Câncer de cólon ou de intestino grosso
Recebeu diagnóstico de câncer no cólon ou no reto? O primeiro passo é entender a localização e a extensão da doença para discutir o tratamento.
O câncer colorretal se desenvolve no cólon ou no reto e, muitas vezes, começa em um pólipo. Alguns pólipos podem ser removidos durante a colonoscopia. Quando o tumor atravessa a camada interna do intestino, a cirurgia pode fazer parte do tratamento; em determinadas situações, também se considera quimioterapia ou radioterapia.
Em um relance
Primeira colonoscopia
45 anos
Em geral; antes, quando há câncer colorretal na família.
O Dr. Fábio explica no vídeoDo pólipo ao câncer
5 a 6 anos
Pelo menos, em geral: é o tempo de achar e tirar o pólipo antes.
O Dr. Fábio explica no vídeoCirurgia do cólon
1h30
Em geral; mais longa quando outros órgãos estão envolvidos.
O Dr. Fábio explica no vídeoExames mais frequentes
5 anos
Em geral, depois do tratamento. O acompanhamento segue depois disso.
O Dr. Fábio explica no vídeoA indicação depende do seu caso específico.
Antes de decidir
Colonoscopia e biópsia
A colonoscopia examina o intestino grosso e permite colher material para biópsia.
“Uma vez a gente estando em um programa de prevenção ou eu tendo desconfiança de algum sintoma que possa me traduzir em um câncer colorretal, o grande exame é a colonoscopia. […] Nessa hora, se eventualmente for encontrado algum pólipo nesse intestino, ele já é retirado ou é biopsiado, caso seja necessário.”
Até onde o tumor foi
O estágio e a localização do tumor ajudam a discutir a sequência do tratamento.
“O tratamento nas fases iniciais sempre vai ser menos agressivo […]: com muita frequência a gente pode resolver isso através de endoscopias, através das chamadas mucosectomias, quando o câncer está restrito à mucosa do intestino grosso. […] E para as lesões que são mais avançadas, ou seja, que invadem já uma parte da parede do nosso intestino, aí a cirurgia é o grande instrumento de tratamento.”
Tomografia
Ajuda a avaliar a extensão da doença e possíveis áreas de disseminação, incluindo fígado e pulmões.
Exames de sangue
A equipe considera os exames de sangue junto com os demais resultados.
Quimio antes ou depois?
O estágio e a localização podem influenciar a indicação de tratamentos antes ou depois da cirurgia.
“Dependendo do estadiamento desse tumor, nós vamos fazer quimioterapia ou radioterapia antes ou depois da cirurgia. Aí vai depender muito do estadiamento e da posição em que o câncer foi encontrado.”
Cirurgia, oncologia e nutrição
Quando indicado, cirurgia, oncologia e nutrição participam do planejamento.
A doença
No início, o câncer colorretal pode não causar sintomas. Sangue nas fezes, mudança persistente do hábito intestinal ou fezes mais finas são motivos para avaliação.
“Nas fases iniciais, a vasta maioria dos cânceres de cólon são assintomáticos. […] Mas quando eles começam a dar sintomas, o sintoma mais característico é o sangramento, a presença de sangue nas fezes.”
Não necessariamente. Hemorroidas e fissuras são causas frequentes, mas o sangramento deve ser investigado.
“A maior parte das pessoas que têm sangue nas fezes não tem câncer de intestino, mas o sangue nas fezes sempre tem que servir de alerta. […] Então, não se assustem pelo fato de ter algum sangramento junto às fezes, mas investiguem sempre.”
Não. Alguns tumores restritos à mucosa podem ser removidos por colonoscopia. Quando o tumor invade a parede intestinal, pode ser indicada cirurgia para retirar o segmento afetado e os gânglios próximos.
“O tratamento nas fases iniciais sempre vai ser menos agressivo […]: com muita frequência a gente pode resolver isso através de endoscopias, através das chamadas mucosectomias, quando o câncer está restrito à mucosa do intestino grosso. […] E para as lesões que são mais avançadas, ou seja, que invadem já uma parte da parede do nosso intestino, aí a cirurgia é o grande instrumento de tratamento.”
Sim. A localização e o estágio são considerados no planejamento e podem influenciar a indicação de tratamentos antes ou depois da cirurgia.
“Os tumores do lado direito são tumores que costumam ser mais agressivos que os tumores do lado esquerdo, e impactam também no tipo de quimioterapia que esse paciente vai fazer no pós-operatório.”
Sim. Após a retirada de um segmento, o restante do intestino pode se adaptar. A frequência e a consistência das evacuações podem mudar, especialmente no início.
“Para aqueles pacientes que perdem o intestino grosso na sua totalidade ou parcialmente, o resto do intestino facilmente se adapta. […] Eventualmente podem passar por períodos de fezes mais pastosas ou até diarreicas, que ao longo dos meses de pós-operatório isso vai cedendo.”
O seguimento após câncer colorretal ou pólipo pré-canceroso deve seguir a orientação médica. O médico define quais exames são necessários e quando realizá-los.
“Quando a gente fala que o paciente tem um câncer de cólon ou que o paciente tem um pólipo pré-canceroso, desde o esôfago, o estômago, enfim, todo o tubo digestivo tem que ser colocado sob vigilância.”
A indicação depende do seu caso específico.
Depois da cirurgia
No hospital
A alta é definida pela equipe conforme a evolução.
Depois da cirurgia
Algumas pessoas evacuam mais vezes ou têm fezes mais pastosas; essas alterações podem melhorar com o tempo e, quando necessário, receber tratamento.
“Para aqueles pacientes que perdem o intestino grosso na sua totalidade ou parcialmente, o resto do intestino facilmente se adapta. […] Eventualmente podem passar por períodos de fezes mais pastosas ou até diarreicas, que ao longo dos meses de pós-operatório isso vai cedendo.”
Retorno ao trabalho
Depende da cirurgia, da recuperação e do tipo de atividade.
“Vai depender muito do tipo de profissão que o paciente tiver, do tipo de cirurgia que ele fez, se foi por vídeo, se foi com robô.”
No acompanhamento
Consultas e exames são mantidos pelo período recomendado pela equipe.
“O acompanhamento tem que ser constante e eterno para esses pacientes. […] Nos primeiros 5 anos a gente intensifica esses exames.”
“É uma alimentação normal, que o paciente vai ter o hábito, sempre comeu. […] Bastante proteica, para ajudar na recuperação desse paciente […], mas principalmente às custas de muita fibra.”
Temas ligados
Nem todo caso é cirúrgico. A indicação depende do seu caso específico.
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Consulta com o Dr. Fábio
Recebeu diagnóstico de câncer colorretal ou precisa discutir seus exames? Agende uma avaliação para conversar sobre o estágio da doença e as opções de tratamento.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634