Vídeo · fev/2024 · 47 min
O Dr. Fábio Luiz Waechter responde, no canal do CAD RS.
O conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.
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estamos aqui para mais um conexão médica Sim esse programa começou no intuito de trazer muitas informações para as pessoas que nos assistem e o que que a gente tem feito com isso tem convidado alguns médicos para participar desse programa e hoje a gente traz um médico que já esteve aqui no Conexão médica e que volta com outro tema Hoje a gente vai conversar um pouquinho com o Dr Fábio luí vest cirurgião do Aparelho Digestivo cirurgião robótico tudo bem Fábio tudo bom Cláudia é ótimo estar aqui com vocês sobretudo para poder esclarecer cada vez mais ao nosso público sobre as diversas patologias e doenças enfim que acometem a nossa sociedade então sempre é bom est aqui também fazendo esse papel de auxílio ajuda aos pacientes muito bacana e sabe Fábio que a gente conversou bastante sobre robótica na última vez que tu teve aqui com a gente examente foi muito legal assim surgiram muitas dúvidas E o pessoal perguntando quem é o Dr Fábio a gente quer saber sobre outros temas e hoje o tema do Conexão médica é câncer de pâncreas uma doença que assusta bastante então nós tivemos inclusive algumas perguntas que foram enviadas para gente e que eu vou est te fazendo hoje aqui para gente está esclarecendo para as pessoas que nos acompanham Fábio seja muito bemind Valeu obrigado Cláudio e vamos lá então primeira coisa que a gente quer saber Fábio qual é a função do pâncreas Claro bem o pâncreas na realidade é uma glândula que fica no nosso abdômen na parte posterior do abdômen na frente da coluna ele tem um formato de um bastão achatado tem cerca de seus 20 a 25 cm de comprimento por 4 cm de largura digamos assim o pan ele produz basicamente ele tem duas grandes funções uma exócrina e a outra endócrina a exócrina é o suco pancreático produzido pela glândula do pâncreas então que é excretado em pequenos canais que caem no duodeno e a endócrina é a produção de hormônios que são basicamente a insulina e o glucagon o pâncreas basicamente ele é dividido em cabeça corpo e cauda a cabeça fica mais próxima do duodeno o nosso lado direito do abdômen e a cauda fica mais próxima do Basso que fica no lado esquerdo do nosso abdômen o pâncreas ele anatomicamente ele está situado em um em uma posição muito delicada Por que em uma posição muito delicada porque ao redor do pâncreas passam vasos sanguíneos importantes que alimentam tanto o nosso intestino quanto o nosso fígado e são prescindíveis paraa nossa vida então mesmo que eu tire a glândula pancreática eu tenho que preservar de alguma forma a vascularização o suprimento de sangue para o intestino e para o fígado daí a grande dificuldade do pâncreas das das cirurgias do pâncreas Além disso o pâncreas ele é um órgão muito inflamatório ele inflama facilmente causa grandes repercussões repercussões graves do nosso corpo daí o problema de quando forma-se as chamadas pancreatites também que são extremamente temidas que é a inflamação da gla pancreática sim que interessante olha e eu eu vejo assim as pessoas comentam que o pâncreas Ele fica em um lugar Escondidinho mas que quando uma pessoa é diagnosticada com câncer de pâncreas assim é um Pânico todo mundo tem medo a palavra câncer ela já traduz medo mas o câncer de pâncreas Eu sei assim a gente ouve muito sobre isso que ele é muito assustador tanto que vem muitos questionamentos a respeito disso Fábio examente e aí a gente quer entender um pouquinho assim o que que é o câncer de pâncreas O que que é uhum bem basicamente o câncer de pâncreas ele vai ser então a proliferação de células digamos assim defeituosas que a gente sabe que no nosso dia a dia as células elas vão trocando morrem células e nascem novas morem nascem novas e o nosso organismo através do sistema imunológico ele filtra essas células novas que nascem então quando elas são defeituosas elas são retiradas da da da circulação eventualmente alguma dessas células passam conseguem se desenvolver e aí forma-se o câncer então o câncer ele eh como a glândula ela é relativamente fininha e está no cercada de órgãos importantes ah a o câncer de pâncreas ele rapidamente ele acomete então ele infiltra órgãos vizinhos ao pâncreas quer seja artérias veias duodeno enfim todos os órgãos que tiverem ao redor então o câncer de pâncreas ele é Tem vários tipos quando a gente fala em câncer de pâncreas eu vou eu vou me ater o câncer maligno porque existem os cânceres benig os tumores benignos do do os tumores benignos do do pâncreas então o câncer sempre é maligno certo então o o o principal representante do câncer de pâncreas é o chamado adenocarcinoma de pâncreas e a gente sabe hoje que quando a gente fala em adenocarcinoma de pâncreas existem mais do que 250 tipos diferentes de cânceres de pâncreas por isso que algumas vezes a gente diz