Carcinomatose peritoneal
O câncer se espalhou pelo abdômen. Ainda há opções de tratamento? Em alguns casos, sim. A possibilidade depende do tumor de origem, da extensão da doença e da avaliação clínica.
O peritônio é a membrana que reveste a cavidade abdominal e recobre alguns órgãos. Tumores do intestino, apêndice, estômago, ovário e outras origens podem atingir essa membrana. Para pacientes selecionados, o plano pode incluir cirurgia citorredutora e, em situações específicas, quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC).
Antes de decidir
De onde veio o tumor
O tipo e a origem do tumor ajudam a definir as opções de tratamento.
Tomografia
Os exames de imagem avaliam a doença no peritônio e em outros locais.
Quanto do peritônio foi tomado
A extensão da doença no peritônio integra a avaliação da possibilidade de cirurgia.
Condição clínica
As condições clínicas são consideradas antes de discutir uma cirurgia de alta complexidade.
“Não é uma opção para todos os pacientes. É um tratamento de alta complexidade que exige indicação muito criteriosa, equipe experiente e planejamento cuidadoso de cada caso.”
Resposta à quimioterapia
A resposta aos tratamentos já realizados ajuda a discutir os próximos passos.
Decisão em equipe
O conjunto dos resultados ajuda a discutir se a cirurgia pode fazer parte do plano.
O tratamento
Não é possível responder sem avaliar a origem e a extensão da doença. Algumas pessoas podem ter opções de tratamento, mas a cirurgia é adequada apenas para pacientes selecionados.
“Quando o câncer se espalha pelo abdômen, muita gente ouve que não há mais o que fazer, mas existem opções que a maioria dos pacientes não conhece.”
A cirurgia citorredutora procura remover a doença visível na cavidade abdominal. Em casos selecionados, pode ser seguida pela circulação de quimioterapia aquecida dentro do abdômen.
“Primeiro, a cirurgia busca retirar toda a doença visível dentro do abdômen. Depois disso, a quimioterapia aquecida circula dentro da cavidade abdominal para agir sobre células tumorais que ainda possam estar presentes e que não são visíveis ao olho.”
Não. É uma abordagem complexa e exige avaliação criteriosa, planejamento e experiência específica.
“Não é uma opção para todos os pacientes. É um tratamento de alta complexidade que exige indicação muito criteriosa, equipe experiente e planejamento cuidadoso de cada caso.”
Essa abordagem pode ser considerada em tumores do apêndice, intestino grosso, ovário e mesotelioma peritoneal. A possibilidade depende do tipo de tumor e da extensão da doença.
“Em alguns casos selecionados, uma das possibilidades é a combinação entre cirurgia citoredutora e HIPEC, sigla em inglês para quimioterapia intraperitoneal hipertérmica.”
É preciso analisar os exames, o histórico dos tratamentos e as condições clínicas em uma avaliação especializada.
“Saber que esse tratamento existe é importante. Mais importante ainda é saber se ele faz sentido para o seu caso. E isso só uma avaliação especializada consegue responder.”
A indicação depende do seu caso específico.
Temas ligados
Nem todo caso é cirúrgico. A indicação depende do seu caso específico.
Consulta com o Dr. Fábio
Recebeu diagnóstico de doença no peritônio? Agende uma avaliação especializada para discutir os exames, o tratamento já realizado e as opções possíveis.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634