Duodenopancreatectomia
Como é feita a cirurgia de Whipple? O procedimento retira a cabeça do pâncreas e estruturas próximas e, em seguida, reconecta o sistema digestivo.
Também chamada duodenopancreatectomia, a cirurgia de Whipple pode ser considerada para tumores na cabeça do pâncreas e em estruturas próximas, como a parte final do canal da bile, a papila e o duodeno. É uma operação complexa, cujo planejamento deve considerar a experiência do centro e as condições de cada paciente.
Em um relance
Via
Aberta, vídeo ou robô
Definida caso a caso.
Alta
Caso a caso
Segundo a evolução de cada paciente.
Recuperação
Acompanhamento clínico
Nos meses seguintes, pode haver perda de peso e cansaço; o acompanhamento nutricional e clínico ajuda a monitorar a recuperação.
O Dr. Fábio explica no vídeoA indicação depende do seu caso específico.
A peça em 3D
Arraste para girar. Continue rolando: a peça mostra o que acontece na cirurgia.

Imagem ilustrativa · modelo 3D
Antes de decidir
Tomografia
Tomografia ajuda a avaliar o tumor e sua relação com os vasos próximos.
“A tomografia e a ressonância magnética de alta resolução hoje são os principais exames para isso. […] Isso já nos prediz antes da cirurgia se esse paciente tem ou não alguma invasão vascular.”
Ressonância
Quando indicada, a ressonância ajuda a avaliar o tumor e sua relação com os vasos próximos.
Exames de sangue
Exames de sangue entram no planejamento.
Condição clínica e nutrição
A condição clínica e o estado nutricional também entram no planejamento.
Biópsia antes da cirurgia
A necessidade de biópsia antes da cirurgia depende do caso.
“Hoje em dia é muito raro a gente ter a necessidade de indicar uma biópsia desse tumor de pâncreas antes.”
Tratamento antes da cirurgia
A possibilidade de tratamento oncológico antes da operação depende do caso.
“Em alguns casos a cirurgia vem primeiro, em outros é indicado tratar antes de operar com quimioterapia, para depois avaliar o melhor momento cirúrgico.”
Qualidade
A operação retira a cabeça do pâncreas e estruturas próximas, que podem incluir duodeno, vesícula, parte final do canal da bile e, conforme a técnica, parte do estômago. Depois, o trajeto digestivo é reconstruído com uma alça do intestino.
O planejamento deve considerar a experiência do centro em cirurgia pancreática e as condições de cada paciente.
“As cirurgias de pâncreas devem ser restritas a centros especializados e que tenham o volume cirúrgico de cirurgias de pâncreas.”
É quando a análise microscópica não identifica tumor na borda do tecido retirado. O resultado é descrito como margem negativa ou R0.
A análise dos linfonodos ajuda a determinar se a doença chegou a eles e contribui para o estadiamento e o planejamento do tratamento posterior.
Sim. A fístula pancreática é uma das complicações acompanhadas após essa operação. O risco e a evolução dependem de fatores clínicos e cirúrgicos.
“As cirurgias do pâncreas, por definição, são cirurgias extremamente complexas, com altos índices de complicações.”
O envolvimento vascular precisa ser avaliado em cada caso. Em situações selecionadas, pode-se considerar retirar e reconstruir um vaso; isso não significa que a cirurgia seja possível para todos.
“Hoje se faz a retirada dessa veia ou desta artéria e se faz a reconstrução dela.”
A indicação depende do seu caso específico.
Depois da cirurgia
Durante a recuperação
Durante a internação, a equipe acompanha a retomada gradual da alimentação e a evolução clínica.
Evolução clínica
A alta é definida conforme a recuperação.
Evolução clínica
Nos meses seguintes, pode haver perda de peso e cansaço; o acompanhamento nutricional e clínico ajuda a monitorar a recuperação.
“Ele costuma perder um pouco de peso no pós-operatório, fica um pouco abatido, mas isso normalmente é recuperável nos primeiros meses pós-operatórios, sobretudo nos primeiros 2, 3 meses.”
Acompanhamento
A necessidade de quimioterapia após a cirurgia depende do diagnóstico e do plano oncológico.
“Para o adenocarcinoma, que é o câncer de pâncreas, a quimioterapia é praticamente uma regra pós-operatória.”
“Câncer de pâncreas não se resume ao cirurgião. Vai ter que se ter junto o oncologista, a nutricionista, o educador físico […]: várias especialidades que juntas vão oferecer o melhor tratamento a esse paciente.”
“A regra geral é que é um paciente que vai ter uma vida normal, vai se alimentar de tudo, porém ele vai ter cuidados que ele vai ter que seguir sempre […], cuidando doces e evitando sempre gorduras.”
Quando ela entra
A indicação depende do seu caso específico. Nem todo caso é cirúrgico.
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Consulta com o Dr. Fábio
Recebeu indicação de cirurgia de Whipple ou quer entender seus exames? Agende uma avaliação para conversar sobre o planejamento e as opções de tratamento.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634