Poxa o Fulano foi operado de câncer de pâncreas e está curado está vivo enquanto que o outro sucumbiu em pouco tempo a pessoa vai a porque são tumores diferentes são cânceres diferentes apesar de ambos serem adenocarcinomas terem a mesma origem a mesma linhagem mas tem comportamentos diferentes então o principal representante é o adenocarcinoma apesar de ser relativamente raro porque representa apenas 2% dos tumores do do tubo digestivo os cânceres de pâncreas porém ele é responsável por por a maior parte dos óbitos no câncer do APAR digestivo por quê pela agressividade pelo crescimento rápido do câncer de pâncreas e quais os fatores Fábio assim para esse que contribuem para esse desenvolvimento de câncer de pâncreas tem a ver com que é é estilo de vida é tabagismo sim o estilo de vida sim ele ele ele atua bastante Como Um dos fatores predisponente ao câncer de pâncreas então dietas ricas em gorduras Eh sedentarismo eh enfim pouco esporte então ausência do esporte também eh lesões precursoras de câncer de pancas como por exemplo assim lesões císticas do pâncreas especial aquelas lesões muinos que agora estão bastante em voga em termos de discussões chamadas ipmn que é uma neoplasia mucinosa pancreática eh eh mucinosa intra pancreática Eh o alcoolismo a propensão familiar então a gente tem que ter muito cuidado às vezes o vô o pai o tio tiveram câncer de pâncreas então é importante a família ficar atenta a isso esse digamos seriam os principais fatores que que a que eh seram poderiam gerar propiciar o câncer de pâncreas tem algumas situações de doenças também que favorecem isso como o Diabetes o os pacientes diabéticos a gente sabe que tem mais propensão e ou câncer de pâncreas a obesidade aqueles pacientes que T pancreatite crônica devido ao alcoolismo então o alcoolismo a gente sabe que gera uma inflamação crônica do pâncreas e essa inflamação crônica do pâncreas Então pode também favorecer a a formação do câncer de pâncreas e como que a gente e assim tem como a gente evitar por exemplo câncer de pâncreas assim ah quando nós temos um fator ah propiciador agravante a gente tem que tentar fugir desse desse fator então assim fugir da obesidade então tentar se manter com uma dieta pobre em gorduras se manter dentro de um IMC abaixo de 25 ou seja evitando a obesidade fazer esportes regulares evitar o sedentarismo evitar outros fatores como o tabaco então o cigarro isso é um dos grandes fatores que propicia o câncer a própria bebida alcoólica h e naqueles naquelas pessoas que tê algum fator predisponente como por exemplo história familiar então esses pacientes devem acompanhar com frequência através de exames sobretudo exames de imagem a a a a evolução do pâncreas ao longo da idade aquelas pessoas que têm lesões císticas do pâncreas também deve manter acompanhamento dessas lesões do pâncreas está é isso É bem interessante porque a gente eu me lembro que uma época falava assim ah se é genético não tem o que fazer então assim ó o que tu está nos trazendo aqui é muito importante porque mesmo que tu tenha genética mas se tu fizer exames de revisão se tu tiver controle isso isso me mostra assim que as idas mais frequentes ao médico nos ajudam a prevenir doenças que são muito sérias Como o próprio câncer não e uma das coisas que está se desenvolvendo cada vez mais Cláudia são os exames de im Então hoje com aparelhos de ressonância magnética de alta resolução a gente consegue detectar lesões extremamente pequenas e que são muitas vezes as lesões pré-câncer então a gente consegue perceber essas lesões pré-câncer antes que ela se tornem o câncer e por sua vez aí seguir de perto ou até já tratar antecipadamente esses pacientes é olha são informações assim Acho que super importantes e que a gente realmente não não tem conhecimento Fábio sim e Fábio me fala uma coisa e o câncer de pâncreas ele tem sintomas quais seriam esses sintomas porque todo mundo fala que câncer Eu já ouvi isso várias vezes assim ah o câncer de pâncreas é uma doença silenciosa e É Fato infelizmente assim o o até pela localização do pâncreas na vasta maioria das vezes o câncer de o câncer de pâncreas nas suas fases iniciais não tem sintoma nenhum é uma doença assintomática então quando o paciente começa a ter sintomas ou manifestar algum sinal Como por exemplo o olho amarelo eh normalmente essa lesão já está avançada então infelizmente a gente não tem e nenhum sintoma ou sinal que possa detectar precocemente essa lesão mas como sinais e sintomas já de uma lesão Ah um pouco mais avançada seria quando ele está no lado direito ou seja próximo do Dodo o paciente vai ficar com o olho amarelo entretanto quando ele está no lado direito no lado esquerdo do pâncreas próximo ao Basso ele vai se manifestar apenas em uma em uma situação mais tardia do Câncer então quando seria isso quando ele invade os órgãos ao lado do pâncreas então ele vai gerar o quê dor ã vai gerar dor nas costas então dor