Tumores da ampola de Vater
A papila do duodeno é a abertura por onde a bile e as secreções do pâncreas chegam ao intestino. Tumores nessa região podem ser benignos ou malignos. A escolha do tratamento depende do tipo, tamanho, profundidade e eventual extensão para os canais biliares ou pancreáticos.
Antes de decidir
Como é feita a investigação
A avaliação pode incluir endoscopia com biópsia, ecoendoscopia, tomografia, ressonância das vias biliares e exames de sangue. Esses exames ajudam a caracterizar a lesão, avaliar sua profundidade e verificar estruturas próximas.
Perguntas frequentes
Não. Alguns são adenomas, que são lesões benignas, mas podem apresentar risco de evolução. O resultado da biópsia e a avaliação especializada orientam a conduta.
Fonte: Diretriz da ESGE sobre ressecção endoscópica de lesões da papila (Endoscopy, 2021)
Em lesões selecionadas, sem sinais de invasão ou extensão que impeçam essa abordagem, a equipe pode considerar a papilectomia endoscópica.
Fonte: Diretriz da ESGE sobre ressecção endoscópica de lesões da papila (Endoscopy, 2021)
A cirurgia pode ser indicada conforme o diagnóstico, a extensão e a possibilidade de remoção endoscópica completa. Em alguns casos, pode ser necessária uma cirurgia de Whipple.
Nem sempre. A necessidade depende do quadro clínico e do plano de tratamento.
“Quando nós vamos drenar o canal: se tiver inflamado, se tiver perda de função renal ou se esse paciente vai fazer quimioterapia. Senão, não se drena o canal. Lembrando, a drenagem do canal implica em complicações pós-operatórias, especialmente a infecção.”
Alguns tumores podem obstruir a saída da bile e causar icterícia. Também podem ocorrer anemia ou pancreatite, mas sintomas variam.
Podem ser recomendadas novas endoscopias para verificar a área tratada. O intervalo depende do resultado e da orientação especializada.
A indicação depende do seu caso específico.
Depois do tratamento
Cuidados e seguimento
Após uma cirurgia maior, a internação e a retomada da alimentação dependem da evolução. O acompanhamento pode incluir cirurgia, endoscopia, oncologia e outras especialidades conforme a necessidade.
“Você faz por endoscopia, e aí você vai através do canal da chamada papila de Vater, se introduz uma pequena sondinha nesse canal e se injeta um contraste. Além disso, eu posso fazer escovados desse canal, posso fazer biópsias através desse canal.”
“Câncer de pâncreas não se resume ao cirurgião. Vai ter que se ter junto o oncologista, a nutricionista, o educador físico […]: várias especialidades que juntas vão oferecer o melhor tratamento a esse paciente.”
“As cirurgias de pâncreas devem ser restritas a centros especializados e que tenham o volume cirúrgico de cirurgias de pâncreas.”
“As cirurgias do pâncreas, por definição, são cirurgias extremamente complexas, com altos índices de complicações.”
“Ele costuma perder um pouco de peso no pós-operatório, fica um pouco abatido, mas isso normalmente é recuperável nos primeiros meses pós-operatórios, sobretudo nos primeiros 2, 3 meses.”
“A regra geral é que é um paciente que vai ter uma vida normal, vai se alimentar de tudo, porém ele vai ter cuidados que ele vai ter que seguir sempre […], cuidando doces e evitando sempre gorduras.”
Temas ligados
Nem todo caso é cirúrgico. A indicação depende do seu caso específico.
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Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634