Dificuldade progressiva para engolir, especialmente quando vem acompanhada de perda de peso, precisa ser avaliada. No câncer de esôfago, os exames ajudam a determinar a extensão da doença e a planejar o tratamento.
A endoscopia com biópsia identifica o tipo e a localização do tumor. Exames de imagem e, quando indicados, exames que avaliam a profundidade na parede do esôfago ajudam a definir a extensão. Com essas informações, a equipe discute se a cirurgia vem primeiro ou se quimioterapia e radioterapia devem ser feitas antes.
Em um relance
Casos novos por ano
Cerca de 11 mil
No Brasil, segundo a estimativa do INCA para 2023 a 2025; o Sul tem uma das taxas mais altas.
O Dr. Fábio explica no vídeoTipos principais
2
Em geral, o carcinoma epidermoide, mais frequente, e o adenocarcinoma, na parte final do esôfago.
O Dr. Fábio explica no vídeoAcessos no tórax
3 a 4
Na cirurgia por vídeo, em geral, sem abrir o tórax e sem cortar a musculatura.
O Dr. Fábio explica no vídeoA indicação depende do seu caso específico.
Antes de decidir
Endoscopia com biópsia
A investigação considera o resultado da endoscopia e da biópsia.
“A gente vai fazer essa avaliação naquela endoscopia, que vai nos dar a natureza do tumor, já vai dar uma localização, e pelo menos uma tomografia para mostrar como é que está a extensão […] para ver se é possível fazer uma cirurgia ou não nesse momento. Não sendo possível fazer a cirurgia, […] podemos planejar um tratamento com quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia e logo depois fazer a cirurgia.”
Tomografia
Exames de imagem ajudam a avaliar a extensão da doença no tórax.
Profundidade na parede
A profundidade do tumor na parede do esôfago integra a avaliação.
Nutrição e engolir
Se a alimentação estiver comprometida, a equipe avalia como manter o suporte nutricional durante o tratamento.
Tratar antes de operar?
Os exames ajudam a discutir se a cirurgia vem primeiro ou se quimioterapia e radioterapia devem ser feitas antes.
“A gente vai fazer essa avaliação naquela endoscopia, que vai nos dar a natureza do tumor, já vai dar uma localização, e pelo menos uma tomografia para mostrar como é que está a extensão […] para ver se é possível fazer uma cirurgia ou não nesse momento. Não sendo possível fazer a cirurgia, […] podemos planejar um tratamento com quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia e logo depois fazer a cirurgia.”
Decisão em equipe
A sequência pode ser planejada com cirurgia, oncologia, radioterapia, nutrição e fisioterapia, conforme a necessidade.
O diagnóstico
Quando piora progressivamente ou vem acompanhada de perda de peso, é importante procurar avaliação médica sem demora.
“O refluxo, normalmente, na grande maioria das vezes, não faz o paciente perder peso. […] Um paciente que tem muito refluxo, […] dificuldade para engolir e perde peso: […] muita atenção.”
O refluxo de longa duração pode levar ao esôfago de Barrett, uma alteração que aumenta o risco de alguns tipos de câncer. O acompanhamento deve ser orientado pelo médico.
“No refluxo, o que se tem é a subida de ácido […] [que] ainda pode gerar aquela transformação do epitélio do esôfago, o que se chama de esôfago de Barrett, […] mais suscetível à formação de um câncer.”
Bebidas consumidas em temperatura muito alta, tabagismo e álcool estão entre os fatores associados ao câncer de esôfago. O histórico e os fatores de risco são considerados na avaliação médica.
“O câncer de esôfago é um tema bastante importante, em especial para nós aqui do Sul do Brasil. […] Esse tubo […] é um tubo muscular, literalmente, que une a nossa garganta ao nosso saco coletor de comida, que é o estômago.”
Na reconstrução, em muitos casos o estômago é preparado como um tubo para substituir o trecho retirado. A forma de alimentação e a recuperação variam conforme a cirurgia.
“Reconstruir então esse tubo digestivo: […] uma plástica no estômago ou no intestino grosso, a grande maioria das vezes do estômago. […] Como se fosse uma cirurgia plástica no próprio estômago.”
Algumas pessoas precisam fazer refeições menores e mais frequentes. A equipe acompanha a nutrição e avalia a necessidade de reposição de vitaminas, como B12.
“A comida vai descer mais devagar, mais lenta […], comer em menor quantidade, mais vezes ao longo do dia. […] Talvez a B12 às vezes diminui: […] a vitamina B12 […] tem a necessidade de ter que repor.”
A indicação depende do seu caso específico.
Depois da cirurgia
Durante a internação
A equipe acompanha a alimentação e a recuperação, com fisioterapia respiratória e mobilização conforme orientação.
Depois da alta
O plano alimentar é retomado gradualmente com apoio da nutrição.
“A comida vai descer mais devagar, mais lenta […], comer em menor quantidade, mais vezes ao longo do dia. […] Talvez a B12 às vezes diminui: […] a vitamina B12 […] tem a necessidade de ter que repor.”
Nas consultas de revisão
O acompanhamento avalia a recuperação e a continuidade do tratamento oncológico, quando indicado.
Na mesma área
Nem todo caso é cirúrgico. A indicação depende do seu caso específico.
Consulta com o Dr. Fábio
Recebeu diagnóstico de câncer de esôfago ou está investigando dificuldade para engolir? Agende uma avaliação para conversar sobre os exames e as etapas do tratamento.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634