abdominal dor nas costas emagrecimento importante Está mas a gente também tem que levar em conta alguns outros dados que devem nos chamar a atenção sobretudo nos pacientes com mais idade então assim a gente sabe por exemplo que um paciente diabético um paciente que desenvolve a diabete desculpe que desenvolve a diabete ele normalmente vai desenvolver essa diabete ao redor dos seus 40 a 60 anos de idade então um paciente que do nada desenvolve uma diabete aos seus 70 anos por exemplo 75 sempre a gente tem que desconfiar em um um câncer de pânico da mesma maneira que repentinamente ele começa a perder peso ou surge uma dor nas costas inexplicável então a dor nas costas é um dos grandes problemas em termos de Diagnóstico porque normalmente esse paciente vai achar primeiro que isso é de coluna verdade aí investiga a coluna primeiro e só depois que vai ver que isso é do pâncreas então esses são sintomas que também podem acontecer então emagrecimento dor nas costas inapetência o paciente fica depressivo do nada assim um paciente sempre que era ativo e repentinamente ele se ele fica mais apático e depressivo aptic sempre a gente tem que desconfiar que eventualmente ter um câncer de pâncreas Por quê o câncer de pâncreas ele libera hormônios da nossa corrente sanguínea que nos causam depressão ele esses mesmos hormônios nos tiram um apetite então a gente fica inapetente e rapidamente perde peso Que coisa Está Fábio e me diz uma coisa olha só até Isso foi uma pergunta que veio acho que durante a semana que a gente comentou que ia fazer esse podcast contigo se o paciente apresenta urina escura fezes Claras ou olho amarelo significa que ele está com câncer e como diagnosticar o câncer de pâncreas é uma pergunta bem interessante n sim é isso essa situação é bem frequente Ela é bem frequente porque a maioria das vezes que ocorre essa situação de olho amarelo ou urina escura ou cocô cocô mais claro e isso é decorrente de pedras no canal da visícula do canal do fígado provenientes da vesícula então é a chamada coledocolitíase ela é muito mais prevalente do que o câncer de pâncreas mas sim esses sintomas sempre devem nos chamar a atenção claro vamos pegar um exemplo bem prático quando isso acontece em um paciente com 25 anos de idade 30 anos de idade esse paciente não tem idade ainda a princípio para se ter um câncer de pâncreas o câncer de pâncreas vai atingir os pacientes com 60 70 anos de idade ou mais ainda agora quando essa mesma situação ocorre em um paciente com 70 80 anos de idade bem a gente tem que desconfiar sempre de um câncer de panas é as idas ao médico são super importantes e ter controle e se preocupar com isso falou que a já tem até os fatores de risco aí por exemplo a própria genética e uma coisa é preciso fazer drenagem do canal da Billy antes da cirurgia agora falando um pouquinho aí de cirurgia A princípio não antigamente a gente fazia essa drenagem no canal da Billy porque você acreditava que se a gente baixasse a Billy os níveis de de Bil antes da cirurgia ah isso favoreceria a cirurgia isso não é verdade mais a gente sabe nos dias de hoje que se eu drenar o canal do pâncreas eu estou acrescentando complicações e maiores taxas de infecção nesses pacientes entretanto algumas vezes é necessária a drenagem quando seria necessária a drenagem do canal da bly antes da cirurgia do pâncreas então quando o paciente tiver infecção do canal da bile ou seja a chamada colangite se o paciente tiver perda da função urinária que é chamada insuficiência renal aguda ou ou perda da função renal desse paciente e se o paciente tiver ictérico amarelo e precisar fazer quimioterapia antes da cirurgia nessas situações Aí sim a gente tem que drenar o canal da Billy antes para permitir com que a Billy rubina diminua o amarelão diminua do olho e aí sim Então a gente vai depois levar esse paciente à cirurgia Hum e e olha só deixa eu te perguntar aqui para fazer o diagnóstico do câncer de pâncreas Então não precisa essa drenagem do canal Em algumas situações conforme tu falaste e a cirurgia do pâncreas sempre é preciso a biópsia do tumor antes é a biópsia que diz se o câncer se é câncer se é maligno estou meio Sim bem eu acho que a a uma pergunta que caberia seria justamente como se faz o diagnóstico desse câncer de pâncreas o câncer de pâncreas na maioria das vezes ele é feito diagnóstico através de um exame de imagem então há até a possibilidade de se fazer através de exames de sangue quando a gente tem um marcador tumoral elevado chamado C199 isso vai inferir fortemente um um câncer de pâncreas mas ã a vasta maioria das vezes é feita através de exames de imagem quais seriam os exames de imagem a tomografia e a ressonância magnética nos dá um diagnóstico diagnóstico extremamente preciso da da de um câncer de pâncreas Sobretudo o adenocarcinoma de pâncreas Então hoje em dia é muito raro a gente ter a necessidade ou indicar uma biópsia desse câncer de desse tumor de