Pancreatectomia total é a retirada de todo o pâncreas. Pode ser considerada em situações específicas, como doença extensa ou múltiplos focos, quando não é possível tratar preservando parte da glândula. Depois da cirurgia, o organismo deixa de produzir insulina e enzimas pancreáticas; por isso, são necessários acompanhamento e reposição dessas funções.
Em um relance
É feita?
Situações específicas
A indicação depende dos exames e do diagnóstico.
O Dr. Fábio explica no vídeoInsulina
Desde o 1º dia
Em geral, já começa no primeiro dia depois da cirurgia.
O Dr. Fábio explica no vídeoEnzima
Nas refeições
A pancreatina, em cápsulas, faz o papel do suco do pâncreas.
O Dr. Fábio explica no vídeoDepois
Cuidados diários
Reposição de insulina e enzimas pancreáticas, com acompanhamento clínico.
O Dr. Fábio explica no vídeoA indicação depende do seu caso específico.
Antes de decidir
O que é avaliado antes da cirurgia
Exames de imagem ajudam a mapear a doença e sua relação com vasos e órgãos próximos. A equipe também discute o controle da glicose, a reposição de enzimas, a alimentação, o suporte de endocrinologia e nutrição e a capacidade de manter os cuidados diários.
“A tomografia e a ressonância magnética de alta resolução hoje são os principais exames para isso. […] Isso já nos prediz antes da cirurgia se esse paciente tem ou não alguma invasão vascular.”
Perguntas frequentes
Em alguns casos, a doença ocupa diferentes regiões ou não pode ser removida adequadamente com uma ressecção menor. A indicação depende dos exames e do diagnóstico.
“Muitas vezes a gente tem que tirar o pâncreas totalmente, toda a glândula pancreática, para a gente conseguir obter margens livres. […] A segunda situação seria que muitas vezes a gente precisa tirar o pâncreas inteiro porque o tumor, além de ocupar boa parte do pâncreas, ele invade os vasos, artérias ou veias que estão passando logo atrás do pâncreas. […] E, por fim, eu tenho que tirar o pâncreas inteiro porque existem vários focos de câncer em toda a glândula pancreática.”
Sim, mas a vida após a cirurgia exige reposição de insulina e enzimas pancreáticas, além de acompanhamento clínico. As necessidades e a adaptação variam.
“Em resumo, a retirada completa do pâncreas ela é factível, ela é frequentemente realizada. O paciente passa a ter uma vida normal no pós-operatório, sim, só que vai ter que usar sempre medicações para suplementar o que está faltando, em especial a insulina e a pancreatina, que é a enzima pancreática.”
A pessoa passa a precisar de insulina, com acompanhamento para ajustar o tratamento e reduzir riscos de alterações da glicose.
“Quando sai quase a totalidade do pâncreas, com todo o corpo e cauda, ou quando sai todo o pâncreas, aí o paciente ele sai diabético já da cirurgia. Ele já no primeiro dia de pós-operatório já começa a fazer insulina.”
Enzimas pancreáticas em cápsulas podem ser prescritas para ajudar na digestão. A dose e o uso são orientados pela equipe.
“A gente consegue substituir a função do pâncreas através da insulina aplicada e do uso de uma enzima chamada pancreatina, que permite com que a gente absorva então as gorduras que a gente come. […] Então hoje em dia a gente pode viver sem pâncreas, através da substituição com medicações.”
A extensão depende da doença e da reconstrução necessária.
O envolvimento vascular exige avaliação especializada. Em alguns cenários pode ser considerada reconstrução, mas isso não significa que toda lesão vascular seja operável.
“Hoje se faz a retirada dessa veia ou desta artéria e se faz a reconstrução dela.”
A indicação depende do seu caso específico.
Depois do tratamento
Cuidados e seguimento
Durante a internação, a equipe acompanha a glicose, a alimentação e o início das reposições necessárias, além de preparar paciente e familiares para os cuidados. Após a alta, endocrinologia, nutrição e cirurgia podem participar do seguimento.
“Câncer de pâncreas não se resume ao cirurgião. Vai ter que se ter junto o oncologista, a nutricionista, o educador físico […]: várias especialidades que juntas vão oferecer o melhor tratamento a esse paciente.”
Quando ela entra
Nem todo caso é cirúrgico. A indicação depende do seu caso específico.
Consulta com o Dr. Fábio
Agende uma avaliação com o Dr. Fábio para conversar sobre seu diagnóstico, seus exames e as opções de tratamento.
Dr. Fábio Luiz Waechter · Médico · CRM-RS 18516 · RQE 11091 · RQE 9634