Recebi diagnóstico de câncer de reto. Vou precisar usar uma bolsa? A resposta depende da localização do tumor e da cirurgia necessária; quando indicada, a bolsa pode ser temporária ou definitiva.
O reto é a parte final do intestino grosso, próxima ao ânus. O tratamento pode combinar quimioterapia, radioterapia e cirurgia. A ordem depende da avaliação e dos exames.
Em um relance
Cirurgia do reto
3 a 4 h
Em geral; quanto mais perto do ânus, mais minuciosa.
O Dr. Fábio explica no vídeoPrimeira colonoscopia
45 anos
Em geral; antes, quando há câncer colorretal na família.
O Dr. Fábio explica no vídeoColonoscopia de controle
A cada 2 anos
Pelo menos, nos primeiros 5 anos depois do tratamento, em geral.
O Dr. Fábio explica no vídeoA indicação depende do seu caso específico.
Antes de decidir
Colonoscopia e biópsia
Confirmam o diagnóstico e permitem examinar o intestino grosso.
Ressonância da pelve
Mostra a extensão local do tumor e sua relação com o ânus e estruturas próximas.
Tomografia
Ajuda a investigar a doença em outras regiões.
Distância até o ânus
A localização influencia o planejamento da cirurgia e a possibilidade de uma bolsa.
Químio e rádio antes?
A avaliação e os exames orientam a possibilidade de tratamento antes da cirurgia.
“São os chamados cânceres do reto, no canal antes da saída do ânus. Esses pacientes com frequência vão à químio e radioterapia antes da cirurgia.”
Cirurgia, oncologia e radioterapia
Cirurgia, oncologia e radioterapia discutem a sequência do tratamento.
O tratamento
Em alguns casos, o tratamento antes da operação pode reduzir o tumor e ajudar no planejamento cirúrgico. A decisão depende da avaliação.
“São os chamados cânceres do reto, no canal antes da saída do ânus. Esses pacientes com frequência vão à químio e radioterapia antes da cirurgia.”
A conduta depende da resposta e dos critérios clínicos. A possibilidade de acompanhamento sem cirurgia se aplica apenas a pacientes selecionados e exige seguimento especializado.
“Por mais que a gente alimente a esperança que o tumor tenha desaparecido, a regra sempre é a necessidade de tirar. […] Claro que existem protocolos específicos […] para alguns pacientes não precisarem ir à cirurgia, mas são critérios bastante específicos.”
Nem sempre. A necessidade e a duração dependem da localização do tumor e da cirurgia. Em alguns casos, a bolsa é temporária; em outros, pode ser definitiva.
“A bolsinha é utilizada com duas intenções: ou de uma forma definitiva, em que nós formamos um estoma, ou seja, uma saída do nosso intestino de forma definitiva […]. A outra situação é a colostomia que é a mais frequente, na realidade: é a colostomia temporária.”
Em algumas cirurgias, ela protege a emenda do intestino enquanto cicatriza. Se a equipe confirmar a cicatrização, pode ser considerada outra cirurgia para fechar a bolsa.
“Muitas vezes a gente faz cirurgias de reto onde a junção é muito próxima do ânus, e essa é uma região muito complexa e frágil, sobretudo na união desse intestino. […] Então, para se evitar esse risco, a gente faz uma colostomia ou ostomia protetora.”
Não. Há diferentes causas para sangramento, e é necessário investigar com um profissional de saúde.
“A maior parte das pessoas que têm sangue nas fezes não tem câncer de intestino, mas o sangue nas fezes sempre tem que servir de alerta. […] Então, não se assustem pelo fato de ter algum sangramento junto às fezes, mas investiguem sempre.”
A indicação depende do seu caso específico.
Depois da cirurgia
No hospital
A alta depende da evolução clínica. Quando há uma bolsa, a equipe orienta os cuidados antes da alta.
Com uma bolsa temporária
O fechamento só é discutido após avaliação da cicatrização.
“Isso é temporário porque se espera cicatrizar essa região e depois se reconstrói essa colostomia, que se faz através de uma cirurgia simples, rápida.”
Durante a recuperação
O intestino pode levar tempo para se adaptar.
“Para aqueles pacientes que perdem o intestino grosso na sua totalidade ou parcialmente, o resto do intestino facilmente se adapta. […] Eventualmente podem passar por períodos de fezes mais pastosas ou até diarreicas, que ao longo dos meses de pós-operatório isso vai cedendo.”
No acompanhamento
Consultas e exames acompanham a recuperação e o tratamento.
“O acompanhamento tem que ser constante e eterno para esses pacientes. […] Nos primeiros 5 anos a gente intensifica esses exames.”
Temas ligados
Nem todo caso é cirúrgico. A indicação depende do seu caso específico.
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Consulta com o Dr. Fábio
Recebeu diagnóstico de câncer de reto ou quer entender a possibilidade de usar uma bolsa? Agende uma avaliação para conversar sobre seus exames e as opções de tratamento.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634