pâncreas antes para se fazer um diagnóstico de um de um câncer ou não então a basicamente o diagnóstico vai ser feito através de uma tomografia computadorizada com contraste e eventualmente uma ressonância magnética nós por rotina sempre pedimos a ressonância magnética também bem bacana porque poupa o paciente não sei mas assim com o exame de imagem que nem tu falaste um dois exames de imagem tu tem com precisão ali um resultado que tu precisa exatamente ris e uma coisa rápida e sem riscos É verdade pelo menos assim muito menos riscos do que uma biópsia é ai com certeza está e me fala aí qual depois de diagnosticado sintomas como é que trata câncer de pâncreas bem o tratamento do do câncer de pâncreas ele é basicamente cirúrgico é a cirurgia que vai dar alguma chance de sobrevida maior Ou até de curaba paciente entretanto o câncer de pâncreas Ele sempre vai ser tratado de uma forma multidisciplinar é importante ter claro isso câncer de pâncreas não se resume ao cirurgião vai ter Obrigatoriamente que se ter junto a presença e o e o auxílio e tratamento do oncologista da nutricionista do educador físico ou seja várias especialidades a gastroenterologia também entra nisso várias especialidades que juntas vão oferecer o melhor tratamento a esse paciente então assim algum algumas situações a gente vai iniciar o tratamento com quimioterapia antes da cirurgia a gente pode até discutir isso melhor adiante Ah e outras vezes a gente vai indicar diretamente a cirurgia para remoção deste câncer de pâncreas claro vai ter o pós-operatório o pós-operatório vai voltar à quimioterapia Mas nós vamos ter que associar muito ao tratamento fisioterápico o tratamento nutricional nesses pacientes que vai ser de suma importância para que eles resistam os próximos passos sobretudo A quimioterapia pós-operatória é o que que eu percebo assim é um caminho desde o diagnóstico até todo o tratamento tem um caminho que como tu falaste é com toda uma equipe E existe algum momento que a cirurgia é contraindicada assim que o paciente não não vai poder fazer a cirurgia Claro basicamente as contraindicações hoje do câncer de pâncreas vão ser o paciente que não tem condição cirúrgica ou seja ele tem uma doença cardíaca muito grave ou ele tem um fator nutricional extremamente Severo ou seja ele está muit muito desnutrido para ir para cirurgia nesse nesse momento a gente vai contraindicar a cirurgia pelo menos no primeiro momento naqueles pacientes que TM metástases à distância Eh o lugar mais frequente é o fígado então normalmente esse paciente vai ser contraindicado a cirurgia no primeiro momento vai a quimioterapia e depois eventualmente esse paciente pode ser reavaliado para cirurgia ou naquele pacientes que t a chamada metastas à distância como por exemplo no pulmão no cérebro no nos ossos enfim aí esse paciente então fica fora do quadro cirúrgico que a gente fala que a doença já se espalhou Uhum ã deixa eu te fazer uma pergunta o fato do Câncer atingir os vasos sanguíneos isso é uma coisa bem interessante assim isso contraindica cirurgia porque o atingiu os vasos sanguíneos bem artéria essas coisas sabe que o o as técnicas cirúrgicas do Câncer eh para tratamento do câncer de pâncreas vem evoluindo muito nos últimos 20 anos então há cerca de 20 anos atrás isso sim era uma realidade então quando nós tínhamos um paciente que tinha um câncer de pâncreas comprometendo atingindo por exemplo uma veia ao redor do pâncreas ou uma artéria maior ao redor do pâncreas esse paciente era contraindicado a cirurgia esse paciente Tina para tratamento paliativo com quimioterapia hoje nem pensar hoje se faz a retirada dessa veia ou desta artéria e se faz a reconstrução dela quer seja através da União dessa veia ou artéria diretamente ou pela interposição de algum enxerto que pode ser tanto biológico e ou sintético n Olha o que é o avanço Quantas coisas que que porque uma pessoa tinha um câncer de pâncreas bom vou morrer acabou E hoje tu está trazendo fatos aqui que são super importantes inclusive de quando atinge um vaso sanguíneo vai poder fazer essa junção aí e e tratar também o paciente Eu acho que um dado interessante ainda nessa nesse ponto é que você sabe hoje que quando a gente retira resseca esse vaso sanguíneo ou que seja artéria que seja veia e a gente compara o grupo de pacientes que não tinha comprometimento dos vasos sanguíneos com aqueles que foram a cirurgia com comprometimento dos vasos porém a cirurgia Foi bem Se conseguiu construir o resultado é muito semelhante no pós-operatório Então vale muito a pena sim eh a retirada desses vasos que estão comprometidos Ah isso é um é Esperança para as pessoas certeza e aqueles pacientes que eles têm uma doença avançada tu falaste de uma coisa que me chamou muito atenção Às vezes o paciente já tem metástase eu sempre ouvi falar e olha só isso agora é papo de leigo está Fábio Mas eu sempre ouv falar ah tem câncer mas tem metástase não tem mais