Hepatocarcinoma
Tenho cirrose e apareceu um nódulo no fígado. O que acontece agora? A avaliação considera as características do nódulo e a função do fígado.
O hepatocarcinoma é um câncer que se origina nas células do fígado. É mais frequente em pessoas com doença hepática crônica, como cirrose ou hepatites virais. O plano depende do número e do tamanho dos nódulos, da função do fígado e das condições clínicas.
Em um relance
Fígado já doente
8 em 10
Em geral, o hepatocarcinoma surge em um fígado com cirrose.
O Dr. Fábio explica no vídeoAcompanhamento
6 meses
Intervalo habitual do ultrassom em quem tem cirrose, em geral.
Veja no InstagramTransplante
até 5 cm
Um nódulo, ou até 3 de no máximo 3 cm: os critérios clássicos, em geral.
A indicação depende do seu caso específico.
Antes de decidir
Ressonância ou tomografia
Podem caracterizar o nódulo e, em algumas situações, confirmar o diagnóstico sem biópsia.
Exames de sangue
Ajudam a avaliar a função do fígado e podem incluir alfafetoproteína.
A reserva do fígado
A equipe considera se é possível retirar uma parte do fígado preservando função suficiente.
Tamanho e número de nódulos
O número e o tamanho dos nódulos integram o planejamento.
Reunião da equipe
O plano pode ser discutido com profissionais de cirurgia, hepatologia, oncologia e radiologia.
“Esses tumores de pâncreas, fígado, metástases ou câncer do intestino, a decisão de cirurgia ou quimioterapia, o que começa primeiro, sempre deve ser tomada em conjunto. […] Deve ser discutido em um conjunto de especialistas da área.”
As dúvidas mais comuns
Cirrose e hepatites B ou C estão entre os fatores relacionados. Doença hepática gordurosa que evolui com inflamação, fibrose e cirrose também merece acompanhamento médico.
“A esteato-hepatite, ou seja, aquela gordura no fígado que evolui com fibrose e vai gerar a cirrose nesses pacientes, de passagem a principal causa do transplante hoje, e muitas vezes, além da cirrose, o próprio câncer de fígado.”
Pode evoluir sem sintomas evidentes. Pessoas com doença hepática devem seguir o acompanhamento e os exames recomendados pelo médico.
“O carcinoma hepatocelular é o tipo primário mais comum, e um dos grandes desafios dessa doença é justamente sua evolução silenciosa: na fase inicial, raramente apresenta sintomas evidentes.”
Conforme o caso, podem ser avaliadas a retirada de parte do fígado, o transplante, a ablação, a quimioembolização ou medicamentos.
Em geral, quando o tumor está localizado e a parte do fígado que permanecer tem função adequada. A decisão depende dos exames e da avaliação clínica.
“A segunda grande indicação são as lesões malignas, e que vão incluir os tumores primários do fígado. O grande exemplo é o hepatocarcinoma ou o colangiocarcinoma.”
Para algumas pessoas com cirrose e tumores dentro de critérios específicos, o transplante pode tratar o tumor e o fígado doente.
A possibilidade de operar é avaliada conforme o tipo e a extensão da doença. A ideia de que qualquer manipulação do tumor necessariamente o faz piorar não deve substituir a avaliação das opções disponíveis.
“Ou a frase aquela: "Ah, se mexer no câncer piora". Não é fato isso mais nos dias de hoje.”
A indicação depende do seu caso específico.
Depois da cirurgia
No hospital
A alta depende da evolução clínica e da função do fígado.
Em casa
A retomada das atividades é gradual e a equipe orienta sobre alimentação e medicamentos.
No acompanhamento
Consultas, exames de imagem e exames de sangue acompanham o tratamento do tumor e da doença hepática.
Quando a cirurgia entra
Nem todo caso é cirúrgico. A indicação depende do seu caso específico.
No Instagram
Consulta com o Dr. Fábio
Encontrou um nódulo no fígado ou recebeu diagnóstico de câncer hepático? Agende uma avaliação para conversar sobre os exames e as opções de tratamento.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634