâncreatectomia corporal uma pâncreatomia de Stallone onde eu só saio quando a cauda do pâncreas eu vou ter essa diarreia por insuficiência exócrina do pâncreas então fica mais fácil de controlar porque porque eu vou estar suplementando esse paciente com a enzima pancreática através da via oral então eu vou acrescentando a enzima até tornar alimentação desse paciente suficiente com aquela quantidade de enzima que o paciente está tomando e normalmente a diarreia se encerra eu estou falando uma de uma maneira muito generalista porque lembrar que junto da cirurgia do pâncreas esse paciente toma antibióticos extremamente potentes ele ele recebe uma agressão muito grande sobre o abdômen e tudo isso aí pode gerar quadros de disbiose grave ou seja de alterações e fora intestinal que também poderiam ser fatores de diarreia mas eu diria assim a principal o principal motivo seria esse nas pancactomias digitais ou seja insuficiências do pâncreas mapsulas são de gordura bem quando nós fazemos a cirurgia do outro lado do pâncreas ou seja da cabeça do pâncreas a gente retira a cabeça do pâncreas o duodeno parte do estômago parte do intestino aí é coisa muda porque porque junto com essa retirada vários nervos que controlam a nossa inovação simpática e parassimpática que controla motilidade no nosso tubo digestivo são retirados juntos para que a gente possa ter uma recepção Com intenção curativa Ou seja que a gente possa tirar todo o tumor sem deixar ou Minimizar as chances de deixar tumor naquele local então frequentemente esses nervos são removidos junto com a peça cirúrgica bem então Além da questão exócrina da falta de secreção pancreática Nós também vamos ter um descontrole neuronal desse intestino normalmente essa diarreia vai durar cerca de 8 a 12 semanas no pós-operatório E aí ela começa a diminuir Neste período de pós-operatório em que a gente tem uma de diarreia por insuficiência pancreática e por distúrbio neuronal nós vamos estar manejando junto com o grupo de nutricionistas a alimentação no sentido de minimizar a quantidade de gordura maximizar a quantidade de enzima pancreática para esse paciente ofertar para esse doente medicações que diminuam a contração intestinal tornando essa contração mais lenta do intestino alguma alguns alimentos que tem uma um maior favorecimento de absorção de pela pela pelo nosso tubo pelo nosso intestino diminuir por exemplo café refrigerantes chás nós temos que ver observar que muitas desses pacientes têm intolerância à lactose Então a gente tem que evitar em alguns pacientes do leite porque o leite vai fermentar mais e vai propiciar mais diarreia nesse pacientes então assim é uma série de cuidados que que esses pacientes vão ter quando é removido também os nervos que controlam o intestino normalmente após 6 a 8 meses a gente consegue chegar em uma o número de evacuações dia satisfatório eu digo de duas a quatro evacuações dia e com uma com uma uma consistência de fezes mais adequadas mais confortável para o paciente mas isso é uma coisa no pós-operatório que pode causar bastante desconforto para os pacientes e principalmente como Ariane colocou antes acaba fazendo com que o paciente perca e vários nutrientes em especial proteínas que acabam piorando ainda mais a chamada sarcopenia pós-operatória ou a perda muscular que esses pacientes têm no pós-operatório acho que é isso Realmente nesse momento quando existe a presença da diarreia a gente controla esses alimentos que são mais podem ser podem sobrecarregar mais o intestino à lactose entra nessa condição às vezes a gente sabe que ela tosa em algum momento ela fermenta e ela estimula mais o ela ela faz com que o trânsito intestinal funcione de uma maneira mais rápida assim como as gorduras assim como alimentos alguns tipos de fibras outras fibras Já ajudam o processo de diarreia a gente consegue ter um auxílio de alguns tipos de fibras outras a gente precisa restringir então só para salientar que é isso nessas situações Sim a gente vai sugerir que alguns alimentos sejam controlados e evitados mais em situações específicas assim só para trazer isso que eu achei importante a colocação da diarreia gente a Live passa tão rápido assim ó e aí o pessoal me mandando pergunta e a Live está chegando ao final então a gente sempre brinca com gostinho de quero mais é impressionante mas a gente já fez live com Ariane a gente vai fazer mais Fábio porque é um assunto muito a dizer mas eu vou fazer assim ó rapidamente assim um bate-bola ali com Ariane como fortalecer o pâncreas Olha como não tem gordura é mito é mito não tem como fortalecer o pâncreas a gente tem como se fortalecer nutricionalmente mas o pâncreas ótimo como tratar o pâncreas naturalmente mito ou verdade é mito Esse é lindo também e como estimular o pâncreas a produzir mais insulina mito ou verdade mito e como são os alimentos que ajudam o pâncreas a produzir insulina Pois é isso entra no que nós falamos antes também na questão de acreditar que os alimentos pudessem favorecer isso fazer isso naturalmente mas isso tem várias questões fisiológicas que o alimento sozinho não consegue fazer então é outro mito é outro mito e o que é bom para desinflamar o pâncreas mito ou verdade dito também e a última que tipo de chá é bom para o pâncreas não temos esse chá aí vai ficar triste enriqueceu em a nossa Live porque são questões do dia a dia que as pessoas querem acreditar em uma coisa que vai resolver um problema que quem vai resolver é o médico o cirurgião a equipe multidisciplinar com uma nutricionista especialista então assim foi super enriquecedora esclarecedora essa Live eu agradeço e as pessoas que participaram a Dona Miriam o Valério tanta gente que mandou as perguntas para gente e gostaria de deixar em um tempinho para Ariane e o Fábio se despedirem até a próxima Live eu agradeço agradeço o convite do Fábio um assunto muito importante que a gente acompanha e tem o acompanhado muito E que faz a gente sabe o quanto é difícil às vezes para as pessoas se readatarem com essa com toda essa mudança mas acho que é bom esses momentos para a gente poder esclarecer algumas coisas e a gente fica à disposição Qualquer coisa que precisar pode passar os meus contatos que a gente ajuda certamente foi uma uma acho que uma uma Live para ajudar muitos pacientes que esses pacientes ficam tão angustiados tanto no pré quanto no pós-operatório no início é para retirada do tumor e depois é Para justamente se adaptar uma nova vida que esses pacientes têm uma vida diferente em termos alimentares de controles de diabetes que eles não tinham antes de vitaminas de fibras de saber conhecer o que o que é proteína O que é gordura O que é fibra solúvel não solúvel E aí o papel da equipe multidisciplinar com endocrinologista com a nutricionista que vai estar justamente orientando esses pacientes é o grande Porto Seguro desses doentes então assim eu acho que isso aqui nos motiva mais lives desse tipo sobretudo para as grandes cirurgias porque nós estamos falando apenas de uma delas que é um grupo delas que é a pancreatectomia mas certamente nós temos lives aí que a gente poderia fazer para cirurgias até mais simples como exemplo após retirada de vesícula após retirada de estômago que são cirurgias muito menos complexas mas também que tem um todo um cuidado pós-operatório após com nutrição com o quadro nutricional Que tipo de alimentação esses pacientes devem ter obrigado pela presença da Ariane hoje à noite pela pela orientação na nossa Live aí Cláudia e espero que a gente possa se encontrar em uma Live para em breve aí nos próximos dias pessoal muito obrigada a gente deixou ali alguns contatos e fica o convite para vocês assistirem outras lives do CAD no canal do CAD do YouTube A gente já fez várias lives e vamos fazer muito mais boa noite muito obrigada boa noite grande abraço
Consulta com o Dr. Fábio
Uma consulta permite relacionar as informações do vídeo aos seus sintomas, exames e histórico de saúde.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634