o que fazer S E aí então se o paciente ele tem uma doença avançada E aí ele já tem metástase seja fígado mas que apresentem uma boa resposta à quimioterapia eles também podem fazer a cirurgia primeiro faz a quimioterapia sim basicamente duas situações dos dias de hoje mudaram essa regra que Tu colocaste valia realmente há um cerca de 15 20 anos atrás ou seja o paciente tinha metástase não tinha mais chance de cirurgia hoje esse paciente ele é encam ado a quimioterapia os quimioterápicos avançaram bastante nos últimos anos agora teve surgimento de novas drogas entre elas o a imunoterapia com bons resultados ou resultados al lenta que foi nos dão um alento para esses pacientes permitem resgatar pacientes que não tinham condições cirúrgicas para condições cirúrgicas depois de quimioterapia Então vamos lá vamos pegar um exemplo bem prático o paciente tem metástases no f hígado ou metaes localizadas no peritônio ao redor do pâncreas esse paciente ainda é encaminhado a quimioterapia e passa-se 6 8 meses e o o paciente diminui ou até as lesões ficam iguais ao redor do peritônio ou Ah no fígado esse paciente então é encaminhado à cirurgia paraa retirada dessas lesões do fígado e dessas desse pâncreas Assim como as metá que eventualmente esver ao redor está então Ass assim a quimioterapia uma vez mostrando que o as metastases permanecem estáveis abrem o leque abre a avaliação Para que uma cirurgia de retirada do tumor possa ser feita mas isso o tempo de quimioterapia que vai dizer não é e olha só ã quando que é importante fazer essa coisa também eu queria entender um pouquinho quando que eu faço quimioterapia antes da cirurgia por que que faz a quimioterapia antes Tem como saber previamente ali se o que que vai trazer um benefício porque também é aqui um papo de leigo se a pessoa que tem câncer Eu acho que ela quer fazer a cirurgia ela quer tirar aquele tumor porque parece assim que é uma coisa que não é minha não quero isso para vender CL bem é importante a gente entender primeiro eh Por que fazer a quimioterapia antes a cirurgia como tu dissesse o paciente tem angústia de querer tirar o tumor fora o quanto antes por que que eu vou fazer uma quimioterapia antes basicamente por duas situações primeiro que a gente sabe que quando a gente tira o o câncer de pâncreas um dos grandes problemas do pós-operatório é que passar os 2 3 4 anos o tumor muitas vezes volta na região em que foi tirado o tumor isso a gente chama de recidiva local então a intenção da quimioterapia uma delas é a diminuição da recidiva local ou seja a esterilização dos tecidos ao redor do pâncreas para que a gente possa ir lá tirar o pâncreas com os tecidos e não ter mais volta do tumor a segunda coisa é a gente ter um uma ideia do comportamento biológico da doença do comportamento tumoral então muitas vezes a gente tira um câncer de pâncreas diz assim poxa a princípio A cirurgia foi com intenção curativa passa-se 3 4 meses e o paciente pipoca de lesões no fígado e nos ossos esse paciente já tinha essas lesões antes só que não era possível ser serem detectadas Esse é o problema todo então enquanto o paciente está fazendo quimioterapia se surgirem novas lesões isso é um péssimo paciente para cirurgia então a gente acaba selecionando os pacientes que realmente vão ter um melhor resultado fazendo a quimioterapia pré-operatória mas isso sempre tem que ser discutido com pacientes com paciente antes por quê Porque eventualmente Eu tenho um paciente por exemplo vamos pegar um exemplo prático que tem um tumor que atinge uma veia então a gente sabe também que se ele atinge um órgão adjacente entre elas uma veia uma artéria se eu fizer quimioterapia antes eu diminuo a recidiva no pós-operatório favoreço esse paciente no pós-operatório por um lado se a quimioterapia não funcionar esse paciente pode perder a chance da cirurgia Hum então isso é uma faca de dois gumes então isso tudo tem que ser discutido com o paciente e visto caso a caso então nem sempre a quimioterapia pré-operatória é uma ótima opção ou uma boa opção para esses pacientes mas o que a gente percebe é que tem muitas opções Fábio onde o paciente poderia desistir não existe ali muita muita esperança Uhum e me fala uma coisa quais os exames que é preciso fazer para se certificar de invasão de veia é um exame que faz como é que vai saber se o câncer invadiu ali uma uma veia uma artéria como é que é isso a tomografia e a ressonância magnética de alta resolução hoje são os principais exames para isso a gente tem a tomografia um exame chamado angiotomografia que tem a parte arterial e a parte venosa e a gente consegue aumentar a imagem dessa tomografia de tal forma que a gente consegue ver o detalhe da artéria da veia Isso é ótimo porque isso já nos eh nos prediz antes da cirurgia se esse paciente tem ou não alguma invasão vascular então basicamente é a tomografia a ressonância magnética os grandes exames para isso sim exames excelente