Uma lesão na vesícula pode ser câncer? Muitas alterações são benignas, mas os exames e o contexto clínico precisam ser avaliados.
O câncer de vesícula pode não causar sintomas no início. Pólipos, cálculos e outros achados são avaliados conforme suas características, o histórico clínico e os exames. A retirada preventiva da vesícula só deve ser considerada quando houver indicação definida após avaliação.
Em um relance
Pedra junto
7 a 9 em 10
Em geral, o câncer aparece em uma vesícula com pedra. Mas pouca gente com pedra terá câncer.
A indicação depende do seu caso específico.
Antes de decidir
Ecografia
A ecografia costuma ser um dos primeiros exames e pode mostrar a parede da vesícula, pólipos e cálculos.
“Todo paciente que tem […] a suspeita de um câncer do canal biliar, ele obrigatoriamente tem que passar por um processo de investigação bem apurada deste canal biliar. […] Os principais exames que a gente vai fazer são em especial a ecografia, a ressonância magnética dos canais biliares.”
Ressonância
Pode complementar a investigação e avaliar estruturas próximas.
“Todo paciente que tem […] a suspeita de um câncer do canal biliar, ele obrigatoriamente tem que passar por um processo de investigação bem apurada deste canal biliar. […] Os principais exames que a gente vai fazer são em especial a ecografia, a ressonância magnética dos canais biliares.”
Tomografia
Pode complementar a investigação e avaliar estruturas próximas.
Endoscopia e biópsia
Se houver suspeita de alteração no canal da bile, a equipe pode considerar exames endoscópicos e coleta de material.
“Mesmo com ressonâncias de alta resolução que nós temos hoje, muitas vezes a gente tem que […] se utilizar de outros exames, como por exemplo a colangiopancreatografia endoscópica retrógrada, também conhecida como CPRE. […] Posso fazer biópsias através desse canal.”
Exames de sangue
Ajudam a analisar o fígado e outros marcadores.
Cirurgia e oncologia
O plano é definido a partir dos resultados.
O câncer de vesícula
Não. A maioria é benigna. Tamanho, crescimento e outros fatores clínicos ajudam o médico a decidir se é necessário acompanhar ou operar.
“Pólipos na vesícula são achados comuns em exames de imagem. A maioria é benigna, mas alguns podem crescer, mudar de comportamento e aumentar o risco de transformação tumoral.”
A maioria das pessoas com cálculos não desenvolverá câncer. A relação entre cálculos e risco depende de fatores que devem ser avaliados clinicamente.
“Inclusive, pedras com mais de 2,5 cm aumentam o risco de câncer de vesícula.”
A decisão depende das características da lesão, dos exames e do histórico de saúde. Não há uma indicação única para todos os casos.
“Ou suspeita que outras doenças estejam se desenvolvendo junto da vesícula, como por exemplo um câncer, um tumor, ou tem um histórico de câncer na família, esse paciente deve ter a sua vesícula retirada.”
O laudo e o estágio orientam os próximos passos. Em algumas situações, pode ser considerada outra cirurgia para retirar tecido do fígado próximo e gânglios da região.
A extensão depende do estágio. Em alguns casos, retirar a vesícula pode ser suficiente; em outros, pode ser necessário remover também parte do fígado e gânglios próximos.
Depende do estágio e dos resultados da cirurgia. A decisão é discutida com a oncologia.
A indicação depende do seu caso específico.
Depois da cirurgia
No hospital
O tempo de internação depende da extensão da cirurgia e da evolução clínica.
Com o resultado da análise
A análise do tecido retirado ajuda a definir se será necessário tratamento complementar.
No acompanhamento
Consultas e exames são planejados conforme o caso.
Quando a cirurgia entra
Nem todo caso é cirúrgico. A indicação depende do seu caso específico.
No Instagram
Consulta com o Dr. Fábio
Encontrou um pólipo ou outra lesão na vesícula? Agende uma avaliação para conversar sobre os exames e entender se é indicado acompanhar ou tratar.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634