que são exames de imagem que não debilitam o paciente que mostram aí o o caminho a seguir Sim me diz uma coisa Fábio o que que muda quando tem a invasão dessa veia e artéria sei lá do fígado intestino porque é tudo muito próximo esses órgãos al sim interessante isso porque assim eh são vasos de comportamentos diferentes a gente tem que entender que a artéria ela pulsa então é muito difícil o tumor ele conseguir invadir a artéria porque a artéria ela sempre está chutando digamos assim o tumor a veia não a veia ela é estática então o tumor quando ele Encosta na veia ele facilmente invade a veia ele compromete a veia Então existe uma regrinha que a gente de uma claro regrinha sempre há exceções mas assim uma Regra geral que diz assim na maioria das vezes que o tumor Encosta na veia esta veia está comprometida na maioria das vezes que o tumor Encosta na artéria essa artéria não está comprometida então isso isso é importante para nós porque muitas vezes a gente tem um tumor por exemplo que ele está circundando literalmente a artéria Então o que a gente vai fazer a gente vai fazer tipo descascar uma banana a gente faz o que a gente chama na cirurgia de divestment então a gente desvest a artéria do tumor então a gente abre o tumor e retira esse tumor de ao redor da artéria e a artéria consegue permanecer na maioria das vezes sem a presença do tumor se eu ainda assim desconfiar e que ficou micro osc opic alguma alguma lesão ali A quimioterapia pós-operatória é que vai fazer o papel de tentar esterilizar essa artéria para nós já na veia é diferente quando o tumor Encosta na veia eu preciso tirar ela se o tumor encostar na veia eu vou lá e tiro um segmento dessa veia e reconecto ela de novo está cirurgias muito complexas certamente sen não são cirurgias simples são cirurgias de grandíssimo porte restritas a poucos lugar que fazem isso e com poucos cirurgiões na realidade que t a capacidade de fazer isso porque Imagine que o cirurgião que vai fazer esse tipo de cirurgia ele tem que ter a na sua rotina do dia a dia a a a a técnica de unir essas artérias e veias ou seja há uma necessidade do hábito da cirurgia vascular então os cirur jõ hoje do aparelho deos sobretudo aqueles que fazem transplante de órgãos Tê isso na sua rotina diária é Olha eu fico Encantada assim e me diz uma coisa quanto tempo dessas cirurgias uma cirurgia de pâncreas porque o a gente até falou no na última vez que tu teve aqui sobre robótica então agora vou fazer uma pergunta está essa cirurgia ela pode ser feita no robô e ela pode ser feita também por víde laparoscopia E quanto tempo essas cirurgias CTO a cirurgia primeiro isso varia bastante uma coisa a gente está operando e um paciente com vamos lá 1,60 M Magrinho outra coisa estão perando um paciente da minha altura 1,90 m com seus 100 kg é ex nós dois são situações completamente diferentes então a cirurgia vamos pegar em um paciente Magrinho ela normalmente vai durar só 5 6 horas é o que é o padrão Talvez um pouquinho menos mas é o normal que que que ocorre já em um em um em um paciente sentiu maior mais gordinho ele essa cirurgia tende a ir as suas 8 9 horas de cirurgia já o robô a vídeo estão aí para para nos auxiliar nisso aí sim é a gente falou bastante aquele dia da cirurgia por robô e eu imagino que nas cirurgias complexas Então as vantagens são inúmeras aí Sim a gente pode até falar daqui a pouco sobre isso é e me diz uma coisa ã como que faz e uma co tu falou desse negócio de junção da da artéria ali como é que faz para emendar esse o vaso sanguíneo como é que emenda isso como é que chama isso bem o o interessante da Esso é uma das coisas que desenvolveu bastante na cirurgia do pâncreas antigamente a gente ia lá e tentava soltar a veia do tumor a gente sabe que isso não deve ser feito Porque no momento que eu solto a veia eu do tumor eu perco parâmetro de onde termina o tumor e facilmente eu deixo tumor nesse paciente no pós-operatório se eu deixar tumor volta o tumor depois então é importante sempre a gente isolar a região que a gente já antes da cirurgia sabe que o tumor está encostando na veia então Ou seja a definição de retirada de uma veia ou de uma artéria ocorre antes a cirurgia durante a cirurgia a gente apenas confirma isso bem ã então eu vou cercar aquela região vou tirar em bloco tudo aquilo com margens Ou seja eu vou ter uma veia que vai está comprometida um espaço de pelo menos 1 cm de tecido são visualmente são E aí sim eu vou unir essa veia ou essa artéria como é que eu Uno isso com pontos são pontos que a gente utiliza normalmente lupas que que aumentam quatro cinco vezes o tamanho do do tecido então é como se a gente tivesse utilizando um microscópio na hora para fazer a união dessa artéria e a união dessa veia são pontos extremamente delicados bem isso também é controlado no pós-operatório com o que a gente chama de ecoper a ecouler é um eh a gente usa então aparelho de ecografia que através de um de um de um instrumento desse aparelho a gente vê o fluxo de sangue através desta União confirmando então que essa veia ou essa artéria está pérvia Ah que voltou a funcionar me diz uma coisa aqui ó a gente teve uma pergunta que eu achei bem interessante por isso que eu trouxe lá o meu médico me disse que eu não poderia operar porque o tumor estava pegando a veia e disse que a única coisa que poderia fazer é passar uma prótese para tirar o meu amarelão então assim eu não entendi nada dessa pergunta a pessoa deve est passando por isso para mandar com essa riqueza de detalhes mas eu acho muito legal tu responder sobre isso claro com certeza bem Ah quando a a lesão está pegando a veia ah a gente normalmente vai indicar a quimioterapia pré-operatória eu digo normalmente por quê Porque às vezes a situação é tão limite que a gente tem que discutir com o paciente antes e avisar olha o ideal é fazer a quimioterapia antes porém nós temos que decidir junto Porque se a quimioterapia não funcionar eventualmente tu perdesse a chance da cirurgia Então esse é um ponto está mas normalmente a gente vai indicar a cirurgia a quimioterapia pré-operatória se esse paciente está etérico amarelo para ele poder fazer a quimioterapia ele tem que drenar o canal e botar um dreno mas de novo o fato de estar invadindo a veia não significa de maneira nenhuma que esse paciente h não tem indicação cirúrgica eventualmente se a situação é muito limite ou o paciente não quer fazer faz a quimioterapia pré-operatória esse paciente vai direto à cirurgia e não se faz drenagem nenhuma n então isso às vezes é um fator de confusão porque o a coisa é colocada como se o paciente não tivesse mais chance nenhuma e isso não é verdade então lembrando a o comprometimento da veia mesmo em pacientes ictéricos Não significa que o paciente não possa tirar o tumor ao contrário continua igual a indicação cirúrgica então quando nós vamos drenar o canal se tiver inflamado se tiver perda de função renal ou se esse paciente vai fazer quimioterapia sen não não se dren no canal lembrando a drenagem no canal implica em complicações pós-operatórias especialmente a infecção n é olha como essas coisas se forem ditas para o paciente e vai ser uma decisão Em conjunto vai ajudá-lo exatamente a até nas decisões bom deixa eu te perguntar aqui mais uma pergunta também que chegou para gente ó tem um câncer de pâncreas e fui informada de que não poderia operar pois teria que tirar todo o pâncreas e isso não é possível bem eh isso no passado longin diria assim H 30 anos atrás Como diz aqui no Rio Grande do su na no tempo do EPA Isso realmente era verdade mas hoje em dia isso é uma inverdade então a a cirurgia com retirada de a totalidade do pâncreas é uma rotina nos nos principais serviços de que operam pâncreas E hoje em dia a gente não prescinde do pâncreas por a gente consegue substituir a função do pâncreas através da insulina aplicada Ah e do uso da de uma enzima chamada pancreatina que permite com que a gente absorva então as gorduras que a gente come e faz o papel então da secreção pancreática Então hoje Hoje em dia a gente pode viver sem pâncreas através da substituição com medicações então ah em resumo a retirada completa do do pâncreas ela é factível Ela é frequentemente rizada o paciente passa a ter uma vida normal no pós-operatório sim só que vai ter que usar sempre medicações para suplementar o que está faltando em especial a insulina e a pancreatina que é a enzima pancreática Olha isso é muito o que mostra assim eu acho Super Interessante porque mostra há 30 anos atrás não era possível hoje as medicações possibilitam isso mais chance aí cirurgia de câncer de pâncreas como a gente já falou aqui é muito complexa E aí aquela coisa de todos os lugares fazem essa cirurgia quem faz essa cirurgia é só o cirurgião do Aparelho Digestivo porque assim eu eu tudo que a gente conversou aqui me mostra que são sim cirurgias muito complexas e uma pessoa que está passando por isso ela quer o qu ela vai querer um médico experiente Fábio sim as cirurgias do do do pâncreas sempre por assim por definição são cirurgias extremamente complexas com alto altos índices de complicações e com uma taxa de mortalidade que oscila ao redor aí seus 2% então ó tu poderia dizer assim poxa mas 2% não é alto porque tu tem 98% de chance de sair bem é fato mas 2% em medicina é muito alto é extremamente alto uma a taxa de mortalidade quando a gente fala em um 2% vamos lembrar que a maior parte das cirurgias T 0,000 alguma coisa chance de óbito está então a gente sempre tem aquela apreensão quando a gente fala em cirurgias de pâncreas realmente assim a cirurgi de pâncreas elas devem ser restritas a centros especializados e que tenham volume cirúrgico de cirurgias e pâncreas então você recomenda que pelo menos o cirurgião que opere pâncreas de rotina ele tenha pelo menos 20 a 25 cirurgias pancreáticas por ano ah o que poucos cirurgiões aqui vamos pegar o exemplo do est Sul tem pouquíssimos A gente talvez não não chega a uma dezena de Cirurgiões que tenham isso está então quem faz normalmente essa cirurgias são os cirurgiões do aparelho digestivo e oncológicos que que que tem na sua rotina a Oncologia pancreática Oncologia do fígado Ou seja que a gente chama Oncologia das doenças hepatobil pancreáticas se esse cirurgião tiver habilidade em transplante de órgãos em víde laparoscopia em cirurgia robótica melhor ainda porque ele passa a usar esse todo esse armamentário tecnológico ou de técnicas no seu dia a dia para facilitar então eu dei o exemplo antes das junções de artérias e veias isso para um cirurgião que faz transplante é a rotina ele faz isso é o dia a dia dele então ele vai fazer a cirurgia do pâncreas como se fosse mais uma anastomose agora para o cirurgião que não faz Ou vai fazer uma ou duas vezes por ano essa cirurgia é no mínimo temerário talvez até o tempo cirúrgico seja maior pela falta de experiência complicações tudo vai aumentar Com certeza e aí eu quero saber agora quem faz uma cirurgia de câncer de pâncreas aí volta vai ter uma vida normal vai se alimentar da mesma forma que se alimentava antes vai comer as coisas que gosta ou vai ter que usar uma medicação uma vitamina para o resto da vida como é que fica a vida dessa pessoa que passa por uma cirurgia complexa ela tem uma vida normal uhum bem com como toda a cirurgia complexa que cja de pâncreas de fígado Um transplante de órgãos enfim ele em um primeiro momento ele tem o bque literalmente da da do stress cirúrgico então ele costuma perder um pouco de peso no pós-operatório fica um pouco abatido mas isso normalmente é recuperável nos primeiros meses pós-operatórios sobretudo nosos primeiros 2 TR meses de pó pós-operatório a princípio assim A Regra geral é que é um paciente que vai ter uma vida normal vai se alimentar de tudo porém ele vai ter cuidados que ele vai ter que seguir sempre Principalmente nas custas de eh doces porque boa parte desses pacientes acabam se tornando diabéticos no pós-operatório Sea mais ou menos de 1/3 30 40% desses pacientes se tornam diabéticos do pós-operatório então ele vai ter que começar a se comportar como um paciente diabético cuidando doces sim e evitando sempre gorduras em especial porque como ele tem deficiência na produção de de de suco pancreático ele vai tomando vai estar tomando sempre a pancreatina E aí quanto mais gordura ele tem que tomar mais pancreatina então a gente recomenda que esse paciente tente evitar alimentos gordurosos no pós-operatório mas de resto ele pode fazer Esporte ele pode enfim eh fazer a vida normal dele existem vários atletas inclusive olímpicos que foram pâncreas tonizador se pancas retirar e se tornaram campeões olímpicos então nem por isso eh isso vai está limitando a vida desses pacientes sim é e e assim n nós tivemos então um avanço nessa cirurgia nos últimos anos de tudo que a gente conversou aqui as informações que tu trouxeste mostra assim que o avanço chegou para essa cirurgia do do câncer de pâncreas com muita esperança para as pessoas que são diagnosticadas com essa doença muito muito tinha acho que tinha uns grandes avanços aí Ah o primeiro foi o melhor conhecimento da do enraizamento do da invasão do câncer de pâncreas como ele se comporta no na na na invasão local no no que a gente chama de retroperitônio nos tecidos que ficam ao redor do pâncreas então antigamente o a gente tirava o pâncreas com pouca dissecção dos vasos com pouco limpeza dos tecidos ao redor dos vasos hoje não hoje é necessário sim uma limpeza Ampla e o mais completa possível de todos os vasos que tiverem ao redor do do do do pâncreas sobretudo a artéria mesentérica o tronco sío a artéria hepática na região da horta isso tudo tem que ficar totalmente esqueletizado Para quê Para que a gente evite Justamente a volta o retorno desse tumor nessas regões e que vão acabar gerando o óbito do paciente no futuro ah a outra coisa foi o desenvolvimento da víde laparoscopia e do do robô então a víde laparoscopia hoje é uma cirurgia rotineira para os cânceres de pâncreas sobretudo do corpo e cauda do pâncreas e o robô agora chegando está sendo o grande bum em termos de de avanço tecnológico e de técnica cirúrgica em cima da cirurgia pancreática nos permitindo eh retiradas de tumor tão complexas quanto a gente fazia quando aberta Com resultados eh no mínimo iguais mas recuperação no paciente no pós-operatório completamente melhor então o paciente sai mais rápido do hospital ele complica menos a cirurgia é mais precisa ele ele ele recupera a alimentação mais rapidamente ele vai à quimioterapia mais precocemente no pós-operatório sangra menos durante a
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Consulta com o Dr. Fábio
Uma consulta permite relacionar as informações do vídeo aos seus sintomas, exames e histórico de saúde.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634